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Médico compreende altos e baixos de Jobson e minimiza caso disciplinar

Psicanalista Roberto Hallal reforça que inserção social do atacante é ponto fundamental e que episódio poderia acontecer neste momento de transição

Por André Casado Rio de Janeiro

Uma das pessoas mais próximas a Jobson nos últimos quatro meses, o psicanalista Roberto Hallal não recebeu com espanto ou decepção o caso de indisciplina do atacante, na última sexta-feira, em discussão com o fisiologista Altamiro Bottino. De acordo com o profissional, que encontra com seu paciente de duas a três vezes por semana, a transição momentânea pela qual passa o jogador, dentro de uma nova inserção social, pode vir a causar este tipo de altos e baixos.

O trabalho desenvolvido, portanto, não sofreu retrocessos, assegura Hallal.

- Retomamos tudo normalmente. Sempre pode haver problemas, como em todos os casos, são altos e baixos. É uma questão que o departamento de futebol do Botafogo está cuidando, e o Jobson entende isso. Está superado, acho até que é uma tempestade em um copo d´água tudo o que vem sendo falado. A integração e a inserção social dele seguem no caminho correto, positivamente. Todos que o acompanham são testemunhas disso - afirmou o médico.

Jobson com o médico Roberto Halla (Foto: Thales Soares / globoesporte.com) 
 
Jobson com médico Roberto Hallal, em coletiva no início de março (Foto: Thales Soares/Globoesporte.com)
 
Na última quarta-feira, ambos almoçaram juntos em um restaurante ao lado da sede de General Severiano. O encontro teve, inclusive, a presença dos filhos de Roberto Hallal.

- Não é comum estarmos fechados em um consultório. Faz parte do estilo de tratamento acadêmico estarmos em situações do cotidiano. Até porque, por diversos compromissos, não posso acompanhá-lo em viagens e concentrações do clube - ressaltou o psicanalista, que, respeitando a confidencialidade, não dá detalhes sobre o comportamento de Jobson após o caso.

- Meu intuito é ajudá-lo a ser um homem feliz. Que ele possa fazer de seu retorno ao futebol algo positivo. 

Não estou preocupado com o desempenho, com gols. O atleta pode fazer sucesso e ser totalmente inadequado fora do campo. Estamos cheios de exemplos. Se ele estiver satisfeito com o que está construindo, aí sim teremos êxito - ponderou.

Em tratamento de uma leve lesão no glúteo, o atacante só deverá estar em condições de jogo novamente em dez dias. Até lá, sua trajetória será avaliada especialmente pelo gerente de futebol, Anderson Barros, que terá outra reunião após a recuperação para concretizar a reintegração do xodó da torcida ao trabalho com o elenco.