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A história de Carlos Henrique Kaiser, o Forrest Gump do futebol brasileiro

Amigo de grandes jogadores do futebol brasileiro, em 20 anos, ele passou por vários clubes, mas quase não entrou em campo para partidas oficiais

Por Luma Dantas e Thiago Lavinas Rio de Janeiro

A bola nunca foi uma das suas melhores amigas. Mas ele era craque em se relacionar com algumas estrelas do futebol brasileiro. A vida de Carlos Henrique Raposo, mais conhecido como Kaiser, é digna de um filme de Hollywood. Por mais de 20 anos, ele fez parte do elenco de grandes clubes brasileiros. Foi para a França, passou pelos Estados Unidos, fez uma escala no México... sem praticamente ter entrado em campo para uma partida oficial. Entre alguns amigos, ele é conhecido como o Forrest Gump do futebol brasileiro. Apesar da sua história estar mais para outro sucesso do cinema americano... "Prenda-me se for capaz".

Aos 48 anos, Carlos Kaiser atualmente mora no Flamengo, no Rio de Janeiro. E depois de muito tempo resolveu revelar as suas histórias. No currículo, passagens por Botafogo, Flamengo, Vasco, Fluminense, América, Bangu, Palmeiras, Ajaccio...

– Pinóquio perdia. Pior do que cara de pau, esse rapaz é o maior 171 do futebol brasileiro - brinca Ricardo Rocha, um dos amigos de Kaiser.

A estratégia do suposto atacante para enganar dirigentes e treinadores era elaborada. Desde cedo, Kaiser sempre foi muito bem relacionado. E fazia amizade com facilidade com jogadores importantes do futebol brasileiro. A lista de amigos era grande... Carlos Alberto Torres, Rocha, Moíses, Tato, Renato Gaúcho, Ricardo Rocha, Romário, Edmundo, Gaúcho, Branco, Maurício... apenas para citar alguns nomes.

Em uma época em que os meios de comunicação ainda não eram tão desenvolvidos, em que não existia Internet, TV por assinatura transmitindo ao vivo jogos de todo o mundo ou empresários circulando pelos corredores dos clubes com DVDs editados de dezenas de jogadores, Kaiser se aproveitava da falta de informação. Sempre que algum de seus amigos famosos era contratado por um clube, ele era levado como contrapeso para fazer parte do elenco.

- Eu assinava o contrato de risco, mais curto, de normalmente três meses. Mas recebia as luvas do contrato e ficava lá este período - conta.

- É um amigo nosso, uma ótima pessoa, um ser humano extraordinário. Mas não jogava nem baralho. O problema dele era a bola (risos). Nunca vi ele jogar em lugar nenhum. É um Forrest Gump do futebol brasileiro. Conta história, mas às 16h da tarde, num domingo, no Maracanã, nunca jogou. Tenho certeza - disse Ricardo Rocha. 

kaiser paulo roberto renato gaúcho (Foto: Divulgação)Kaiser, Gaúcho e Renato Gaúcho em um carnaval no Rio (Foto: Arquivo Pessoal)
 
Kaiser tinha uma vantagem. Alto, sempre teve um porte físico avantajado. Tinha pinta de jogador. E puxava a fila nos treinos físicos. Como alegava que chegava fora de forma, conseguia ficar duas semanas só correndo em volta do campo. O problema era quando a bola rolava. Aí entrava em cena a segunda parte do plano.

– Eu mandava alguém levantar a bola pra mim e errava a bola. Aí sentia o posterior da coxa, ficava 20 dias no departamento médico. Não tinha ressonância (magnética) na época. E quando a coisa ficava pesada para o meu lado, tinha um dentista amigo meu que dava um atestado de que era foco dentário. E assim ia levando - explica Kaiser.
– Sei que ele era um inimigo da bola. A parte física era com ele. No coletivo ele combinava com um colega... na primeira jogada me acerta porque eu tenho que ir para o departamento médico - corrobora Renato Gaúcho.

– Sei de história que ele ia para o clube jogar e, na hora de entrar em campo para mostrar alguma coisa, simulava contusão. Aí não participava, falava que era estiramento e ficava de dois a três meses sem treinar. É 171 nato - conta Ricardo Rocha.

Festas nas concentrações

Para alguns dirigentes e treinadores, Kaiser não passava de um jogador azarado. E assim ele conseguia ganhar tempo. Colocava no bolso um ou dois meses de salário. Quando a situação começava a ficar difícil de ser sustentada, ele aproveitava um outro amigo e trocava de clube. Assinava um novo contrato de risco, recebia as luvas... começava tudo outra vez!

– Não me arrependo de nada. Os clubes já enganaram tantos os jogadores, alguém tinha que ser o vingador dos caras - brinca.

kaiser mauricio (Foto: Divulgação) 
Kaiser ao lado de Maurício, ídolo da torcida do
Botafogo (Foto: Arquivo Pessoal)
 
A tática era conhecida por vários companheiros, que encobriam a história. Afinal, Kaiser era bem relacionado em outras áreas também.

– Na época a gente ficava concentrado em hotel. Eu chegava três dias antes, levava dez mulheres e alugava apartamentos dois andares abaixo do que o time ia ficar. De noite ninguém fugia de concentração, a única coisa que a gente fazia era descer escada. Tanto que tem treinador hoje que bota segurança no andar.

Kaiser frequentava as casas noturnas mais badaladas do Rio de Janeiro e aproveitava o fato de ser jogador de futebol para se aproximar das mulheres.

– Mulher era a coisa mais fácil, podia ser em espanhol, inglês, francês. Porque jogador já tem esse assédio, eu não me considero um cara feio.

A semelhança com Renato Gaúcho também era bem-vinda. Os dois se divertiam bastante na noite.

– Se fui clone um dia de alguém na vida foi do Renato Gaúcho. A gente se conheceu em 83, ele jogava no Grêmio e vinha muito pro Rio. Essa fama que ele tem com as mulheres perto de mim não é nada. A gente saía muito, eu, ele e o Gaúcho (ex-atacante do Flamengo).

FRAME kaiser jogador (Foto: Reprodução) 
Reportagem sobre Kaiser (Foto: Reprodução)
 
Para não ser desmascarado, Kaiser precisava ter boas relações ainda com a imprensa. Por isso, distribuia camisas do clube, passava algumas informações. Elogiado pelos amigos famosos, ele aparecia em matérias acompanhado de adjetivos como ‘artilheiro' e ´goleador`. Assim, os meios de comunicação davam respaldo à imagem de bom jogador que era vendida aos clubes. Quando foi jogar no Bangu, um jornal da época deu à matéria sobre sua contratação o título: ‘O Bangu já tem seu rei: Carlos Kaiser’.

– Eu tenho facilidade em angariar amizades, tanto que muitos da imprensa da minha época gostam de mim, porque nunca tratei ninguém mal.

Em cerca de 20 anos de carreira, Kaiser entrou em campo poucos vezes para disputar uma partida oficial. Nenhuma delas no Brasil:

– Jogo completo se tiver uns 20, 30, tem muito. Todo jogo eu dava ‘migué’. Todo jogo eu saía machucado, até treino, se eu pudesse, eu saía machucado - admite.
Kaiser encerrou sua carreira aos 39 anos, jogando pelo Ajaccio, clube da segunda divisão da França, no qual ficou por alguns anos. O atacante garante que desta vez ele jogou de verdade, porém, não mais do que 20 minutos por partida, poucas vezes por temporada. Mais experiente, Carlos Henrique não se arrepende do que fez, mas confessa que se tivesse uma chance de voltar no tempo, a história seria diferente:

– Pelas oportunidades, pelos times que passei, se eu me dedicasse mais, eu teria ido mais longe na minha carreira. De certa forma, me arrependo de não ter levado as coisas mais a sério. Se teve alguém que eu prejudiquei a vida toda foi a mim mesmo - disse.

kaiser jornal  (Foto: Divulgação)Reportagem de jornal em que Kaiser aparece como um grande artilheiro (Foto: Reprodução)

Caio Junior visita Marechal Hermes

Treinador irá conhecer a casa das divisões de base do Botafogo nesta segunda




 Caio Junior conhecerá a casa dos futuros craques alvinegros (Crédito: AGIF/Reprodução Proibida)


Desde que chegou ao Glorioso, o técnico Caio Junior vem se mostrando bastante simpático a ideia de utilizar a prata da casa alvinegra no profissional, como é o caso do meia Cidinho. Nesta segunda-feira, a partir das 13h, o treinador irá conhecer as renovadas instalações do CT de Marechal Hermes. Recebido pelo gerente-geral da base, Sidnei Loureiro, o comandante conhecerá toda a estrutura oferecida pelo Botafogo aos seus jovens talentos: novos equipamentos, sala de musculação, auditório e refeitório, além do alojamento totalmente reformado.

Depois de conhecer o CT acompanhado do vice de futebol, André Silva, Caio falará com a garotada sobre a integração entre o profissional e as categorias de base no Botafogo, mostrando que o antigo sonho de vestir a camisa do Glorioso no elenco principal não é impossível.

A janela para a imprensa do Botafogo nesta segunda-feira (09/05) será apenas no CT de Marechal Hermes.

Confira as novidades da base neste final de semana:


Assessoria de Imprensa

Túlio em 3D

Quase mil torcedores participam da inauguração da nova Loja Oficial

 
Geração Túlio Maravilha: frutos da idolatria do craque (Crédito: Marcelo Guimarães / BFR)
Geração Túlio Maravilha: frutos da idolatria do craque (Crédito: Marcelo Guimarães / BFR)

Incendiados por duas paixões, Botafogo e Túlio Maravilha, centenas de alvinegros prestigiaram na tarde deste sábado a inauguração da Loja Oficial do clube. Botafoguenses de todas as gerações desfrutaram de uma sessão de fotos e autógrafos com o ídolo, além de curtirem o aplicativo de realidade aumentada, onde puderam 'pegar fogo' com o craque no interior da loja. A participação de Túlio foi um dos pontos altos da edição de maio da ação de marketing "Sete é Fogo", que terà às 19h o seu encerramento com mais um episódio do programa "Incêndio".

