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Luta - Caso Jobson: batalha longe de um final feliz


Presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção conhece bem o efeito devastador das drogas. Por causa delas, viu um irmão perder a vida. Episódio que o marcou e que o fez conduzir pessoalmente a volta de Jobson a General Severiano, seis meses depois de o jogador ser flagrado no antidoping duas vezes na reta final do Brasileiro de 2009 pelo uso de crack. Mauricio sabia que o atacante precisava de uma nova chance e mobilizou o clube para dar todo o suporte. Uma batalha que está longe de ter um final feliz.

Por enquanto, não há registros de que Jobson tenha voltado a fazer uso de drogas. Periodicamente, o clube testa o atacante através de kits enviados por um laboratório paulista. O Botafogo jura que nada foi encontrado até agora. Contra o Atlético-PR, dia 26 de setembro, o jogador foi sorteado para o exame antidoping. O resultado ainda não saiu, mas o Alvinegro se mostra tranquilo.

— Se ele for flagrado, é o fim. Nunca mais vão falar do Jobson. Não posso estar preocupado — diz o gerente de futebol do clube, Anderson Barros, referindo-se ao fato de que, caso o jogador seja pego outra vez no antidoping, será banido do esporte, pelas regras da Fifa.

Faltas ao psiquiatra

O discurso não quer dizer descaso. Pelo contrário. O Botafogo tem feito o possível e o impossível para impedir Jobson de sair da linha. O apoio, irrestrito, é dado de diversas maneiras. Mas é pouco correspondido. O clube organizou sessões de terapia familiar para os parentes de Jobson, que mora em Laranjeiras com a mãe, a esposa, a filha e uma irmã. Os parentes foram a duas, e só. A diretoria con$ainda que Jobson se tratasse com o psiquiatra Jorge Jaber, no Leblon. A assiduidade do jogador também deixa a desejar.

— Às vezes, o Jaber me liga para dizer que o Jobson não está indo. Então, conversamos e ele volta a frequentar regularmente — comenta Anderson Barros.

A displicência de Jobson com horários também lhe rendeu problemas. Os atrasos aos treinos se sucederam. Sem a dedicação integral, demorou mais tempo para se recuperar de uma lesão na coxa sofrida contra o Inter, dia 28 de agosto. Foi neste período, inclusive, que aumentou sua incursão pela noite do Rio. No clube, todos sabem que o ponto fraco de Jobson é o álcool. A preocupação é que isso abra portas para festas, más companhias e drogas. Combinação que derrubou o atacante no fim do ano passado.

— Jobson não é anjo e nem bandido. É um jovem de 22 anos, mas tem que entender que está em evidência. O Botafogo tem feito muito mais do que pode. Nossa esperança é que ele entenda isso. E rápido — encerra Anderson Barros.