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Após polêmica, Jefferson retorna ao gol e disputa enquete de defesaça

Além do goleiro do Botafogo e da Seleção, os goleiros Victor, do Atlético-MG; Danilo, da Chape; Aranha, do Santos e Wilson, do Vitória também duelam

Por Rio de Janeiro


VÍDEO


O goleiro Jefferson alegou cansaço para não atuar na quinta-feira, quando o Botafogo foi goleado pelo Santos por 5 a 0, pela Copa do Brasil. O fato gerou um desentendimento público entre o goleiro e o diretor do clube, Wilson Gottardo. No empate do Alvinegro contra o Sport, por 1 a 1, o arqueiro foi a campo e fez grandes defesas. Uma delas concorre na enquete do "É Gol!!!", que também tem os goleiros Victor, do Atlético-MG; Danilo, da Chapecoense; Aranha, do Santos e Wilson, do Vitória (assista ao vídeo).
O primeiro candidato é o goleiro Victor, do Atlético-MG. Ele fez três defesas na mesma jogada, aos 26 do segundo tempo, pouco antes de Douglas Santos marcar o gol da vitória do Atlético-MG sobre a Chapecoense. Camilo cobrou falta, Bruno Rangel cabeceou e Victor pulou para o canto e espalmou. Na sequência, a bola ficou viva na grande área e o goleiro tirou com soco. A Chapecoense ainda teve a terceira tentativa no lance, de cabeça, e Victor ficou com a bola de forma de vez.

No mesmo jogo, só que aos 42 do segundo tempo, o goleiro Danilo, da Chape, também mostrou trabalho. No lance, Marcos Rocha ficou cara a cara com o arqueiro e tocou para trás. Dátolo dominou e tentou o chute, mas foi travado, permaneceu com a bola, limpou a jogada. De repente viu Danilo crescer na sua frente e se jogar para fazer a defesa.

Diego Souza X Jefferson, Botafogo X Sport (Foto: Fernando Soutello / Agência estado)

Diego Souza tenta marcar, mas para em Jefferson duas vezes (Foto: Fernando Soutello / Agência estado)

O Botafogo levou o jogo contra o Sport para Volta Redonda e ficou no empate por 1 a 1. Jefferson, que se envolveu em polêmica com o diretor Wilson Gottardo por não ter atuado pelo clube logo após o amistoso da Seleção, fez grandes defesas na partida e uma delas entrou para a enquete. Após troca de passes na intermediária, aos 37 do primeiro tempo, quando os pernambucanos venciam por 1 a 0, a bola foi alçada para a área e encontrou Diego Souza livre dentro da área, que pegou de primeira, com muito estilo. Jefferson caiu no canto para fazer bela defesa. O meia ainda pegou o rebote e tentou o cruzamento, mas o goleiro segurou a bola com a mão direita.

O Santos conseguiu construir uma boa vantagem no placar para despachar o Palmeiras por 3 a 1, no clássico disputado no Morumbi. No entanto, aos 46 do segundo tempo, Mouche tentou diminuir a diferença. O jogador aproveitou um rebote e tentou surpreender o arqueiro com um chute de longe. Aranha se esticou todo para fazer uma defesa fantástica e evitar o que seria um golaço.

Após fazer um gol contra na derrota por 3 a 0 para o Flamengo, desta vez o zagueiro Dedé marcou para o lado certo e garantiu a vitória cruzeirense por 1 a 0, sobre o Vitória. O gol aconteceu aos 38 do segundo tempo. Muito antes, aos 20 do primeiro, Alisson havia tentado abrir o placar. Após cruzamento para Marcelo Moreno, que dominou e fez o passe de pivô, o meia soltou uma bomba que foi espalmada por Wilson, que mostrou muito reflexo de mão trocada e jogou a bola para escanteio.