No Botafogo, neste sábado, encarar uma fila nunca foi tão prazeroso. A animação ficou por conta dos mascotes Biriba e Biruta, que botaram a criançada para pular enquanto aguardavam o momento sublime. Os alvinegros que passavam de carro na Avenida Venceslau Brás e se deparavam com a imponência da fachada da Loja Oficial, buzinavam para o pessoal na fila, que devolvia o carinho com o simpático brado "Fogo".

Túlio Maravilha aguardou os torcedores dentro do Espaço Glorioso, um lounge decorado com troféus e fotos das grandes conquistas do Botafogo. Conversou com todo mundo, fez promessas, agradeceu o convite da diretoria e parabenizou a torcida pela participação.

"É uma loja de primeiro mundo, realmente belíssima. O Botafogo está mostrando a sua força no marketing, a mesma força que virá para trazer o título de campeão brasileiro. Sou botafoguense de coração, amo essa estrela, sempre que puder vou vir para o Rio ajudar na divulgação na marca, adoro esse carinho a torcida", afirmou o Maravilha.

Na mistura de várias gerações de torcedores na loja, chamou a atenção a grande quantidade de pequenos alvinegros. E a força dessa juventude muito se deve a Túlio Maravilha e a sua liderança na conquista do título brasileiro. Ao esses jovens torcedores, o Botafogo dedicou a linha "Baby Maravilha", sucesso de vendas na inauguração da loja. Cecília e Cláudia, gêmeas alvinegras que arrancaram risadas de muita gente na fila de acesso à sessão de autógrafos de Túlio, são exemplos dessa nova geração.

"Difícil fazê-las ficarem quietas. Adoram esse cachorrão (referência ao mascote Biriba), sabem o hino de cor e salteado e às vezes tentam imitar as coreografias dos jogadores após os gols. Merecem sim muitos presentes para aumentar a paixão pelo Botafogo", disse a mãe das meninas, Elizabete.

O sucesso de mais uma edição do "Sete é Fogo" só aumenta a responsabilidade do marketing de continuar o trabalho de vanguarda, sempre com inovação, organização e criatividade.

“O Botafogo é um time repleto de valores imateriais. Nosso escudo, o Manequinho, a estrela branca e o número 7. Nossas ativações de marketing se desdobrarão cada vez mais em produtos e múltiplas experiências reais e virtuais. O trabalho não pode parar e vai se intensificar cada vez mais”, encerrou Marcelo Guimarães, Diretor de Marketing do clube.

Júlio Gracco
 

Fotos da nova loja
 
 



Valdivia agradece ao Botafogo, mas diz que continua no Verdão

Chileno deixa mensagem no Twitter negando transferência: 'Correr dos problemas não é comigo'

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Alvo do Botafogo para a sequência da temporada , o meia Valdivia publicou neste domingo, via Twitter, uma mensagem negando sua saída do Palmeiras. Apesar do mau momento vivido pelo clube, o chileno disse que não pretende "correr dos problemas".

Surpreso com o carinho dos botafoguenses e feliz com o interesse do Caio Júnior, Valdivia fez questão de agradecer os torcedores alvinegros pela manifestação.

Veja as mensagens do Mago:

Vocês acham que num momento desses iria deixar vocês? Correr dos problemas não é comigo! Gosto muito do Caio Jr., mas a minha família é Palmeiras...Tomara que fique claro o que penso de tudo. Agradeço o interesse do Botafogo e do Caio, mas a minha preocupação é tentar pagar a dívida aqui!!! Obrigado aos torcedores do Botafogo pelo carinho que nem sabia que vocês tinham por mim...Mas quero ter uma história bonita aqui dentro do palmeiras

 Twitter Valdivia (Foto: Reprodução)Valdivia se manifestou pelo Twitter e confirmou que não trocará o Verdão pelo Botafogo (Foto: Reprodução)

A magia está de volta: Maicosuel passa com louvor em primeiro teste

A magia está de volta: Maicosuel passa com louvor em primeiro teste

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro

Caio Júnior repetiu quase como um mantra durante seu primeiro mês no Botafogo: “o time precisa de armadores”. O treinador estava certo. Sem opções para a posição, o técnico apostou no garoto Cidinho e em improvisações no setor. Mas o problema parece estar, pelo menos parcialmente, resolvido. Após quase oito meses longe dos gramados, Maicosuel jogou cerca de 35 minutos do amistoso deste sábado, contra o Friburguense. E bastaram poucos toques na bola para o Mago mostrar que ainda pode ser o fator de desequilíbrio do Glorioso no Brasileiro.

maicosuel friburguense x botafogo (Foto: Paulo Sergio/Lancepress)Maicosuel comemora primeiro gol após o retorno ao time (Foto: Paulo Sergio/Lancepress)
 
Logo em sua primeira jogada, Maicosuel foi para a área. Quando a bola parou nos pés de Alex, se desmarcou por trás de seu adversário. O atacante tocou para o meia, que driblou o zagueiro, com um giro, e o goleiro para marcar um golaço . Na comemoração, o choro de emoção de quem aguardou tanto tempo para voltar e chegou a temer seu futuro no futebol. Em pé, os torcedores alvinegros presentes ao estádio bateram palmas e gritaram “o Mago voltou”. Em campo, todos os jogadores correram em sua direção para o abraçar. Membros da comissão técnica também não se contiveram e invadiram o gramado para participar da festa geral.

- Quando fiz a cirurgia no joelho, os médicos falaram que eu tinha 50% de chance de voltar a jogar. Tive muito medo de não poder mais fazer o que me dá prazer. Graças a Deus, as coisas aconteceram de uma maneira boa e hoje estou podendo jogar. Não sei como vai ser daqui para a frente, mas já estou muito feliz de poder exercer minha profissão de novo. Não sei se vou ser o Maicosuel que a torcida espera, mas vou me esforçar muito para corresponder.

Mesmo após o gol, a vontade de Maicosuel era muita. Ainda sentindo falta de ritmo de jogo, o meia deu “piques” em campo a toda hora, mesmo que o intuito fosse apenas cercar o adversário. Na organização de jogadas, o jogador deu bons passes, um deles de calcanhar, para finalização de Marcelo Mattos. O chute do volante, entretanto, foi para fora.

No fim da partida, Maicosuel estava extremamente emocionado e fez questão de agradecer a todos que de forma direta ou indireta o ajudaram nos mais de sete meses longe dos gramados.

- Agradeço primeiro à minha mulher e à minha filha. Meu pai e minha mãe também foram muito importantes nesse tempo todo que fiquei em casa. Tenho que agradecer aos meus companheiros, à comissão técnica e, principalmente, aos médicos do Botafogo. Agradeço também a vocês da imprensa pelo respeito que sempre tiverem por mim. Quando entrei no vestiário não conseguia nem falar. Deixei que meus irmãos falassem por mim. É muita alegria.

A comemoração é válida, mas será parcialmente contida. O técnico Caio Junior diz que é preciso não se empolgar e seguir o trabalho que vinha sendo feito.

- Se ele chegou neste momento com condições tão boas foi porque o trabalho ao longo destes sete meses foi bem feito. Não podemos pular etapas. No próximo amistoso, no fim de semana, devo colocá-lo para jogar 45 minutos. Entendo a ansiedade da torcida, mas temos que fazer as coisas da maneira correta.

E a maneira correta pressupõe que o jogador não será titular na partida contra o Palmeiras, no dia 22 de maio, na estreia do Brasileirão. Maicosuel ainda precisa ganhar ritmo antes de encarar os 90 minutos de uma partida oficial.

- Ele não deverá ser titular na estreia. Precisa de um pouco mais de tempo ainda. E não podemos colocar uma responsabilidade em cima dele exagerada. É um jogador diferenciado e tem tudo para ser um dos grandes jogadores do Brasileiro, mas não joga sozinho.

Os jogadores do Botafogo ganharam o domingo de folga para passarem o dia das mães em casa. Na segunda, o grupo retorna aos trabalhos em General Severiano.

Caio Jr. tenta convencer Valdivia a fechar com Bota, mas acerto é difícil

Alvinegro faz proposta por Ciro, do Sport, mas clube pernambucano rejeita a oferta. Reforços devem ser anunciados na semana de estreia no Brasileiro

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
valdivia palmeiras treino (Foto: Agência Estado) 
Valdívia pode ser reforço alvinegro para a disputa
do Brasileirão (Foto: Agência Estado)
 
Caio Júnior tem como filosofia não participar das negociações dos clubes em que trabalha. O treinador indica e aprova ou reprova nomes e deixa a cargo da diretoria os tramites necessários. Mas a busca por um meia e uma longa amizade fizeram o técnico do Botafogo tentar dar uma ajudinha em uma negociação difícil. Nos últimos dias, Caio conversou com o meia Valdivia, do Palmeiras, para saber se haveria intenção do jogador em se transferir para o Alvinegro. O carinho do Mago pelo treinador fez com que ele seja receptivo à idéia de se mudar para o Rio de Janeiro.

A negociação, entretanto, é complicada. O meia tem contrato com o Verdão por mais cinco anos e é idolatrado no Palestra Itália. Algumas questões, porém, são o trunfo alvinegro na negociação. Em primeiro lugar, está a situação financeira do clube alviverde. O clube já declarou que quer cortar gastos, e o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo deixou claro que nenhum jogador é inegociável. O clube tem ainda uma dívida com o Banco Banif, que tem de ser paga até agosto. Se isso não acontecer, Valdivia estará livre para negociar com outro clube.

