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Oswaldo de Oliveira reforça método de simular pressão na hora do treino. Meia Elkeson evoca confiança em Jefferson e dicas do goleiro da Seleção

Por André Casado Rio de Janeiro

Jefferson defende penalti no jogo do Botafogo contra o Treze-PB (Foto: Fernando Soutello / Agif / Ag. Estado) 
Jefferson defende pênalti contra o Treze e dá dura
no rival (Foto: Fernando Soutello / Agif / Ag. Estado)
 
A prática exaustiva de pênaltis não faz parte da planilha de treinamento de Oswaldo de Oliveira. O chefe do Botafogo acredita que o desgaste, sobretudo anterior à partida decisiva, é prejudicial ao jogador e tem reforçado há dois meses um método que simula a situação de jogo, atacando o lado psicológico. O aproveitamento na última sexta-feira, segundo o meia Elkeson e o próprio técnico, foi ótimo. A atividade só foi fechada para evitar que Bangu soubesse onde e como cada titular de seu time vai chutar. E também pelo "temor" de haver algum espião na imprensa.

- Prefiro que batam um só mesmo para não ficar no sol, se expondo. Se perder, está fora. Se fizer, está dentro. Mas o princípio é o mesmo. É bom educar naturalmente o lado psicológico. Não mudo mais isso. Se é de domínio público, eles vão saber de mais detalhes do que já sabem. Por isso, peço para vocês (jornalistas) não verem. Se tiver algum banguense anotando para passar para o Cleimar (Rocha, técnico alvirrubro)... (risos) - brincou.

Apesar de Loco Abreu ter perdido quatro pênaltis na temporada e de o clube ter sido eliminado pelo Fluminense neste quesito, na Taça Guanabara, a confiança segue em alta. Segundo Elkeson, ela atende pelo nome de Jefferson. Na primeira fase da Copa do Brasil, o Glorioso eliminou o Treze-PB também na marca da cal, e o goleiro pegou duas cobranças, tornando-se o herói.

- A cabeça tem que estar boa. Mas acho muito difícil perdermos depois do que temos crescido e treinando. E além disso temos um grande goleiro, a gente sabe que ele vai pegar pelo menos um. A tranquilidade do Jefferson facilita para marcarmos os nossos - ressalta o camisa 9, que pega dicas com o eventual camisa 1 da Seleção Brasileira, que já defendeu pênalti com a amarelinha:

- No jogo passado, ele passou referências do Cavalieri (do Flu) para o time e disse que já tinha estudado os batedores. Se houver mais coisas, vai passar. É determinante para nosso sucesso.
A semifinal da Taça Rio acontece às 18h30m, no Engenhão.