Já sem Fernandão, Inter faz 2 a 1 no Botafogo em estréia pé-quente de Tite
Time colorado controla emoção pela perda do capitão e supera um Alvinegro que só acorda no fim, quando já era tarde demais
Índio, do Internacional e Alessandro, do Botafogo, disputam a bola na área
O Internacional precisou de cabeça no lugar na tarde deste sábado para controlar, ao mesmo tempo, o time do Botafogo e a tristeza pela saída de Fernandão, anunciada horas antes de a bola rolar no Beira-Rio. Em atuação segura, os gaúchos aproveitaram a partida pouco inspirada do Alvinegro e venceram por 2 a 1. O resultado serviu como boas-vindas ao técnico Tite, o estreante do dia. Foi a primeira derrota de Geninho no comando do Fogão. Com os três pontos, o Colorado pulou para sete, mesma pontuação do Botafogo, e deixou a zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o time de Porto Alegre vai a Salvador encarar o Vitória. É no domingo.
A equipe do Rio, um dia antes, recebe a Portuguesa.
Inspirado em Fernandão, Inter larga na frente.
Com mais sorte do que juízo, o Inter abriu 2 a 0 no primeiro tempo. O resultado foi enganoso. Em boa parte do período, o Botafogo dominou. O visitante teve em Diguinho e Túlio duas peças de apoio, já que Lúcio Flávio esteve apagado. O time carioca poderia ter fechado o período com resultado melhor se não tivesse levado o primeiro gol tão cedo. E que golaço! Com seis minutos, o volante Edinho, inspirado pela braçadeira de capitão que nos últimos quatro anos coube a Fernandão, mandou uma bomba da intermediária. Foi no ângulo esquerdo do goleiro Renan, certeiro no alvo: 1 a 0.
O time de Geninho reagiu. Passou a circular pela área colorada e mandar bolas para a área. O goleiro Renan, como virou hábito nos últimos jogos, teve duas reações aos cruzamentos: ou não saía, ou saía todo atrapalhado. Com nove minutos, Edinho foi o anjo da guarda dos vermelhos ao cortar chute de Zé Carlos que certamente estufaria a rede gaúcha.
O gol parecia questão de tempo. E saiu, mas para o lado vermelho. Eram 17 minutos. Ricardo Lopes tramou boa jogada pela direita e mandou para a área. Leandro Guerreiro tentou afastar, mas acabou dando uma bolada no rosto de Túlio. A bola sobrou para Adriano, que vestia a camisa de número 9, aquela que eternizou Fernandão. O atacante chutou forte, cruzado, entre a trave e o goleiro Renan. Gol e alívio para o Inter. Com a desvantagem, lá foi o Botafogo (já com Eduardo no lugar de Zé Carlos) novamente ao ataque. Aos cruzamentos, os cariocas juntaram chutes de média distância, especialmente com Lúcio Flávio e Túlio. Ou as bolas saíram, ou Renan pegou.
A necessidade de descontar fez o Alvinegro ceder espaços. E o Inter quase anotou o terceiro. Magrão, aos 41, recebeu livre, mas errou ao tentar encobrir o goleiro. Adriano, dois minutos depois, fez jogada envolvente pela esquerda e chutou para fora. O alento para os cariocas foi a expulsão de Sidnei no final do período. Muita ação e pouca reação para o Botafogo.
O Botafogo, com a vantagem de um jogador a mais em campo, controlou as ações no segundo tempo, mas não soube reagir. Faltou objetividade. Aos 24 minutos, Lúcio Flávio mandou uma bomba na direção do ângulo de Renan, que fez defesa impressionante. O goleiro repetiu a dose aos 35, com milagre em cabeceio à queima-roupa de Edson. Leandro Guerreiro ainda acertou o travessão. Mas o Botafogo descontou tarde, com um gol de Alessandro aos 47 minutos, e ficou sem tempo para buscar o empate.