Outro fator que pode ajudar o Botafogo é o relacionamento estremecido entre Valdivia e Felipão. Os dois têm um tratamento apenas profissional desde que o treinador palmeirense reclamou das seguidas lesões do meia. Na próxima semana, o técnico se reunirá com Frizzo para avaliar o elenco. Um dos assuntos em pauta é o custo-benefício do Mago.

Ciro interessa, mas Sport barra negociação

Além de Valdivia, o Botafogo fez uma ofensiva em direção a outro jogador. Ciro, do Sport, é visto com bons olhos pela diretoria alvinegra. O presidente Maurício Assumpção ligou diretamente para Gustavo Dubeux, mandatário do rubro-negro pernambucano, mas as negociações não avançaram.

- Recebemos uma proposta de empréstimo até o fim do ano, mas o Sport quer venda. O Ciro é um jogador muito importante, e nosso planejamento é ser campeão da Série B. Por isso, ou o mantemos no elenco, ou o vendemos para fazer caixa. Tem a janela no meio do ano, e já soube que há clubes interessados – afirmou Dubeux, por telefone.

Reforços, a princípio, só semana que vem

Apesar da intenção de contratar Valdivia, o Botafogo segue atrás de outros meias, e os nomes são conhecidos. Gilberto, do Cruzeiro, e Andrezinho, do Inter, são os alvos preferenciais. O primeiro está mais próximo de General Severiano. O segundo, apesar de querer voltar ao Rio, esta prestigiado com o técnico Falcão, o que dificulta a negociação.

A expectativa no Botafogo é que ainda leve algum tempo até que algum jogador seja anunciado. A meta é ter os reforços na última semana de treinos antes da estreia do Brasileiro, no dia 22 de maio, contra o Palmeiras.

- Tem as finais de estadual agora. Só vamos conseguir fechar alguma coisa depois disso – revelou um dirigente.

* Colaborou Diego Ribeiro

Lídio Toledo, ex-médico da seleção brasileira em seis Copas do Mundo,

O Globo

RIO - O ex-médico da seleção brasileira Lídio Toledo, de 78 anos, morreu na manhã deste sábado, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, vítima de problemas cardíacos e insuficiência renal. Lídio tinha sido internado na sexta-feira. 

O ex-médico da seleção será velado na sede social do Botafogo. O enterro será neste domingo, às 16h30, no cemitério São João Batista. 

- Ele tinha muita força e superava quatro hemodiálises por semana. Estamos muito tristes, mas agora o sofrimento dele acabou. Ele é uma pessoa que fez o nome pelo próprio esforço, vindo do nada - disse o médico Lídio Toledo Filho. 

Lídio foi médico do Brasil em seis Copas: 1970, 1974, 1978, 1990, 1994 e 1998. No período, o Brasil foi campeão no México em 1970 e nos Estados Unidos em 1994. Na França, em 1998, perdeu a decisão no no Stade de France, em Paris. 

Foi nesta Copa que aconteceu o polêmico corte de Romário e a convulsão de Ronaldo antes da final contra os franceses. 

O Baixinho sofreu uma lesão na panturrilha direita na véspera do Mundial e acabou cortado da seleção. O craque culpou o técnico Zagallo, o auxiliar Zico e o médico pelo seu corte e disse que tinha condições de jogar o Mundial. Lídio disse, porém, que Romário não conseguiria se recuperar a tempo. 

O craque voltaria a jogar pelo Flamengo antes do fim da Copa, mas acaba sentindo uma nova lesão. 

Antes da final, Ronaldo sofreu uma convulsão no hotel da seleção e chegou a ser retirado do time na escalação para a decisão. Mas acabou pedindo para jogar e o médico liberou o Fenômeno. O atacante acabaria tendo uma atuação muito ruim na final e o Brasil foi derrotado pelos franceses por 3 a 0. 

As duas decisões foram muito contestadas na época e com isso o médico acabou perdendo o post de chefe do departamento médico da seleção. 

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, lamentou a morte do médico. No site oficial da CBF, ele manifestou os pêsames em nome dos diretores e funcionários da entidade. 

Reserva do time campeão de 1994 e hoje empresário, Gilmar Rinaldi lembrou, em sua conta no Twitter, que Lídio bancou a permanência do lateral-esquerdo Branco na seleção quando o ex-jogador do Fluminense estava para ser cortado. Branco acabaria fazendo um gol decisivo na vitória por 3 a 2 sobre a Holanda nas quartas de final.

"Copa de 1994, Branco estava para ser cortado, dor nas costas, e ele bancou a todos e disse, eu recupero ele. Assumo a responsabilidade. Um abraço a família do Dr. Lídio e sintam sempre orgulho deste grande homem e grande médico. Descanse em paz".

O ortopedista também trabalhou no Botafogo por muitos anos.

Caio Jr.: 'Hoje participei de uma coisa que só acontece ao Botafogo'

Após aplausos no vestiário para Maicosuel e Fábio Ferreira, técnico diz que dedica a vitória no amistoso aos dois jogadores

Por Thiago Fernandes Nova Friburgo, RJ

Fim de jogo em Nova Friburgo, e os jogadores do Botafogo deixaram o campo com muito mais do que a sensação de alívio pela vitória. A emoção pelo gol de Maicosuel, que retornou ao time depois de sete meses de recuperação de uma cirurgia no joelho, comoveu a todos. Fora do vestiário, ouvia-se o que acontecia lá dentro. Aplausos, gritos pelo nome do meia e muita festa. Ao sair para as entrevistas, o técnico Caio Júnior confirmou o entusiasmo após o triunfo por 1 a 0 no amistoso contra o Friburguense.

- Hoje participei de uma coisa que só acontece ao Botafogo. Foi um momento mágico. Quando vi, estava em campo comemorando. Foi uma situação marcante. O gol não poderia ser melhor. No vestiário, dediquei a vitória ao Mago e ao Fábio. Todos choraram muito. Foi um momento de muita emoção. Cada vez mais, sinto esse grupo mais unido - disse o treinador, que comemorou também ao lado do presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, e do gerente de futebol, André Silva.

Apesar da euforia com Maicosuel, Caio Júnior fez questão de ressaltar o bom retorno do zagueiro Fábio Ferreira, que sofreu uma lesão no joelho em outubro e também voltou ao time neste sábado.

- A gente falou muito do Maicosuel, mas estamos esquecendo o Fábio. Ele voltou muito bem. O departamento médico e a fisiologia do Botafogo estão de parabéns - lembrou Caio Júnior.

O técnico também avaliou o desempenho da equipe, sem procurar "culpados" para o fraco início de jogo.

- No primeiro tempo, faltou poderio ofensivo. O time não estava conseguindo segurar a bola no ataque. Mas isso não quer dizer que eu não tenha gostado do Willian. Ele é um garoto novo, que está começando agora. Não se pode avaliar ainda no jogo - concluiu.

Maicosuel comemora: 'Por sete meses de sofrimento, fui premiado'

Meia faz gol da vitória do Botafogo no amistoso contra o Friburguense e dedica retorno positivo a quem o ajudou na recuperação da lesão no joelho

Por GLOBOESPORTE.COM Nova Friburgo, RJ

Quando Maicosuel deixou o banco de reservas e foi para o aquecimento neste sábado, a torcida do Botafogo levantou no estádio Eduardo Guinle, em Friburgo (RJ). A espera de sete meses pelo retorno do meia, que operou a joelho esquerdo, havia acabado. Mas o que ninguém esperava era que ele precisaria de apenas 55 segundos para definir o jogo. Apenas na segunda vez em que tocou na bola, o jogador driblou o zagueiro Evair, fez o giro, passou pelo goleiro Marcos e mandou a bola para as redes, marcando o gol da vitória por 1 a 0 do Alvinegro sobre o Friburguense no primeiro amistoso de intertemporada.

- Por todos esses sete meses de sofrimento, fui premiado. Estou emocionado até agora. É um gol para cororar todo mundo que vem me ajudando. Fisiologista, jogadores, torcedores, principalmente, minha família. É muito difícil machucar e ter a possibilidade de não fazer mais o que você gosta. No dia da operação, o doutor falou isso para mim. No dia seguinte, disse que voltaria em um ano. Agora, foi para coroar essa volta - afirmou o Mago, com os olhos vermelhos do choro na hora do gol e de uma conjutivite, em entrevista ao PFC.

O Mago lembrou do lance do gol e revelou que chegou a reclamar com Alex, que cruzou a bola para sua finalização na área.

- Ainda briguei com o Alex. Quando ele mandou, veio muito forte. Não dava para ir de primeira. Sei que ainda não estou igual a eles, correndo muito. Mas isso é só uma questão de ritmo - garantiu.

Depois da vitória no amistoso, Maicosuel espera que o Botafogo retome confiança para voltar a vencer. E faz uma promessa à torcida alvinegra para o Brasileirão.

- Podem esperar de tudo. O que a gente vem trabalhando, só os jogadores e a diretoria sabem. Até queria pedir um pouco de calma para a torcida parar de vaiar o Alessandro e o Fahel, que são pais de família, grandes jogadores. A gente fica chateado com essa parte. Mas podem esperar um time aguerrido, de luta. 

Em sua volta, Maicosuel faz golaço e salva o amistoso do Botafogo: 1 a 0

Com menos de um minuto em campo, camisa 7 faz gol de placa e dá o toque de qualidade contra Friburguense, da Série B do futebol carioca

Por Thiago Fernandes Nova Friburgo, RJ

O jogo era ruim, e a torcida estava impaciente. O cenário não era bom para o Botafogo, mas bastaram três toques de Maicosuel para os alvinegros voltarem a ter esperança de um segundo semestre mais digno. Com um golaço (assista ao lance no vídeo ao lado), o camisa 7 garantiu a vitória por 1 a 0  no amistoso contra o Friburguense, na tarde deste sábado, e amenizou o sofrimento de um ataque praticamente nulo sem Loco Abreu e Herrera.

