Perto de vestir místico número 7, meia pede tratamento igual e diz não querer festa em seu possível retorno a General Severiano
Por Gustavo Rotstein
Direto de Cosmópolis, SP
De férias, Maicosuel observa camisa do Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
Ídolo, craque, jogador capaz de fechar aeroporto... São muitas as expectativas em torno da volta de Maicosuel. Perto do fim da angústia por definir seu futuro, o meia quer agora se preparar da melhor forma para dar o retorno esperado ao clube, treinador, companheiros e torcedores do Botafogo, caso haja o esperado acerto com o Hoffenheim. E o jogador faz questão de lembrar que não pretende ser visto de forma diferenciada. Seu pensamento é desempenhar um futebol igual ou melhor ao da primeira passagem por General Severiano e reconquistar seu espaço sem qualquer imposição.
- Quero pagar uma dívida que tenho com o Botafogo. Tenho confiança no grupo e vejo que temos condições de brigar pelo título. Não voltaria para ficar no meio da tabela. Vou tentar encontrar uma forma de conseguir jogar, porque a equipe está certinha. Se tudo se concretizar, retornarei como da primeira vez, me empenhando ao máximo para ser escalado. Quero estar bem para jogar por merecimento, e não por causa do dinheiro investido. Preciso treinar bem para conquistar uma vaga - disse.
Embora destaque sua condição de jogador comum, a verdade é que Maicosuel será tratado de uma forma especial pelo Botafogo. Tanto que usará a camisa 7, vestida por Garrincha, Jairzinho e Túlio Maravilha. Antes de ver o fato como uma responsabilidade, o meia encara a homenagem como um estímulo.
Em Cosmópolis, sua cidade natal, onde passa férias após uma temporada na Alemanha, Maicosuel viu pela primeira vez de perto a quarta camisa do Botafogo, de cor cinza, apresentada a ele pelo GLOBOESPORTE.COM. Com brilho nos olhos, o jogador comentou com sua mulher:
- Olha aqui, Mari, que camisa linda! É brincadeira...
Depois de acertar os valores de seu contrato com o Botafogo, Maicosuel aguarda com ansiedade a oportunidade de voltar a vestir o místico uniforme.
- Nunca aceitaria ficar com a camisa 10, porque o Lucio Flavio tem feito bonito com ela. Quando começamos a conversar sobre a minha volta, o André Silva (vice de futebol) disse que eu seria o número 7, que foi do Garrincha. Fico lisonjeado e emocionado com a homenagem, porque ele foi um dos melhores da história. Isso só aumenta o meu carinho pelo Botafogo.
O clube promete preparar uma festa para receber Maicosuel, mas se depender do jogador, a volta será discreta. O meia garante que, com origem e hábitos humildes, não saberia lidar com tamanho assédio.
- Nunca gostei muito de festa. Se tivesse algo, queria que fosse para todos os jogadores, pois caso contrário pode não ser bom para o grupo. Não sou diferente de ninguém e, por isso, esse negócio de aeroporto fechado não é comigo.