Folha salarial alvirrubra é cerca de doze vezes menor do que a alvinegra, mas respeito à campanha do rival da semifinal da Taça Rio é a ordem
Ídolo e integrante de sua seleção, Loco é um dos
mais bem pagos (Foto: André Casado / GE.COM)
mais bem pagos (Foto: André Casado / GE.COM)
Se no passado os duelos jamais eram desequilibrados e, hoje, o Bangu
fez campanha semelhante à do Botafogo na Taça Rio, ao menos no orçamento
e na estrutura a discrepância ainda é clara. Longe dos holofotes há
mais de vinte anos, o time alvirrubro se mantém com folha salarial de
cerca de R$ 150 mil (considerando elenco e comissão técnica), enquanto o
Glorioso ostenta quase R$ 2 milhões de gastos com os mesmos
profissionais - e é a menor entre os quatro grandes. Por isso, a
preocupação com o clima de oba-oba que se aproximou do Engenhão após a
definição das semifinais, que começam neste sábado. O técnico Oswaldo de
Oliveira confia na humildade de seus comandados.
- A diferença de orçamento existe e sempre vai existir. Mas isso não
quer dizer muito no campo. Atualmente, principalmente quando uma equipe
favorita tem pela frente num jogo decisivo um Bangu, Nova Iguaçu,
Madureira, Resende, seja qual for, as dificuldades aumentam. Não vejo
novidade nisso, os atletas estão acostumados. Nosso time não vai entrar
de salto alto. Estão conscientes do que vão fazer, sabem que sem
humildade não se chega a lugar nenhum - disse.
Os seis pequenos patrocinadores do Bangu se juntam à cota de TV para
quitar hotéis, viagens, locações, equipamentos, funcionários e
manutenção com estádio e sede. Almir, contratado para comandar a reação,
ganha R$ 20 mil, valor menor que qualquer titular do outro lado. Já o
Botafogo conta com sua própria concentração, é pioneiro em tecnologia
para diversas áreas, não costuma atrasar salários nesta gestão e tem
duas opções de treinamento de muito bom nível. Além de pagar mais de R$
100 mil para pelo menos cinco jogadores, entre eles Loco Abreu.
Contratado em março, Almir é o salário mais alto do Bangu (Foto: Gabriel Fricke / Globoesporte.com)
Para Oswaldo, o adversário se impôs no returno e só se motivou com as
dificuldades encontradas. A parte financeira não deve ser levada em
conta sob nenhum aspecto.
- O Bangu preocupa pelo crescimento que teve, contratou novos
jogadores, que venceram quase todas, teve troca de treinador. Jogou de
forma compacta e competitiva com o Cleimar (Rocha) e sem levar em
consideração o cifrão e a relação financeira que há entre as equipes.
Foi muito legal, porque era um time desacreditado e subitamente virou o
jogo. Um exemplo que não acontece sempre. Sentimos a força deles no
empate (1 a 1, gols de Cidinho e Almir) da Taça Rio. Inclusive, me
dirigi ao Cleimar e dei parabéns pela progressão do time - afirmou.
Não há, no entanto, um parâmetro entre as partidas. Primeiro porque a
anterior foi disputada em Moça Bonita, onde o campo é menor e as
condições não são as ideais. E também em virtude dos desfalques do
Botafogo, que mexeu muito no time.
- Não jogaram Marcelo Mattos, Elkeson, Fellype Gabriel... Então,
tivemos mudanças, o Bangu, não. Aquela equipe recém havia estreado e
evoluiu. E é muito difícil de ser batida.