Apesar da abençoada volta do Mago, o jogo no Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, expôs as dificuldades que Caio Júnior terá se não receber até o início do Brasileiro os reforços que pede. O Friburguense,  da Série B do futebol carioca, tinha em campo veteranos como Cadão, Sérgio Gomes e Ziquinha. E o Botafogo sofreu para vencer. A estreia alvinegra na competição nacional será no dia 22 de maio, contra o Palmeiras, fora de casa.

Sofrível, primeiro tempo termina antes dos 45 minutos


Com Abreu e Herrera suspensos pelo STJD (cumprirão cinco e quatro jogos de gancho, respectivamente), o técnico Caio Júnior decidiu testar Caio e Willian na frente. O primeiro até tentou algumas jogadas pelo lado direito, mas pecava na hora de passar ou finalizar. O segundo só foi notado ao levar um chapéu de Bidu.
Sem inspiração alguma, o Botafogo começou a ser vaiado cedo. Aos 20 minutos a torcida já gritava "queremos time". Até ali, a equipe finalizara apenas uma vez, em cobrança de falta de Marcelo Mattos, de longe, por cima do travessão. E não chutou mais até o fim do primeiro tempo. Aos 30, o lance que resumiu a atuação alvinegra na etapa inicial: Cidinho recebeu na área, dominou cheio de estilo e... Caiu sozinho na hora de cruzar.

 Do outro lado, dois sustos. Aos 31, Rômulo driblou Fábio Ferreira e foi derrubado pelo zagueiro dentro da área. Pênalti não marcado por Simone Xavier. Quatro minutos mais tarde, Jefferson não conseguiu alcançar chute cruzado de Ricardinho, e a bola não entrou por muito pouco.
Com apenas três jogadas dignas de nota, o primeiro tempo terminou aos 43 minutos e 50 segundos. Ninguém reclamou.

- Estamos errando alguns passes que não podemos errar. Não foi para ficar feliz - comentou Fábio Ferreira, que voltou ao time após seis meses sem jogar e sentiu bastante a falta de ritmo.

Maicosuel entra e muda o panorama aos 15 da etapa final


Não havia outra coisa a ser feita. Caio Júnior sabia que precisava mexer na equipe. Trocou Bruno Tiago e Willian por Thiago Galhardo e Alex, e o time melhorou um pouco. Aos dez, Cidinho rolou para Alex, obrigando Marcos a sair para abafar o chute do atacante. O goleiro do Friburguense finalmente trabalhava.
Até que chegou o momento mais aguardado pelos alvinegros. Aos 15, Maicosuel entrou no lugar de Cidinho. Era a volta do meia depois de sete meses afastado dos gramados. Cinquenta e cinco segundos depois, a primeira mágica. Alex cruzou da direita. Maicosuel tirou o zagueiro com um giro de direita, driblou o goleiro com o mesmo pé e tocou para o gol vazio de esquerda. A comemoração foi proporcional à beleza do gol. O camisa 7 se ajoelhou no gramado e foi cercado por praticamente todo o grupo, incluindo o técnico Caio Júnior. Os torcedores aplaudiram de pé.

Depois dos gol, foram muitas mudanças nos dois times. O ritmo caiu muito, e o próprio Maicosuel não teve mais outra chance, apesar de muito empenhado.  O camisa 7 terá muito trabalho pela frente. Caio Júnior também.

Friburguense 0 x 1 Botafogo
Marcos, Sergio Gomes, Cadão (Evair), Diego Guerra, Flavinho, Bidu, Lucas (Leomir), Marquinhos (Marcelo), Rômulo, Ricardinho (Ziquinha) e Zambi (Ricardo). Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Arévalo (Gabriel), Marcelo Mattos, Bruno Tiago (Thiago Galhardo) e Cidinho (Maicosuel); Caio (Lucas Zen) e Willian (Alex).
Técnico: George Andreotti Técnico: Caio Júnior
Gol: Maicosuel, aos 15 do segundo tempo
Cartões Amarelos: Bruno Thiago
Data: 7/5/2011. Local: Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo.
Público: 3.153 pagantes Renda: R$ 20.515,00

Caio Júnior aposta na união para levar o Botafogo à Libertadores

Em entrevista, treinador fala de sua relação com Maicosuel, critica montagem do elenco, mas foge de atrito com Joel Santana

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Bastaram algumas semanas no país para Caio Júnior se lembrar de como é difícil ser treinador no futebol brasileiro. Após dois anos e meio de sucesso no exterior, retornou com quatro títulos na bagagem e a missão de reinventar um Botafogo ainda apegado ao estilo Joel Santana de ser. O primeiro mês não foi nada fácil. Eliminações na Copa do Brasil e no estadual, batalha campal na Ressacada e revolta da torcida, que culminou com cobranças no aeroporto e em General Severiano: “Ser treinador no Brasil é muito mais difícil”, decreta Caio.

caio junior  botafogo entrevista (Foto: Thales Ramos?Globoesporte.com) 
Caio Júnior reconheceu que foi surpreendido negativamente quando chegou no Botafogo (Foto: Thales Ramos/Globoesporte.com)
 
Apesar do início conturbado, o técnico acredita que o preço por ter iniciado um trabalho no meio da temporada já foi pago. Agora, sonha com reforços, prevê um Botafogo forte no Campeonato Brasileiro e traça sua meta: “Seria um sonho levar o clube à Libertadores”. Para o objetivo se tornar realidade, não se cansa de pregar união. E com razão. A última experiência no Brasil o marcou negativamente. No Flamengo, em 2008, problemas com o goleiro Bruno conturbaram o ambiente e tiraram o time do eixo no final de um trabalho que, pelo menos, lhe valeu de grande experiência - o Rubro-Negro disputou a vaga na Libertadores até a última rodada, mas teve de se contentar com um lugar na Sul-Americana.

Agora no Botafogo, vê nas lideranças do grupo a união necessária. Ao contrário de Joel, mantém um bom relacionamento com Loco Abreu. No seu antigo desafeto Maicosuel (leia na entrevista), apostas todas as fichas em um bom segundo semestre, desde que, é claro, o clube traga reforços, que Caio aguarda ansiosamente que sejam anunciados ‘a qualquer momento’.

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o treinador admite que foi surpreendido negativamente em sua chegada ao Botafogo, critica a montagem do elenco para 2011, evita atritos com Joel Santana e revela que poucas vezes encontrou um ambiente tão bom no futebol, como o que tem em General Severiano.

Desde que chegou ao Botafogo, você deixou claro que sua ideia inicial não era voltar ao futebol brasileiro nesse momento. De certa forma, foi um risco assumir esse trabalho que já vinha de mais de um ano com o Joel Santana, com essa responsabilidade de mudar a maneira de jogar do time, com uma cobrança grande. Imaginava que teria tantas dificuldades neste início?

Planejava terminar meu contrato com o Al-Gharafa e voltar para o Campeonato Brasileiro. Mas coisas imprevisíveis aconteceram. Era quase impossível imaginar que eu romperia o contrato com o clube antes do fim. Mas perdemos três jogos seguidos, e isso desencadeou uma série de coisas. Primeiro, tive uma ligação de um dirigente do Fluminense, mas não houve evolução. Teve também a questão do Atlético-PR, que acabou não dando certo. E com o Botafogo a coisa engrenou. Sabendo do risco, eu achei que eu não poderia deixar de aceitar, até porque eu teria tempo para observar a equipe até o Campeonato Brasileiro. Acho que o preço de chegar no meio das competições já foi pago, mas me surpreendi negativamente com algumas coisas, como a formação do grupo. É difícil você entender como uma equipe como o Botafogo não tem jogadores com características de meia para organizar o jogo. Não estou criticando, nem apontando. Mas é uma constatação. Isso foi o que mais me chamou a atenção, e é o principal problema do grupo. Isso ficou claro nos últimos jogos. Tanto que lancei um garoto de 18 anos, o Cidinho. Tem um talento espetacular, mas ainda é muito jovem. Fisicamente ainda não está pronto. Acho que o trabalho vai aparecer. Vim com muito entusiasmo para colocar em prática as coisas que aprendi nesses dois anos e meio. Tanto no Japão, quanto no Catar. A convivência com treinadores europeus, implantar ideias de treinamentos. Eu quero que, no final da temporada, vocês reconheçam o Botafogo como uma equipe com boa posse de bola, que cria muitas chances de gols e agrada o torcedor. Isso é um dos objetivos, mas é claro que temos de ter resultados. Mas tenho certeza que através dos treinamentos vamos conseguir implantar nossas ideias.

Com qual palavra você definiria esse início de trabalho no Botafogo?

União. Fazia tempo que eu não sentia isso. Aqui no Brasil, um trabalho em que me senti bem recebido foi no Palmeiras. Foi um dos mais gostosos por causa do ambiente entre a comissão técnica e funcionários. E aqui estou sentindo isso de novo. O ambiente de trabalho no Botafogo é muito agradável. Profissionais sinceros e competentes. É um ambiente saudável. Todos estão torcendo por reforços, na expectativa de a equipe encaixar. Me deixam muito à vontade. A direção não deixa entrar nada de fora. Temos tudo para fazer um bom trabalho.

Qual foi o cenário que encontrou quando chegou?