Sheik, Julio César e Ramírez serão julgados pelo Pleno do STJD

Ex-alvinegros e peruano podem ter suas penas impostas em primeira instância aumentadas em sessão especial do Tribunal

Por Rio de Janeiro
Coletiva Emerson Sheik, Edílson, Bolívar e Julio Cesar (Foto: André Durão)Fora do Botafogo, Emerson pode ter pena aumentada para 18 jogos de suspensão
(Foto: André Durão)

Demitidos do Botafogo, Emerson e Julio César serão julgados novamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quarta-feira. Ao lado de Ramírez, os dois terão suas expulsões na derrota do Botafogo por 3 a 2 para o Bahia analisadas pelo Pleno do Tribunal, que entrou com recurso das punições em primeira instância.


Na sessão do dia 29 de setembro, Sheik pegou quatro jogos de suspensão por ofensas ao árbitro Igor Junio Benevenuto, mas foi absolvido das críticas que fez à CBF - se dirigiu a uma câmera e disse que a entidade era “uma vergonha”. No Pleno, o ex-atacante do Botafogo ainda pode receber 18 jogos de suspensão.


Julio Cesar também pegou quatro jogos por ofensas à arbitragem na mesma partida. Já Ramírez, outro expulso no jogo com o Tricolor baiano, foi punido com uma partida de suspensão por ato hostil. Mas como já cumpriu a automática, ficou liberado para jogar. Os dois atletas podem pegar até seis jogos de suspensão.

A sessão do Pleno do STJD nesta quarta-feira será realizada durante a Conferência Nacional dos Advogados, promovida pelo Conselho Federal da OAB, no Rio Centro. O julgamento será aberto ao público. 

Passos de Jobson: empenho, cansaço e cara amarrada na saída de campo

Atacante se esforça muito no empate por 1 a 1 com o Sport, mas  não consegue conduzir o Botafogo à vitória em Volta Redonda

Por Volta Redonda, RJ
No céu carregado do Botafogo, Jobson foi comparado a uma estrela em dia de chuva por Vagner Mancini. Era esse o efeito da reestreia do atacante sobre o time que o treinador esperava. De fato a volta do camisa 10 mexeu com o grupo e com os torcedores, trouxe empolgação, mas ainda não bastou para clarear o ambiente alvinegro. No empate por 1 a 1 com o Sport, neste domingo, em Volta Redonda, Jobson não passou de um jogador esforçado.

O anúncio da escalação da equipe mostrou o quanto os botafoguenses aguardavam o reencontro. Quando o nome de Jobson apareceu no telão, foi o mais aplaudido. Na entrada do time, o camisa 10 foi o segundo da fila, logo atrás do capitão Jefferson. O cabelo descolorido, quase branco, realçou ainda mais o retorno. A última vez em campo, ainda na Arábia Saudita, havia sido em maio. 

- Acabou o caô, o Jobson voltou, o Jobson voltou! - cantavam os alvinegros.

No gramado, muita transpiração. Jobson correu de um lado a outro, não guardou posição e pediu bola. Uma, duas, três. Muitas vezes. E reclamou outras tantas por não ser acionado. Sua melhor jogada no primeiro tempo foi um cruzamento rasteiro pela direita, aos 32, mas ninguém alcançou na área.
Mosaico Jobson Botafogo (Foto: Editoria de arte)

Jobson vestiu a camisa 10 do Botafogo em sua reestreia em Volta Redonda (Foto: Editoria de arte)


Para tornar tudo mais difícil, ele viu Diego Souza abrir o placar para o Leão depois de superar a marcação de Matheus e Dankler. Se Jobson era aplaudido, a dupla de zaga passou a ser vaiada a cada toque na bola. E a missão do time e do atacante ficava mais difícil para o segundo tempo.

- Estou sentindo um pouco (o cansaço). Falta ritmo de jogo, mas ainda assim estou me movimentado para pegar forma física e jogar melhor. Nosso time tem que ter calma na frente para tabelar e chegar. Consigo (jogar mais 45 minutos) – disse, esbaforido, na saída para o intervalo.

