'Seca' de gols com os dias contados no Bota?
Técnico Geninho acha que Botafogo vai reencontrar em breve o caminho do gol e diz que 'nada de ruim dura para sempre'
Wellington Paulista é a maior vítima do período de jejum (Crédito: Paulo Wrench)
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Ofensividade tem sido a marca do Botafogo nos últimos tempos. Jogando para a frente, o time se acostumou a fazer muitos gols. Entretanto, agora a situação mudou.
E a falta de eficiência do ataque tem sido um dos principais problemas do time que ocupa a 16ª posição do Campeonato Brasileiro.
Ao lado do Santos, o Botafogo tem o segundo pior ataque da competição, com seis gols. Está à frente apenas do Fluminense, que vem jogando com o time reserva (os titulares foram poupados para a Libertadores) e marcou só quatro vezes.
Se nas últimas competições era comum ver o Botafogo com jogadores disputando a artilharia, agora ocorre o contrário. Todos os atacantes vivem jejum de gols. O maior é o de Wellington Paulista: 13 partidas.
O técnico Geninho tem se acostumado a dar conselhos para Wellington. E eles servem também para os outros atacantes alvinegros.
– Nada de ruim dura para sempre. Não tem essa de que nunca vai fazer gol. O que não pode é tentar forçar e ficar ansioso. É preciso ter tranqüilidade quando as chances aparecerem – ensinou Geninho.
Assim como acredita que os gols vão voltar em breve, o técnico tem o mesmo pensamento em relação aos resultados positivos.
– Estamos vivendo um momento umpouco turbulento, mas essa chuva vai passar. Não tem chuva que dure eternamente. As vitórias vão voltar a fazer parte do nosso cotidiano - apostou.
Para corrigir os problemas do ataque, Geninho dedicou boa parte dos treinamentos da semana ao setor. Houve trabalhos de conclusão, movimentação, triangulação e chegada de laterais e volantes.
Retornando ao time após cumprir suspensão contra o Fluminense, Jorge Henrique reconhece que não está rendendo o que pode.
– Ainda não consegui uma seqüência neste Brasileiro. Primeiro foi contusão, depois suspensão, mas espero aproveitar esse meu retorno para ganhar ritmo de jogo e voltar ter boas atuações, como vinha acontecendo antes.
E o jejum de gols, Jorge Henrique?
– Não tem explicação alguma. Mas estamos trabalhando para voltar a marcar - garantiu o alvinegro.