O mais importante é o desgaste de imagens de alguns jogadores. Isso pra mim foi o mais preocupante de imediato. Sem citar nomes, vários jogadores atingiram um desgaste com a torcida que você tem que saber administrar. Eu fiz isso já na chegada. No caso do Fahel, por exemplo. Nos sete jogos que comandei a equipe, o coloquei para jogar somente contra o Avaí, em Florianópolis. Eu evitei esse tipo de situação para tentar amenizar, tentar administrar esse momento. Não é fácil. Esse é o principal problema. Não vejo outros. A não ser a falta de jogadores para organizar o jogo. São esses os dois principais problemas.

Alessandro desembarque Botafogo confusão (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com) 
Jogadores foram cobrados pela torcida no aeroporto
do Rio (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
 
Como viu a violenta recepção da torcida no aeroporto após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil? O que falou para os jogadores?

Não falei nada. É o tipo de coisa que é melhor não falar e tentar administrar sem tocar no assunto. É inadmissível. A direção vem tomando atitudes em relação a isso. É só lamentar o que aconteceu. Torcedor pode ir ao estádio e xingar. Mas tem de ajudar o clube. Comprando ingresso. Quem ajuda tem direito a cobrar.

O Joel Santana deixou o Botafogo por causa da pressão da torcida, que continua cobrando. Como você acha que pode ser resolvido isso? Só com resultados?

As coisas têm de mudar no Brasil. Uma das coisas que mais fizeram com que eu saísse foi aquela invasão na Gávea. (Em 2008, torcedores invadiram a sede do Flamengo durante um treinamento e jogaram uma bomba no gramado.) Aquilo foi uma das coisas que mais me decepcionaram no futebol até hoje. A forma como tudo aconteceu, o risco que corremos. Vejo que praticamente nada mudou no Brasil. Temos um exemplo claro em relação a isso, que foi o que a direção do Coritiba fez. Tomou uma posição e está provado que o que vale é que o torcedor tem de ir para o estádio para ajudar o clube. Tem de torcer. Sou a favor da família no estádio, que sempre foi o ponto alto do futebol brasileiro. E ajudar o clube. Ir na loja do clube, comprar uma camisa, comprar um ingresso. O Governo que tem que tomar uma posição. Nos últimos jogos vimos algumas coisas absurdas. O país que vai organizar uma Copa do Mundo tem que dar exemplo. E eu não estou vendo esse exemplo. Como figura pública, tenho que me manifestar. Mas não é fácil. Em relação à torcida do Botafogo, acho que as coisas vão acontecer naturalmente. O torcedor vai ver que o trabalho é sério, e na hora certa eles vão apoiar.

Você trouxe algumas coisas diferentes para os treinamentos. Não gosta de dar coletivos e rachões, por exemplo. Como você acha que os jogadores estão aceitando isso?

Muito bem. A gente ouve no dia a dia e eles estão muito felizes. Jogador tem de trabalhar. Essa coisa do coletivo é ultrapassada. Você tem que fazer trabalhos táticos coletivos, mas sempre com objetivos bem definidos. Os jogadores têm de saber o porquê do treinamento. A gente vê grandes equipes do futebol europeu que têm uma posse de bola, uma aplicação tática, por causa dos treinamentos. Não é só ir a campo que a coisa surge. Tem que repetir, treinar. Acho que a maior dificuldade do treinador no Brasil é cultural. Você tem que ter muita paciência, mostrar no vídeo, mostrar no campo. Ainda assim eles têm muitas dificuldades de aplicar no jogo. Quem quer implantar coisas diferentes, mais modernas, encontra muitas dificuldades.
Seria um sonho levar o Botafogo à Libertadores. Acredito nessa possibilidade, mas sei que é difícil"
Caio Júnior
 
E os rachões?

Isso não é nada radical. Foi colocado pela imprensa que eu não gosto de rachões. O que é o rachão? Qual é a ideia? É a descontração. Acho que não é uma coisa errada, mas você não precisa fazer só isso. O jogador, quando sabe que é só isso, nem se prepara para o treino, não se cuida. Então se pode fazer um treinamento recreativo durante o treinamento. Isso pode ser uma parte do treinamento. Na véspera de um jogo é muito importante fazer uma bola parada, ou um trabalho tático.

Você falou que nesses dois anos e meio fora do Brasil aprendeu bastante. Quando saiu do Flamengo, no final de 2008, recebeu algumas críticas. Qual é a diferença do Caio Junior que saiu do Flamengo em 2008 para o que chega agora ao Botafogo?

Acho que cometi um erro muito grande no Flamengo, em ter aceitado aquele momento da saída do Marcinho, do Renato Augusto, do Souza. A equipe liderava o Campeonato Brasileiro, e a reposição não foi à altura, como eu gostaria. Quem pagou o preço fui eu. Hoje, acho que os clubes aprenderam em relação à questão da janela (de transferências). Tem que ter muito cuidado nesse momento. Você desequilibra totalmente uma equipe, quando se perde três jogadores ao mesmo tempo, como foi o caso. Paguei um preço alto por isso, infelizmente. A equipe tinha tudo para ser campeã brasileira. Acho que amadureci muito. Tenho muita convicção do meu trabalho. Sei o que tenho que fazer. Não me impressiono com bons ou maus resultados. Tenho uma linha. No aspecto tático, evoluí bastante. Acompanho muito o futebol europeu e acho que a evolução está aí. Temos que admitir que eles estão mais preparados, estudam mais, e acreditam muito na parte tática. Essa é a grande diferença do treinador europeu para o brasileiro. O europeu treina e determina para os jogadores, que acreditam e fazem. No Japão, por exemplo, era impressionante. A determinação, aplicação e disciplina tática me deixavam impressionado. Se você pede uma coisa, o cara faz aquilo rigorosamente. Não muda uma vírgula. Essa é uma diferença. Você pede uma coisa para o jogador brasileiro, e ele faz um pouquinho diferente, até pelo talento. A gente tem essa vantagem no Brasil. Até fiquei chateado com uma declaração do Jorge Jesus, que é treinador do Benfica. Ele citou os italianos, portugueses, alemães, argentinos, mas coloca o treinador brasileiro como um dos últimos. Por que ele acha que é muito fácil ser treinador no Brasil? Porque aqui tem muito talento. Ele esquece que aqui tem uma pressão absurda no dia a dia, em em nenhum lugar do mundo é assim. Ser treinador no Brasil é muito mais difícil, pela pressão e pela cultura do jogador brasileiro. Na Europa, os caras são avaliados de dois em dois anos. Pelas dificuldades que passamos, o treinador brasileiro tem de ser mais valorizado no futebol mundial. Mas ele não é visto assim. O treinador brasileiro trabalha no mundo todo, menos na Europa. Trabalhou o Vanderlei (Luxemburgo), trabalhou o Felipão, agora o Leonardo. Mas existe ainda um preconceito contra o treinador brasileiro.

E na sua opinião, quais são os grandes treinadores do futebol brasileiro e do futebol mundial, neste momento?

Entre os brasileiros, a minha referência é o Paulo Autuori. Sempre foi. Ele foi meu treinador, trabalhei com ele dois anos, e agora tive a oportunidade de ser rival (no Catar). Gosto muito do Parreira, do Oswaldo Oliveira, do Levir Culpi, do Ney Franco. São estilos com os quais me identifico. Mas hoje os melhores do cenário mundial são o (Pep) Guardiola (Barcelona) e o (José) Mourinho (Real Madrid). Mas tem muita gente boa por aí. Tanta gente, que seria até injusto citar um ou outro.

Com esse tempo para treinar e armar a equipe, acha que o Botafogo pode dar uma arrancada neste início de Campeonato Brasileiro e acumular pontos preciosos?

O problema é que nosso início é muito difícil. Além dos problemas que temos para organizar a equipe, temos o problema dos adversários. Vamos jogar contra o Palmeiras e depois contra o Santos. Qualquer resultado será normal nesses dois jogos. Mas se conseguirmos bons resultados, isso pode trazer um algo a mais para o time.

Além da necessidade de meias, que você sempre cita, quais são as outras posições carentes do time, que precisam de reforços?

De volantes estamos bem servidos. As laterais, com a chegada do Cortês, e Lucas e o Alessandro na direita, estão bem. Ainda estou analisando a situação do Gabriel na esquerda. O planejamento é mais um zagueiro, meias, e a chegada de mais um ou dois atacantes. E os nomes devem surgir a qualquer momento.

Fora os interesses públicos em Gilberto e Andrezinho, surgiu o nome do meia Caio, do Frankfurt (ALE), com quem você trabalhou no Palmeiras. Você indicou esse jogador? Existe a negociação?

Temos nomes bem específicos (Andrezinho e Gilberto). Não adianta falar em outros nomes. Estamos na expectativa de definir isso. Nós temos os nomes e vamos atrás deles. No momento em que você fica com cinco, seis nomes, você se perde. A rodada da Libertadores foi boa (risos). Espero por novidades nos próximos dias.
PS: O Botafogo negocia com os meias Andrezinho (Internacional) e Gilberto (Cruzeiro). Com a eliminação de ambos na Libertadores, aumentam as chances de os negócios serem concretizados rapidamente.

gilberto cruzeiro (Foto: VIPCOMM) 
Cair Jr. espera contar com Gilberto (foto) em breve
(Foto: VIPCOMM)
 
Em relação a contratações, você acha que o Botafogo está em condições de competir com os principais clubes do Brasil? O clube tem condições de atender suas indicações?

Acho que para falar do Botafogo, tem que lembrar como era o clube há alguns anos em questão de planejamento e organização. O Botafogo hoje tem um estádio, uma estrutura. É um clube que paga em dia. Tem planejamento na parte administrativa. Isso já é um sinal de que as coisas mudaram bastante. As categorias de base também melhoraram. Encontrei no Botafogo pessoas sérias. Eles não vão contratar por contratar. Estou satisfeito. Todos jogadores que vierem serão planejados. Aí entra a minha parte. A minha indicação tem de bater com a parte financeira e com o planejamento do clube. O Botafogo está no caminho certo e vai ser um dos clubes mais organizados do Brasil em pouco tempo. Isso vai ser reconhecido quando a estrutura toda vier para o Engenhão, em dois ou três anos.

