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Psicóloga rejeita ‘amarelada’ e diz que Botafogo sofre como outros times

Maíra Ruas garante que equipe está bem preparada para enfrentar a reta final do Campeonato Brasileiro

Por Thales Soares e Thiago Fernandes Rio de Janeiro
 
Maira psicóloga botafogo caio junior (Foto: Pablo Jacob / O Globo) 
Maira pconversa com Caio Júnior durante o treino
(Foto: Pablo Jacob / O Globo)
 
O Botafogo teve, recentemente, três chances de assumir a liderança do Brasileiro. Mas as derrotas para Santos, Avaí e Figueirense impediram o sonho alvinegro. Contra o Alvinegro catarinense, no último sábado, o nervosismo dos jogadores durante a partida foi evidente. Na arquibancada, o sentimento de que o time não consegue vencer quando se vê perto de assumir o primeiro lugar causou frustração e criou um coro de indignação, que se transformou em vaias aos jogadores. Maíra Ruas, psicóloga do clube, entretanto, rejeita a hipótese de uma “amarelada”. Para a profissional, o Botafogo sofre com o mesmo problema que outras equipes mas, por conta do longo jejum de títulos nacionais, isso fica mais visível.

- O Brasileiro é muito nivelado, e as derrotas e empates te deixam muito exposto porque mexem muito com a classificação. O que os jogadores sabem é que uma derrota não te tira do caminho do título, assim como uma vitória não te garante isso. 
 Tem que sentar e refletir depois de um resultado negativo. Se analisar os outros times, eles também sofrem com isso. Nenhum conseguiu manter a liderança direto. Acredito que o nível de exigência da nossa torcida é um pouco mais alto pelo longo tempo sem títulos. Qualquer erro remete a um passado recente de resultados adversos - avalia.

Tenho conversado com os jogadores e eles estão bem e confiantes para o resto da competição."
Maíra Ruas
 
E está na torcida a solução para o time conseguir os resultados de que precisa. Segundo Maíra, as vaias recebidas desde o início do jogo contra o Figueirense aumentaram o nervosismo, o que se reflete nos resultados.

- Se você parar para analisar, quase todas as equipes têm rendimento em casa muito melhor do que fora. E por que isso acontece? Porque tem a torcida do lado. O incentivo te coloca em uma situação psicológica confortável, estável. Com a confiança, o jogador arrisca mais e acaba tendo sucesso. As vaias jogam contra. Os jogadores sentem, claro. Não só os do Botafogo, mas qualquer um. Isso é inerente ao ser humano. A equipe começa a querer jogar para provar que sabe e erra. A torcida tem um papel fundamental em um campeonato como o Brasileiro

Mesmo com os recentes insucessos, Maíra diz que não fará nenhum trabalho especial com os jogadores alvinegros. E explica o motivo de isso não ser necessário agora.

- A preparação psicológica é igual à preparação física. Você faz o trabalho durante o ano todo. Assim como a parte física, cada jogador tem uma demanda. E é em cima disso que a gente trabalha sempre. Tenho conversado com os jogadores e eles estão bem e confiantes para o resto da competição.

O Botafogo volta a campo neste domingo, contra o Vasco. O jogo tem início às 19h (horário de Brasília) e será disputado no Engenhão.