Oswaldo de Oliveira reforça método de simular pressão na hora do treino. Meia Elkeson evoca confiança em Jefferson e dicas do goleiro da Seleção
Jefferson defende pênalti contra o Treze e dá dura
no rival (Foto: Fernando Soutello / Agif / Ag. Estado)
no rival (Foto: Fernando Soutello / Agif / Ag. Estado)
A prática exaustiva de pênaltis não faz parte da planilha de
treinamento de Oswaldo de Oliveira. O chefe do Botafogo acredita que o
desgaste, sobretudo anterior à partida decisiva, é prejudicial ao
jogador e tem reforçado há dois meses um método que simula a situação de
jogo, atacando o lado psicológico. O aproveitamento na última
sexta-feira, segundo o meia Elkeson
e o próprio técnico, foi ótimo. A atividade só foi fechada para evitar
que Bangu soubesse onde e como cada titular de seu time vai chutar. E
também pelo "temor" de haver algum espião na imprensa.
- Prefiro que batam um só mesmo para não ficar no sol, se expondo. Se
perder, está fora. Se fizer, está dentro. Mas o princípio é o mesmo. É
bom educar naturalmente o lado psicológico. Não mudo mais isso. Se é de
domínio público, eles vão saber de mais detalhes do que já sabem. Por
isso, peço para vocês (jornalistas) não verem. Se tiver algum banguense
anotando para passar para o Cleimar (Rocha, técnico alvirrubro)...
(risos) - brincou.
Apesar de Loco Abreu ter perdido quatro pênaltis na temporada e de o
clube ter sido eliminado pelo Fluminense neste quesito, na Taça
Guanabara, a confiança segue em alta. Segundo Elkeson, ela atende pelo
nome de Jefferson.
Na primeira fase da Copa do Brasil, o Glorioso eliminou o Treze-PB
também na marca da cal, e o goleiro pegou duas cobranças, tornando-se o
herói.
- A cabeça tem que estar boa. Mas acho muito difícil perdermos depois
do que temos crescido e treinando. E além disso temos um grande goleiro,
a gente sabe que ele vai pegar pelo menos um. A tranquilidade do
Jefferson facilita para marcarmos os nossos - ressalta o camisa 9, que
pega dicas com o eventual camisa 1 da Seleção Brasileira, que já
defendeu pênalti com a amarelinha:
- No jogo passado, ele passou referências do Cavalieri (do Flu) para o
time e disse que já tinha estudado os batedores. Se houver mais coisas,
vai passar. É determinante para nosso sucesso.
A semifinal da Taça Rio acontece às 18h30m, no Engenhão.