Geninho povoa meio-campo e promete avalanche alvinegra pra cima do Coritiba
Treinador defende esquema 3-6-1 garantindo que equipe poderá chegar com até sete jogadores para atacar o adversário
Cahê Mota Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Cezar Loureiro/AGÊNCIA O GLOBO
Geninho diz que 3-6-1 não deixa o time defensivo
Geninho nunca escondeu que pretendia armar um Botafogo menos exposto do que o que vinha atuando com Cuca. Logo nos primeiros coletivos adotou a formação com três zagueiros e apenas Wellington Paulista no ataque, o que gerou dúvidas se a equipe mais aclamada nos últimos tempos por jogar ofensivamente estaria adotando uma postura mais defensiva. Entretanto, o treinador combate argumentos tão radicais e diz que a frieza dos números do esquema 3-6-1 não reflete o que acontecerá dentro do campo contra o Coritiba.
- O Carlos (Alberto) jogou como segundo atacante. Não de costas para o gol, pra não tirar a principal característica dele, mas na frente. O Lucio também, no Paraná ele tinha muita penetração e quero buscar isso dele novamente. O Túlio e o Diguinho também estão mais soltos. Só aí já temos sete para atacar (contando com os laterais e Wellington Paulista).
Então, se chegarmos com quatro no ataque já é bom, com seis, sete é melhor. Uma formação não diz a característica do time. O treinador, que não pode contar com Jorge Henrique, lesionado, explica que nem sempre a presença de muitos atacantes em campo garante um bom volume de jogo. - Não adianta encher de atacantes e não ter quem carregue a bola.
Ficar jogando só com bola alçada, balão. Não é a característica do Botafogo que ficou marcado nos últimos anos, por um futebol de toque. Temos que aproveitar isso. Para os mais céticos, no entanto, Geninho manda um recado. - Trabalho com o que tenho no momento. Não quer dizer que é uma mudança definitiva. No próximo domingo o Botafogo recebe o Coritiba, no Engenhão, às 18h10m, pela quinta rodada do Brasileirão. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.