Por Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro
Acostumado ao status de titular e ao papel de líder do grupo, Lucio Flavio viu essa questão mudar nos últimos meses. Com a chegada de Maicosuel, perdeu a primeira condição, mas não a segunda. Fora de campo, manteve o papel de um dos comandantes do Botafogo e passou a, do banco de reservas, dar a sua contribuição. Agora de volta ao time após a grave lesão do camisa 7, o meia garante que enfrentou todo o período de dificuldade da melhor maneira possível, sem perder a motivação.
Lucio Flavio bate falta no clássico contra o Fla: bola
foi na gaveta (Foto: Jorge William / O Globo)
O técnico Joel Santana destacou a importância de Lucio Flavio como uma espécie de auxiliar informal. À beira do campo, o meia admite que aprendeu a enxergar a movimentação de outra maneira.
- Desde que o Joel chegou, nossa relação foi muito boa. E com o conhecimento que adquiri dele, é algo natural. Quando você assiste do lado de fora, percebe situações do jogo que não vê em campo. Mesmo do banco pude participar e ajudar de alguma forma. Mas ainda não penso em ser treinador. Muita gente me fala isso, mas por enquanto, sou apenas atleta - disse.
Lucio Flavio lembrou ainda que não havia motivo para rebeldia durante o período em que o ocupou o banco de reservas. Segundo ele, seria um prejuízo pessoal e para o Botafogo. Além disso, ele acredita que a falta de motivação não o faria marcar o belo gol no clássico contra o Flamengo, no último sábado.
- Sempre tive uma conduta tranquila. Todos no grupo precisam ter o mesmo caráter, jogando ou não. Se der esse passo atrás, não estará bem quando o treinador precisar. Todo atleta que fica no banco precisa estar insatisfeito, mas respeitando quem joga e a escolha do treinador. Se não pode ajudar em campo, deve ser crucial fora dele - destacou.