
'Devoto' do Rio, Victor Simões quer brilhar no seu primeiro Carioca para valer
Após seis anos afastado da cidade, atacante comemora retorno ao lugar onde nasceu e relembra as origens
Gustavo Rotstein Niterói, RJ
Cezar Loureiro/O Globo
Victor Simões sonha com título no seu primeiro Carioca 'à vera'
No braço esquerdo, Victor Simões exibe uma tatuagem escrita “Sta. Carolina”, em homenagem à filha. No direito está a imagem de um anjo. Mas a devoção do atacante é de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Após seis anos afastado da cidade defendendo clubes de outros estados do Brasil e do exterior, o atacante comemora o retorno à sua cidade natal e espera brilhar no Campeonato Carioca com a camisa do Botafogo.
O atacante, aliás, disputou a competição apenas uma vez, quando iniciava a carreira de profissional no Flamengo, e, mesmo assim, num ano em que ela foi desprezada pela maioria dos participantes. Agora, ele sabe que o momento é ideal para construir a fama no local onde nasceu e do qual tanto se orgulha.
- Sou devoto do Rio de Janeiro, sou nascido e criado na favela da Rocinha, onde vivi até os 20 anos. Disputei apenas o Carioca de 2002, que naquele ano ficou conhecido como Caixão e não teve repercussão. Minha ansiedade é grande, pois sei o reconhecimento que posso ter se for bem. E ficarei ainda mais feliz se for campeão - disse.
Depois que deixou o Flamengo, em 2003, Victor Simões passou por Tombense (MG), Germinal Beerschot e Club Brugge, ambos da Bélgica, Figueirense e Chunnam Dragons, da Coréia do Sul.
Apelidado pelos amigos com nomes que variam de Pitbull a Lagosta, Victor Simões se destaca pelo porte físico, mas lembra que no local em que foi criado, venceu pela força de vontade.
- Na Rocinha, aprendi muitas coisas boas e ruins. Felizmente optei pelo melhor caminho - afirmou ele, que ganhou corpo depois de ser submetido a um programa de fortalecimento muscular no Flamengo.
Artilheiro da Copa do Brasil de 2007 pelo Figueirense, ao lado do então botafoguense André Lima, Victor Simões promete que fará o máximo para chegar perto do bom aproveitamento que teve com a camisa do time catarinense, pelo qual afirma ter marcado 22 gols em seis meses.
- A minha canhota com certeza vai funcionar.