Com os reforços que devem chegar, qual é a sua perspectiva em relação ao Campeonato Brasileiro? Até onde o Botafogo pode chegar?

No Campeonato Brasileiro, não tem como prever alguma coisa. Se você não estiver no mínimo igual aos outros, você não chega. Com esses jogadores (reforços), talvez a gente fique igual à maioria. Acho que algumas equipes estão na frente hoje. Internacional, Cruzeiro, Santos e Fluminense são equipes que já estão com um elenco formado há mais tempo e levam alguma vantagem. Mas o maior segredo do Campeonato Brasileiro é saber administrar os momentos de crise. Nos três clubes em que trabalhei na Série A (Paraná, Palmeiras e Flamengo), nós fomos de ponta a ponta e conseguimos administrar alguns momentos de crise. É impossível ganhar sempre. Todas as equipes vão perder dois ou três jogos seguidos em algum momento. Mas isso não é só o treinador. São os jogadores, os diretores, a comissão técnica. Tem de saber administrar para sair logo disso.

Você citou os laterais com quem pretende trabalhar no Campeonato Brasileiro, mas não falou no nome do Márcio Azevedo. Ele é um jogador que chegou no início do ano para ser titular. Quais são os planos para ele?

O Azevedo tem um potencial muito grande. É um dos jogadores que tiveram um certo desgaste (com a torcida) e temos de ter muito cuidado. Por isso o tirei dos jogos nessa reta final. Ele tem muita dificuldade de jogar como lateral, é muito mais um ala. Então, é um atleta que, para jogar como lateral, tem que ser mais trabalhado defensivamente. Estou observando o Gabriel, que foi muito bem no Campeonato Carioca (pelo Duque de Caxias). É uma situação indefinida.

Ele pode ser aproveitado em outra função, como meia, por exemplo?

É uma ideia. Ele é um jogador muito mais ofensivo do que defensivo. Temos de saber usá-lo, mas também treiná-lo para nessa parte defensiva, senão nunca vai ser completo.

Depois que o Joel Santana saiu, ele fez alguns comentários sobre seu trabalho. Você deve ter visto. Como lidou com isso?

Eu sinceramente não tenho nada a dizer sobre isso. Respeito o Joel e vou respeitar sempre. Não acredito que ele tenha falado alguma coisa sobre o meu trabalho. Não tive problema nenhum na transição no Flamengo (em 2008). Foi ótima, ele me ajudou muito. Agora, não tive a oportunidade de conversar com ele.

Deixaria o clube por causa das cobranças dos torcedores?

É difícil falar sem vivenciar. Quero cumprir meu contrato até dezembro. Quero terminar o ano conquistando alguma coisa e tendo reconhecido o meu trabalho internamente. No Brasil, quando não se ganha título, pouca gente reconhece o trabalho.

Como vê o papel do Loco Abreu dentro do Botafogo?

Gosto de trabalhar com jogadores inteligentes. Gosto de ouvir argumentos. Mas para ele vir, tem que ter argumentos melhores do que os meus. Já trabalhei com jogadores de alto nível. Com o Juninho Pernambucano, por exemplo, tive um excelente relacionamento de dois anos, de respeito. Quando um jogador atinge esse nível de idolatria, você tem de respeitar, desde que ele te respeite. Até agora, meu relacionamento com ele (Loco) tem sido excelente. Ele está tendo uma participação muito importante no dia a dia, mostrando que está com vontade de ajudar e entendendo nosso trabalho. Infelizmente, ele teve essa suspensão e depois vai para a seleção (uruguaia). Praticamente vou perder o Abreu por dois meses. Comigo, ele já fez cinco ou seis gols. E direcionamos sempre para que a equipe jogasse para ele, mas sem ser aquela bola alçada na área, que era uma coisa meio que automática no time.

Quando chegou no Paraná, em 2006, o time também estava muito desacreditado e você conseguiu levar a equipe à Libertadores. Quais são as semelhanças com o atual time do Botafogo?

Uma das semelhanças, com certeza, é a intertemporada. Foi o grande segredo. Era uma equipe que tinha velocidade, marcava bem, tinha grandes jogadores. Outra semelhança é ter o Maicosuel de novo ao meu lado. Estou entusiasmado com os treinamentos dele. Está muito mais confiante, está partindo para cima. Ele não tem mais nenhum problema. O problema agora é mental. O cara ir para o jogo e ver que está jogando, indo natural. E a perna dele vai voltar a ter o tamanho normal, porque ela ainda está um pouquinho maior do que a outra. Mas isso é só com o tempo. Estou muito confiante de que nesses dois jogos amistosos ele possa adquirir essa confiança e, já contra o Palmeiras (na estreia no Campeonato Brasileiro, no dia 22 de maio), possa ser uma peça importante. Não sei se logo de início. Ganhamos, com esses dois amistosos, a possibilidade de já ter o Maicosuel mais inteiro na primeira rodada.

E como foi trabalhar com o Maicosuel, com 20 anos, no Paraná? Ele era um pouco rebelde e teve um problema disciplinar contigo. Como foi lidar com isso e como foi esse reencontro? Vocês chegaram a falar sobre esse problema antigo?

Ele virou ídolo lá. Foi campeão paranaense, já com destaque, e fez aquela campanha no Campeonato Brasileiro (em 2006). Ele era muito novinho. Quase todos os dias trocava a cor dos olhos, cabelo diferente. Atrasava muito para os treinos. Lembro que o chamei várias vezes na minha sala e pedi para ele melhorar, ser mais profissional. Ele ouvia, mas não conseguia cumprir. Chegou a um ponto em que isso estava afetando meu trabalho. E culminou com o afastamento. Ele ficou magoado comigo e eu fiquei chateado de ter de tomar essa decisão. Mas, na época, eu comentei que era para o bem dele. Uma vez o encontrei em um corredor de estádio e ele me agradeceu dizendo que eu estava certo. Agora, chego aqui e o encontro. Fiz questão de retomar o assunto, logo na primeira vez que o encontrei. Vi que é uma situação bem resolvida na cabeça dele. Ele mudou completamente. Aquilo foi um dos pontos de partida para ele mudar e amadurecer. Ele sofreu muito. Hoje é outro jogador, mais maduro. Parece incrível. Parece que estou tendo uma nova chance de reconstruir aquela relação que foi cortada naquele momento. Eu tenho uma relação meio especial com ele. Nós crescemos juntos no Paraná. A minha ascensão é muito parecida com a dele. Ele precisa da minha ajuda nessa recuperação e terá. Com calma, paciência e muito apoio. Estou muito feliz de ter novamente essa oportunidade de fortalecer a nossa amizade.

Maicosuel treino Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)Caio Jr. vê um Maicosuel mais maduro e pronto para voltar a brilhar no Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
 
Espera repetir com ele a trajetória rumo à Libertadores?
Seria um sonho levar o Botafogo à Libertadores. Acredito nessa possibilidade, mas sei que é difícil. Chegar entre os quatro primeiros não é fácil. Temos que começar bem a competição para terminar bem.

Acha que o Maicosuel está pronto para ser o cara do Botafogo neste Brasileiro?

Acho que sim, com a ajuda dos reforços. Ele precisa dessa ajuda. Ele tem de ser um dos jogadores acima da média. Com a ajuda dos outros, ele pode voltar a fazer o que já fez. Ele não conseguiu essa idolatria à toa. O problema agora é que ele nunca mais será o mesmo no sentido físico. Ele tem de trabalhar muito na musculação. E isso não é fácil. Jogador já tem um desgaste natural de jogo, da pressão. Imagina você ter de passar todos os dias na musculação para repetir uma rotina de exercícios. Isso requer uma mentalidade vencedora. Não é fácil.

Acredita que o trabalho de psicólogos no futebol ajuda? É um trabalho conjunto com a comissão técnica?

Sempre trabalhei com psicólogos. Desde do Cianorte, há sete anos. O que eu mais gosto do trabalho dos psicólogos é no sentido de identificar a personalidade de cada jogador. Se trabalho com 30 jogadores, são 30 pessoas com personalidades diferentes. Eu, como chefe, tenho que ter a leitura da personalidade individual e coletiva. Tendo isso em mãos, você sabe como lidar individualmente e coletivamente.

Nesse primeiro momento, você já tem um esboço de como é o perfil psicológico deste Botafogo?

Tenho. Individualmente, já tenho. Temos algumas lideranças muito boas, positivas. Não muitas, mas algumas, que podem me ajudar bastante. Posso citar dois. São os casos do Jefferson e do Antônio Carlos. São dois jogadores com uma liderança bastante positiva.

Uma vez você disse que gosta muito do Lucas Zen porque ele é um jogador que fala duas línguas. Dá valor a jogadores mais instruídos?

Você tem de se adaptar aos jogadores que tem. Tem que tentar ajudar quem tem menos capacidade intelectual. Mas quando se tem um jogador que tem uma capacidade maior, fica mais fácil. Contra o Avaí, eu coloquei o Lucas Zen para exercer uma função tática que só um jogador inteligente pode fazer. Ele exerceu perfeitamente. Talvez, ele não seja titular imediatamente, mas ele é uma opção o tempo todo. Não duvido que, durante o Campeonato Brasileiro, se firme, por esse estilo. É um jogador de muito futuro, e o Botafogo vai ter muito retorno.

Acha que o jogador deve sempre procurar evoluir fora de campo?

