Mesmo sem Loco, Botafogo insiste e levanta 27 bolas na área do Guarani
Para se classificar, alvinegros priorizam jogo aéreo, mas só cabeceiam seis vezes. Com 12 tentativas, meia Andrezinho é quem mais busca a jogada
Contra o Guarani, na noite desta quarta-feira, Loco Abreu ficou o jogo inteiro no banco de reservas durante o empate por 0 a 0 , pela partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil. Mas quem olhasse sem muita atenção poderia não reparar sua ausência. Isso porque, mesmo sem o uruguaio, conhecido pela eficiência no jogo aéreo, o Botafogo abusou das bolas alçadas na área do Bugre: ao todo, foram 27 cruzamentos, e só seis resultaram em cabeceios.
Quem mais executou a jogada foi o meia Andrezinho, com 12 lançamentos. Fellype Gabriel concluiu uma vez na trave. O recurso também foi bem explorado pelo time de Campinas, que levantou 14 bolas, mas só conseguiu quatro arremates certeiros.
Sobre o assunto, o técnico Oswaldo de Oliveira argumentou da seguinte maneira:
- Com a jogada aérea, cabeceamos uma na trave e tivemos outras chances. Não é um contrassenso. Com o Loco, não conseguimos vencer algumas vezes, nem fazer gols pelo alto. Não é a única particularidade do Loco e nem é algo só dele. Revi os nossos gols no ano nesta quarta e houve alguns com passe dele, muitos por baixo também.
Apesar da igualdade no placar, o Alvinegro levou vantagem nos números do duelo: ligeiramente, teve mais posse de bola, com 51% contra 49%, finalizou 15 vezes, seis a mais que o adversário (ainda que oito delas para fora), e roubou 13 bolas contra seis do time de Campinas. O Guarani abusou no número de faltas: ao todo, foram 29 infrações, contra 11 do Botafogo.
O Bugre só levou a melhor nos passes: errou 19 contra 25 dos anfitriões. Mas o aproveitamento de ambos foi igual: 87%. Aquele que mais fracassou no quesito pela equipe alvinegra foi Márcio Azevedo - que fez bom primeiro tempo -, com cinco equívocos, enquanto o zagueiro Neto e o atacante Fabinho, com três falhas, tiveram os piores números do Guarani.