Após derrota, Caio Júnior admite que título ficou muito difícil
Treinador considera quase nula a chance do Botafogo ser campeão restando quatro rodadas para o fim do Brasileiro e foca na Libertadores
A derrota por 2 a 0 para o Vasco foi uma ducha de água fria no Botafogo. Sonhando com a vitória que faria o time ultrapassar o rival e não se distanciar do líder Corinthians, Caio Júnior acordou com uma desvantagem de seis pontos para a dupla principal, restando apenas doze em disputa no Brasileirão. Devido a este fator, o comandante alvinegro jogou a toalha e agora foca a vaga para Libertadores.
- Teoricamente o campeonato fica entre Vasco e Corinthians. São seis pontos de vantagem para os outros restando apenas 12. A questão do título ficou complicada e agora é focar uma vaga na Libertadores - assumiu Caio Júnior.
Quando foi contratado pelo Botafogo, após anos bem sucedidos no futebol do Qatar, Caio tinha como projeto ser campeão brasileiro pelo Botafogo, algo que não ocorre há 15 anos. Com a probabilidade pequena disto acontecer, o técnico não escondeu a frustração.
- Frustra bastante porque o que importa é o título. A gente se sente injustiçado e lamenta pelas pessoas que aqui trabalham. Hoje, tudo funciona aqui dentro, dá gosto trabalhar no clube - lamentou.
- Frustra bastante porque o que importa é o título. A gente se sente injustiçado e lamenta pelas pessoas que aqui trabalham. Hoje, tudo funciona aqui dentro, dá gosto trabalhar no clube - lamentou.
O treinador alvinegro afirmou ainda que o gol levado na primeira etapa foi determinante para o resultado da partida. Caio disse entender que o fator psicológico do seu time ficou abalado e que a reação não foi encontrada a tempo de reverter o marcador.
- Nós temos muitos jogadores jovens, jogadores que foram para a Seleção e que não estão conseguindo manter o mesmo nível de antes. Por três vezes falhamos na tentativa da liderança - declarou.
Ao ser questionado se o esquema de jogo adotado por Cristóvão Borges, técnico do Vasco, o surpreendeu, Caio Júnior garantiu que não, pois havia estudado tal formação e fez questão de afirmar que se o resultado do jogo fosse outro, neste momento, o treinador vascaíno não estaria sendo elogiado.
- Não. A gente estudou esta formação. Eles já jogaram assim e sabíamos que poderia acontecer. Foi uma ideia inteligente do Cristóvão, mas se ele perde, agora, a análise seria outra - avaliou.