Não tenha dúvida. É uma pena que o jogador só enxergue isso quando sente na pele. Eu mesmo saí do Brasil com 22 anos e fui para Portugal, onde joguei durante oito anos. Foi lá que comecei a enxergar essas coisas. Eu, como treinador, tenho que estar sempre orientando os mais jovens. Falem pelo menos Inglês. Vai ser mais fácil a adaptação fora do Brasil em todos os aspectos. É o mínimo que o jogador pode fazer.
 No Flamengo, o Bruno foi o único que não cumpriu a determinação. Ele descumpriu e aquilo refletiu no ambiente. Em alguns momentos, me senti muito sozinho. Tinha muita pressão e eu me sentia isolado. Isso atrapalhou"
Caio Jr.
 
Em sua primeira passagem pelo Rio, comandou o Flamengo, que é um clube que tem um perfil completamente diferente do Botafogo. Qual é o contraste que você pode apontar entre os dois clubes, em termos de privacidade e tranquilidade para trabalhar? Sua passagem pelo Flamengo chegou a marcá-lo negativamente pelo fato de como tudo aconteceu?

Aprendi que você tem de ter uma equipe de trabalho. Hoje eu não abro mão disso. Essa é uma grande diferença entre minha passagem pelo Flamengo e agora. Consegui trazer uma equipe boa, com quatro profissionais (dois auxiliares, um preparador físico e um psicólogo). Tem que ter sua equipe para te dar um respaldo. Eu fui muito sozinho para o Flamengo. Só com o Júlio, que era meu auxiliar. Em alguns momentos me senti muito sozinho. Tinha muita pressão e eu me sentia isolado. Isso atrapalhou.

E as questões disciplinares? Teve aquela questão de os jogadores não terem concordado com a determinação de almoçar no clube.

Na verdade, foi só o Bruno (goleiro). Disciplina é a base de tudo. Na reta final (do Brasileiro de 2008) tivemos esse problema. O Bruno foi o único que não cumpriu a determinação, que era de o grupo treinar integralmente, com as refeições no hotel. Ele descumpriu e aquilo refletiu no ambiente. Tem que ter estrutura. Nesse aspecto, o Botafogo dá todas as condições em General Severiano. Não é nada excepcional, é simples. Mas o fato de o jogador chegar pela manhã no clube, treinar, almoçar, descansar, treinar à tarde, fazer a recuperação, fazer um lance e ir embora faz uma diferença brutal. Coisa que não consegui no Flamengo. Tentei implantar do jeito que dava, pela estrutura que tinha. Não sei como está hoje, mas aprendi que isso é decisivo para o trabalho.

caio junior  botafogo entrevista (Foto: Thales Ramos?Globoesporte.com) 
Caio Júnior: 'Sonho é a Libertadres'
(Foto: Thales Ramos/Globoesporte.com)
 
Como vê o trabalho que está sendo feito nas categorias de base do Botafogo?

Eu tenho marcada com o presidente (Maurício Assumpção) uma ida a Marechal (Hermes) para fazer uma palestra e também para aproximar o profissional das categorias de base. Pretendo fazer muitos jogos-treino contra a base durante o Campeonato Brasileiro. As informações que tenho é que o clube evoluiu muito na base. Tinha muitas dificuldades financeiras, mas hoje está muito mais organizado. Não foi à toa que conquistou a Taça Guanabara de Juniores. Uma coisa leva à outra. Não pode se querer resultados, sem dar estrutura. Existe projeto para melhorar ainda mais. Estou empolgado. Conversei com o treinador dos juniores (Eduardo Húngaro) e vi nele um cara de nível. É inadmissível, por exemplo, um jogador de base chegar ao profissional sem saber fazer pelo menos duas funções dentro de campo. Nas laterais, por exemplo. No Brasil, existe uma tendência há algum tempo de os laterais se tornarem alas. Quando se quer jogar com uma linha de quatro, com dois zagueiros, os caras não sabem marcar. Só sabem jogar ofensivamente. O Eduardo já me falou que eles treinam em mais de um esquema.

A bola parada tem sido o problema do Botafogo, mas o Lucas está muito bem nas cobranças de falta. Além dele, quem mais pode ser cobrador no Botafogo?

Não está fácil. Neste momento, o Lucas é o principal. É o número um e vai ser nesses dois amistosos. Dos jogadores que podem vir, pelo menos um deles tem de ter essa qualidade. Nossa bola parada foi horrorosa nesses primeiros jogos que tive aqui. Era contra-ataque toda hora, estava muito mal executada. Primeiro, pela falta de treinamento, e, segundo, pela incapacidade de quem estava batendo. Com exceção do Lucas, acho que os outros não têm isso. Não é fácil ser cobrador de faltas. E eu estou muito exigente depois de trabalhar por dois anos com o Juninho Pernambucano (risos). Sessenta por cento dos gols do Al-Gharafa eram de bola parada. Não necessariamente direto para o gol. Mas essa bola parada que o Juninho bate, incluindo escanteios, é uma coisa sensacional. Nunca vi nada igual.

Vai ter que jogar contra o Juninho agora.

Vou mandar não cometerem faltas (risos).

E você acha que o Juninho, com 36 anos, ainda tem gás para jogar no Brasil?

Tem. Ele é muito inteligente. O Al-Gharafa decidiu agora a Copa do Príncipe, e ele fez o gol da vitória. A vantagem é que ele se prepara muito, se concentra muito naquilo que faz. É um exemplo de profissionalismo impressionante. Se quiser, joga mais dois anos tranquilamente. O segredo é saber administrar o pré-jogo e o pós-jogo. Ele sabe administrar, mas tem de ser em conjunto com a comissão técnica. Nós conseguimos no Catar trabalhar bem isso com ele. Ele conseguia chegar sempre inteiro para o jogo. Nessa idade, se o jogador chegar cansado no jogo, não vai render.
Ele (Maicosuel) era muito novinho. Quase todos os dias trocava a cor dos olhos, cabelo diferente. Atrasava muito nos treinos. Lembro que o chamei várias vezes na minha sala e pedi para ele melhorar, ser mais profissional. Ele ouvia, mas não conseguia cumprir"
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Como é sua relação com o Fahel? Todo mundo que passa pelo clube gosta muito dele, mas ele é desgastado com a torcida.

O desgaste dele não é só dele. É de alguns jogadores que estão há muito no clube e estiveram presentes em algumas derrotas que marcaram. Na minha opinião, o Fahel joga em qualquer clube do Brasil. Não o conhecia e fiquei impressionado com a personalidade, caráter e comportamento dele. Desde que cheguei, é de enaltecer e valorizar. Se todos jogadores tivessem metade do comportamento profissional do Fahel, seria muito fácil trabalhar no futebol. Tecnicamente, acho que ele pode jogar de volante ou como quarto zagueiro. Tem tudo para ser um grande jogador nesta posição. Acho que hoje ele é muito mais um quarto zagueiro do que um volante. Não sei se isso vai acontecer mais para frente, mas eu vejo assim.

Você já esteve nesse lado da redação (Caio Jr. foi comentarista no Paraná antes de tornasse treinador), mas acabou passando para o outro lado. Fala um pouco dessa experiência como comentarista.

Acho que ainda vou voltar um dia para esse lado, porque eu gosto. Por prazer. Se um dia eu voltar, vai ser por isso. Realmente gosto. O que me levou a ser treinador foi o fato de gostar de analisar o jogo, observar. Tive um período de dois anos em rádio. Fiz mais de 300 jogos. Acho que isso me ajudou muito. Foi uma passagem ótima para eu ver que tinha a possibilidade de ser treinador. Mas eu tinha desistido. Mas o que aconteceu são coisas da vida. O professor Miranda, presidente do Paraná, resolveu, do nada, me dar a oportunidade de voltar ao clube. Foi ali que alavanquei minha carreira. Sou muito grato a ele. Se eu não tivesse essa oportunidade, certamente não teria voltado ao futebol como treinador.

caio junior  botafogo entrevista (Foto: Thales Ramos?Globoesporte.com) 
Caio Jr. durante visita à redação do Globoesporte.com (Foto: Thales Ramos/ Globoesporte.com)
Essa experiência como comentarista o ajuda na hora de lidar com a imprensa?

Bastante. É fundamental. Eu tenho uma paciência grande em relação a isso por saber como funciona, a necessidade da pergunta mais polêmica. Só quem trabalhou em rádio sabe como é difícil o dia a dia. Mas não só as experiências em rádio e televisão foram importantes. Também fui supervisor do Coritiba em 2001, durante um ano. Isso me ajudou também a entender a dificuldade de ser dirigente no Brasil, lidar nessa área. Foi um pouquinho de cada coisa, que deu uma base boa.

Passa isso para os jogadores? A forma de falar com a imprensa?

Não chego a falar diretamente. A função do assessor de imprensa é essa. Mas procuro me relacionar bem com as assessorias de imprensa dos clubes. E sempre dou alguma dica, alguma sugestão. É importante. O jogador não tem essa visão que a gente já teve.

Para terminar, você gosta de ler? Qual livro você está lendo no momento?

Leio sobre futebol. Estou lendo um livro sobre o Guardiola (técnico do Barcelona) agora. É em espanhol. Sei pouquinho de espanhol, mas estou lendo. Já li várias coisas sobre o Mourinho. No Brasil, é muito difícil você ter literatura de futebol. O que foi lançado eu já li. O Parreira lançou um livro, o Felipão também. Esse é um dos meus sonhos. O meu problema é que não lembro de escrever. Sonho em escrever dois livros. Um com objetivo técnico, sobre treinamentos, parte tática. O outro sobre histórias do futebol. Espero um dia contribuir para a literatura brasileira.

