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Seis anos depois, Botafogo busca uma comemoração mais feliz

Na Arábia Saudita, Camacho relembra volta do Alvinegro à Série A e torce por permanência na elite em 2010

Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro

(Divulgação)/Arquivo Pessoal


        Da Arábia Saudita, Camacho acompanha o Botafogo pelo GLOBOESPORTE.COM

O dia 22 de novembro é, definitivamente, especial para o Botafogo. Neste domingo, a equipe recebe o São Paulo, no Engenhão, numa partida considerada decisiva para a permanência na elite do Campeonato Brasileiro. Há seis anos, a data também representava tensão, mas acabou com final feliz. O Alvinegro venceu por 3 a 1 o Marília, no Caio Martins, e garantiu seu retorno à Série A, beneficiado pela vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Sport.

Autor de dois gols, Camacho foi um dos destaques do triunfo sobre o Marília. Há cinco anos no futebol do Oriente Médio, ele atualmente defende o Al Shabab, da Arábia Saudita, e de lá acompanha a luta alvinegra para evitar que no dia 22 de novembro de 2010 esteja tentando repetir o feito que ele ajudou a construir. Para o jogador de 29 anos, se a torcida repetir no Engenhão o que fez no Caio Martins há seis anos, não será preciso passar novamente por este sofrimento.

- Não tenho dúvida de que a torcida será fundamental neste momento. Aquele ambiente do Caio Martins lotado foi muito importante para o nosso grupo. Jogador precisa do estádio cheio para tirar forças de onde não tem, mas os torcedores não podem ir somente para cobrar. É preciso apoiar sempre, mesmo se houver erros. Em 2003 foi assim, e alcançamos o objetivo - afirmou Camacho ao GLOBOESPORTE.COM por telefone, de Riad.

Agência/O Globo

 Camacho, nos tempos de Botafogo, disputa clássico contra o Flamengo

No período em que vive e trabalha no Oriente Médio, Camacho acumulou, além de nove títulos, premiações dos sheiks, como pulseiras, anéis e cordões de ouro. No entanto, sabe que as conquistas, assim como aconteceu com o Botafogo na Série B em 2003, não virão se o grupo não estiver totalmente concentrado e unido, como ocorreu naquela ocasião.

Se hoje o Botafogo conta com seu próprio estádio, concentração e centro de treinamento, há seis anos a situação era precária. Camacho lembrou que este fato foi determinante para que o elenco ganhasse força e buscasse a superação para retornar à Série A. O jogador recordou que o sucesso alvinegro em 2003 foi embalado pelo cantor americano de rap Eminem.

- Lembro de quase tudo do dia do jogo contra o Marília. A empolgação da torcida naquele estádio lotado mexeu muito conosco. Tivemos muitas dificuldades no início da competição, pois não havia água no Caio Martins e não podíamos treinar em tempo integral, já que não tínhamos lugar para dormir nos intervalos. O técnico Levir Culpi relembrou tudo isso antes de entrarmos em campo e ressaltou que a situação poderia melhorar se conquistássemos a vitória. A música do Eminem que ouvimos falava exatamente sobre superação - recordou.

O Botafogo entrou em campo no dia 22 de novembro de 2003 com a seguinte formação: Max, Rodrigo Fernandes, Sandro, Edgar e Daniel; Fernando, Túlio, Valdo e Camacho; Almir e Leandrão. Os gols foram de Sandro, aos 23 minutos do primeiro tempo; Camacho, aos oito e aos 31 minutos do segundo tempo.