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Joel: ‘O Maracanã é o meu altar’

Questionado se suportaria a pressão de comandar a seleção em 2014, técnico diz que não teria problema e que não se vê como sério candidato

Por Thiago Fernandes
Rio de Janeiro


Joel diz que não quer dar a impressão de que está se oferecendo para comandar a seleção brasileira
(Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com)

O nome do futuro técnico da seleção brasileira será conhecido em breve, segundo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Contudo, enquanto ele não é revelado, as especulações rondam os clubes brasileiros. E no Botafogo, onde trabalha Joel Santana, não poderia ser diferente. Questionado sobre a possibilidade de assumir o comando da seleção, mesmo com toda a pressão que uma Copa do Mundo no Brasil trará ao técnico do time, o treinador alvinegro disse que se sentiria tranquilo, ainda mais com uma possível final no Maracanã.

- Não sei se estou cotado como sério candidato. Mas minha vida, pelo que fiz, fala mais alto. Para estar na seleção, tem que ter feito bons trabalhos em vários lugares e ter o respeito de dirigentes, jogadores e a imprensa. E isso eu tenho. Seria uma pressão grande comandar o Brasil na Copa aqui, mas o Maracanã é meu altar. Passei minha vida ali, dos dois lados do túnel. Mas não estou satisfeito, espero mais coisas. Eu sou um obstinado - disse.

Joel evitou criticar a Dunga, ex-técnico da seleção. Para ele, seria até covardia falar mal dele neste momento.

- Acho que o Dunga mostrou um trabalho, resultados. Cada um tem seu jeito de ser, de pensar. Não está na hora de ficar mastigando isso.

Mesmo sem falar mal de Dunga, Joel sabe os motivos pelos quais o ex-técnico da seleção é tão criticado. Para o treinador alvinegro, algumas características são fundamentais dentro da seleção.

- O brasileiro vê futebol acostumado a vencer e se acostumou a apresentar grandes craques. Estamos habituados a ser diferentes. Por isso que a gente vence mais.