Participaram desta entrevista Gustavo Rotstein, Ivan Raupp, Marcelo Baltar, Mariana Kneipp e 
Thiago Fernandes

Assumpção, sobre Valdivia: 'Seria ótimo ter dois magos no time'

Dirigente volta a prometer reforços para o Campeonato Brasileiro: 'A torcida vai ter o time que merece'

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
mauricio assumpção presidente do botafogo (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com) 
Maurício Assumpção está confiante que clube terá
bons reforços (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)
 
O interesse em Valdivia animou os botafoguenses, mas o presidente Maurício Assumpção garante não saber de nenhuma negociação envolvendo a contratação do chileno. Isso não quer dizer, no entanto, que ela não exista. Durante a inauguração da nova loja oficial do Botafogo, o dirigente não descartou a possibilidade do departamento de futebol do clube estar buscando o acerto com o jogador. Além disso, ressaltou que o meia seria um excelente reforço.

- Se existe uma negociação, não sou eu que estou tocando. Pode ser que seja o departamento de futebol. Mas seria ótimo ter dois magos no time. E lugar para craque a gente sempre arruma – comentou Maurício Assumpção, em alusão a Valdivia e Maicosuel, que também tem o apelido de Mago.

Valdivia tem contrato de cinco anos com o Palmeiras, mas o clube paulista tem uma dívida, que precisa ser paga até agosto para manter o jogador.

Maurício Assumpção se mostrou tranquilo em relação ao elenco alvinegro para a disputa do Campeonato Brasileiro. Categoricamente, voltou a afirmar que o Botafogo terá um grande time e desafiou os que não apostam no Glorioso para a competição.

- Volto a repetir. Quem não acredita que o Botafogo vai montar um grande time vai dar com os burros n`água. A diretoria, mais uma vez, vai cumprir sua palavra. A torcida vai ter o time que merece.

A expectativa é que o Botafogo contrate quatro ou cinco jogadores para o Campeonato Brasileiro. Além de Valdivia, o clube tem interesse em Gilberto, do Cruzeiro, e Andrezinho, do Internacional. Questionado sobre a possibilidade do clube trazer algum atleta de fora do país, Assumpção revelou que podem surgir novidades nesse sentido.

- Realmente podemos ter novidade em relação a essa questão – concluiu.

Caio Jr. ansioso por reforços: 'Espero novidades nos próximos dias'

Mesmo sem citar nomes de Andrezinho e Gilberto, técnico confessa que eliminações de Inter e Cruzeiro criaram expectativa no Botafogo

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
caio junior botafogo (Foto: Jorge William/Globo) 
Caio Júnior espera por reforços no Botafogo
(Foto: Jorge William/Globo)
 
A cada dia cresce a expectativa no Botafogo pela chegada de reforços, principalmente para o meio-campo. E a eliminação de Cruzeiro e Internacional deixou o Alvinegro especialmente ansioso para receber boas notícias em breve, principalmente no que diz respeito aos sonhados reforços Gilberto e Cruzeiro. Caio Júnior não esconde a ansiedade e, embora não confirme nomes, sorri quando perguntado sobre a possibilidade.

- Espero novidades nos próximos dias. A rodada (da Libertadores) foi boa... - brincou o treinador, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

Caio Júnior também lembrou que a estratégia do Botafogo na busca por reforços e concentrar todos os seus esforços em alguns nomes até que se esgotem as possibilidades. Assim, segundo a avaliação do clube, há mais chances de sucesso nas negociações.

- Temos nomes bem específicos, não adianta falar em outros. Estamos na expectativa por definir isso. Nós temos os nomes e vamos atrás deles. No momento em que você fica com cinco ou seis jogadores, você se perde - avaliou.

Botafogo e América-MG confirmam amistoso em Juiz de Fora Alvinegro, que inicialmente pegaria o Figueirense, enfrenta mineiros no dia 14 de maio em cidade que é reduto botafoguense Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro imprimir Botafogo e América-MG confirmaram a realização de um amistoso no dia 14, às 16h, no Estádio Municipal de Juiz de Fora (MG). Será o último teste de preparação das duas equipes para o Campeonato Brasileiro, que começa uma semana depois. O local do amistoso representa uma facilidade logística para o Botafogo, já que a delegação alvinegra se deslocará de ônibus até o local no dia da partida. Além disso, a cidade é um tradicional reduto de torcedores alvinegros. Neste sábado, o Botafogo enfrenta o Firburguense, em Nova Friburgo (RJ). Parte da renda do amistoso será destinada a ajudar a reconstrução da cidade da Região Serrana, uma das mais afetadas pelas fortes chuvas de janeiro. * *

Alvinegro, que inicialmente pegaria o Figueirense, enfrenta mineiros no dia 14 de maio em cidade que é reduto botafoguense

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Botafogo e América-MG confirmaram a realização de um amistoso no dia 14, às 16h, no Estádio Municipal de Juiz de Fora (MG). Será o último teste de preparação das duas equipes para o Campeonato Brasileiro, que começa uma semana depois.

O local do amistoso representa uma facilidade logística para o Botafogo, já que a delegação alvinegra se deslocará de ônibus até o local no dia da partida. Além disso, a cidade é um tradicional reduto de torcedores alvinegros.

Neste sábado, o Botafogo enfrenta o Firburguense, em Nova Friburgo (RJ). Parte da renda do amistoso será destinada a ajudar a reconstrução da cidade da Região Serrana, uma das mais afetadas pelas fortes chuvas de janeiro.

Bota adota cautela para negociar, de olho em eliminações na Libertadores

Alvinegro decide agir com paciência para retomar as conversas com clubes e contratar reforços desejados

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro

As eliminações de Cruzeiro e Internacional da Libertadores, pelo menos em teoria, deixaram o Botafogo em situação extremamente favorável para cumprir seus dois principais objetivos em relação a contratações para o meio-campo. No entanto, para contratar Gilberto e Andrezinho, o Alvinegro sabe que, a partir de agora, necessitará de tato e, principalmente, paciência.

Antes de avançar nas conversas com as diretorias dos dois clubes, o Botafogo adotou uma postura de espera pelo reflexo das traumáticas eliminações em Cruzeiro e Internacional. Tudo porque Gilberto e Andrezinho ainda têm contrato em vigor. Além disso, suas equipes estão, neste momento, totalmente voltadas para as decisões dos Campeonatos Mineiro e Gaúcho, respectivamente. No entanto, o Alvinegro não confirma oficialmente os nomes que interessam.

Dessa forma, o Botafogo decidiu esperar, no mínimo, 24 horas para retomar as conversas, possivelmente já com uma melhor noção do panorama dos seus alvos no mercado. Enquanto isso, a diretoria alvinegra garante estar preparada para continuar convivendo com a pressão por novidades no noticiário.

Além de Gilberto e Andrezinho, o Botafogo tem como objetivos a contratação de um zagueiro e um atacante. Naldo e Reis, ambos do Cruzeiro, são as maiores possibilidades.

Procuradoria do STJD recorre de punições por confusão na Ressacada

Procuradores pretendem aumentar as penas de todos os envolvidos

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro


As punições dadas a todos os envolvidos na partida de  volta entre Avaí e Botafogo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na Ressacada, em Florianópolis, serão revistas (veja no vídeo ao lado). A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não gostou da decisão da Primeira Comissão Disciplinar, que fez o julgamento na última segunda-feira. A Procuradoria quer punição para Arévalo e Everton, do Botafogo, que foram absolvidos, e o árbitro do jogo, Ricardo Marques Ribeiro (MG), além de pena maior para todos os já punidos.

O atacante argentino Herrera pegou cinco jogos de suspensão, enquanto o uruguaio Loco Abreu ficou com uma pena de quatro jogos, e o treinador Caio Júnior foi suspenso por uma partida. O Botafogo ainda foi multado em R$ 10 mil.

No lado do Avaí, o meia Marquinhos e o volante Bruno pegaram cinco jogos de punição, e o atacante Rafael Coelho foi suspenso por quatro partidas. O Avaí também levou multa de R$ 10 mil.

TRABALHO

 por Marcelo Guimarães
Diretor Comercial e de Marketing do Botafogo de Futebol e Regatas

A presidência, as vice presidências e todas as diretorias executivas do nosso clube, que vem desenvolvendo um trabalho estratégico de fortalecimento de nossa marca, que protagonizou a contratação do Maicosuel, que conquistou o Carioca de 2010 e o inédito 6o lugar no Brasileiro na era dos pontos corridos (com vários atletas machucados), que apoiou, lançando vários produtos, o trabalho de manutenção do Loco Abreu valorizado no pós Copa, que conquistou o Campeonato Brasileiro de Pólo Aquático em 2009, que está promovendo uma reforma histórica em nossa sede náutica do Mourisco Mar, que nesse mandato, apoiou o desenvolvimento de patrocínios para: o Futebol (Neo Química, Banco Cruzeiro do Sul, Ale, Bozzano, Neo Química e Guaraviton), que trouxe o primeiro patrocínio dos nossos esportes olímpicos (Herbalife), que trouxe os primeiros patrocínios para nosso estádio (Ale, Brahma, Capemisa e Unimed), que trouxe o primeiro show internacional para a nossa arena (Paul Mccartney), que vem desenvolvendo todos os seus esportes olímpicos, que conquistou a Taça Guanabara de Juniores depois de 10 anos, que conquistou um inédito título de Campeão Brasileiro de Remo em 2010, que recuperou Marechal Hermes, que construiu e inaugurará no sábado uma mega loja oficial em nossa sede, que abriu um programa de escolinhas de futebol (Estrelas do Futuro) que conta com mais de 2.000 alunos (não tinha nenhum), que colocou todos os atuais operadores de alimentação do estádio (Bob´s, Frescatto, Funny Pops, Casa da Empada dentre outros) e que vai montar um time forte para disputar em alto nível o Brasileiro e a Sulamericana avisam a sua enorme e fiel torcida que NÃO VAI PARAR!