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Enclausuramento e ameaças de agressão: má fase muda rotina do Botafogo


Grupo alvinegro revela que passou a viver com nova realidade por causa do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro

Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro

O difícil momento dentro de campo também vem mudando a rotina pessoal daqueles que trabalham no Botafogo. Muitos jogadores dizem preferir não sair casa nos momentos de folga, mas para André Silva, trabalhar tem sido colocar em risco a sua segurança. O vice de futebol alvinegro diz que é cada vez mais comum ser ameaçado por torcedores.

O advogado André Silva revelou que, além das cobranças ouvidas por botafoguenses nas ruas, já teve sua segurança colocada em risco quando um torcedor se dirigiu ao cartório onde trabalha, na região suburbana do Rio de Janeiro.

- Ele começou a subir as escadas do cartório e precisou ser contido por seguranças. Também vi que o endereço de onde moro foi publicado numa lista de discussão de torcedores, para que eu fosse agredido. É muito difícil ter tranquilidade no dia a dia, mas tenho consciência de que isso acontece por causa dos resultados - afirmou.

Embora seja um dos jogadores mais poupados das críticas da torcida, Leandro Guerreiro afirma que sua rotina mudou durante este período de dificuldade. Para ele, os momentos de descanso são cada vez mais dentro de casa, e, mesmo assim, a convivência familiar não é a mesma.

- A gente sabe que, se sair, vai acabar ouvindo piadinhas. Afeta o nosso humor e a nossa família. O ideal seria esquecermos tudo isso quando estamos em casa, mas nossa vida depende do futebol, então acaba influenciando. Mas isso não impede que a gente continue batalhando para sair dessa situação.