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Goleiro Bruno do Flamengo está foragido

Mulher do goleiro Bruno é presa em BH. Justiça expede 8 mandados de prisão contra envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio


Publicada em 07/07/2010 às 10h48m

O Globo

Ex-mulher do goleiro Bruno, com seu advogado, antes de ser presa. Foto: Marcelo Theobald

RIO - A Justiça mineira expediu oito mandados de prisão temporária contra o goleiro do Flamengo, Bruno, sua mulher e Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, suspeito de ser cúmplice, entre outros, pelo desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do jogador. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, foi presa na madrugada desta quarta-feira, em casa, em Belo Horizonte. Dayanne foi levada para o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da capital mineira. Dayanne estava com depoimento agendado para as 14h desta quarta, mas foi detida antes. A Justiça do Rio também expediu mandados de prisão contra Bruno e Macarrão pelo sequestro da jovem. Os dois são considerados foragidos.

Eliza está desaparecida desde o início do mês de junho, quando teria sido levada para o sítio de Bruno, em Minas Gerais. Eliza afirmara que Bruno era pai de seu filho, um bebê batizado com o nome do jogador.


Carros da polícia procuram Bruno em condomínio no Recreio. Foto de Guilherme Pinto

Por volta das 5h desta quarta, policiais da Delegacia de Homicídios (DH) chegaram em duas viaturas ao condomínio onde mora o goleiro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Os agentes não quiseram dar declarações. Antes das 7h, mais quatro viaturas chegaram ao local, mas deixaram o endereço após uma rápida visita à residência. Segundo a Globonews, o goleiro não estava em casa.

Nesta terça-feira, o Ministério Público do Rio acolhera o pedido da polícia e solicitou à Justiça a prisão temporária, por cinco dias, do goleiro do Flamengo, acusado de ser mandante do sequestro da ex-amante. A juíza Fabelisa Gomes de Souza decretou, na madrugada desta quarta-feira, a prisão temporária por cinco dias de Bruno e de Macarrão. A juíza atendeu a um pedido do Ministério Público e o processo, após ser distribuído para uma das varas criminais do Rio, vai correr em segredo de Justiça.