Daqui ninguém me tira

Em nenhum momento Jobson se escondeu. Ainda que faltasse tempo de bola ou precisão nos dribles – arriscou uma pedalada -, vira e mexe tentava jogadas agudas, na direção do gol, e fazia com que os zagueiros adversários corressem muito para pará-lo. E quase sempre o fizeram. Em pelo menos três lances, Jobson pediu pênalti. Se jogou em dois. Um terceiro deixou dúvidas, mas nada que fosse gritante.
Os números de Jobson no retorno:

Finalização: 1
Faltas sofridas: 2
Faltas cometidas: 2
Passes certos: 14
Passes errados: 2
Desarme: 1
Impedimento: 1
Jogadas pelo fundo: 3

Escalado para tentar dar força ofensiva ao Botafogo, o jogador também teve de ajudar a defesa. No início do segundo tempo, voltou até a grande área de Jefferson para desarmar o adversário. Pouco depois, um chute de longe não levou muito perigo. Ainda bem que Wallyson conseguiu empatar em cobrança de falta.


A previsão era de que Jobson ficasse em campo por cerca de 70 minutos. Aos 28 do segundo tempo, o técnico Vagner Mancini o consultou sobre sua condição física, e a resposta foi firme: “Vou jogar até o fim”. Mas o cansaço pesou. Pouco a pouco, caminhou mais do que correu, colocou as mãos na cintura e buscou ar para dar os últimos piques na tentativa da virada. Não deu.  

Na saída do gramado, Jobson parecia irritado. Cabisbaixo, não falou com os jornalistas. Passou pelas câmeras e microfones em silêncio e com expressão fechada. Talvez pelo resultado, talvez pelo desempenho individual. Mas Mancini gostou.

- Fiquei muito satisfeito com a atuação do Jobson, não em termos técnicos, mas pela disposição, vontade de jogar. Chamei aos 28 do segundo tempo, ele pediu para ficar em campo. Esse tipo de disposição, de argumento, é o que estamos precisando – afirmou o treinador.

Jobson voltou a jogar num cenário complexo do Botafogo. Time na zona de rebaixamento, crise profunda e desgaste por todos os lados. Além de ser estrela em dia de chuva, terá de tentar fazer chover..

Mancini pede paz no Bota e minimiza invasão de torcedores: "Energia"

Na véspera do jogo contra o Sport, técnico e jogadores tiveram contato tenso com membros de organizadas no Engenhão: "Não está fácil"

Por Volta Redonda, RJ

Wagner Mancini quer paz. Dentro e fora do Botafogo. Neste domingo, além de analisar o empate por 1 a 1 com o Sport, em Volta Redonda, que deixou o time em 17º lugar, a primeira posição da zona de rebaixamento do Brasileirão, o técnico alvinegro dedicou boa parte de sua entrevista para comentar o episódio da invasão dos torcedores ao treino da equipe na véspera da partida.

Um grupo de aproximadamente 20 torcedores aproveitou uma porta aberta na ala Norte do Engenhão para entrar no estádio. O objetivo era falar com o presidente Mauricio Assumpção e com o gerente Wilson Gottardo. Porém, a dupla no momento estava em outro lugar do complexo em conversa com o goleiro Jefferson. Restou aos alvinegros, então, falar, em tom de cobrança, com os atletas.

Por pouco o encontro com os jogadores não terminou em pancadaria. Um vídeo feito por um dos presentes mostra que o clima esquentou, houve muita discussão e xingamentos na sala de imprensa.

Vagner Mancini, Botafogo X Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Vagner Mancini comanda o Botafogo no empate por 1 a 1 diante do Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)

- O que mostra o vídeo é uma confusão entre eles. O torcedor acabou falando o que não devia, na mesma hora foi repreendido pela turma dele. Ninguém entrou na confusão. É necessário dizer isso também. Como eles entraram no Botafogo, não posso dizer. Lógico que não é o ideal, mas foram lá dar um voto de confiança. A forma que entraram eu não posso dizer, mas tenho que falar a verdade. Foram lá para apoiar. O Engenhão é muito grande. Às vezes, é incontrolável, é difícil fechar tudo. Felizmente entraram para dar apoio, ou seria uma catástrofe - disse Mancini.  


O trecho gravado e que se tornou público, no entanto, mostra que em determinado momento o meia Carlos Alberto foi interpelado. Ele não gostou e retrucou: "Não vem dar ideia errada pra mim", disse o jogador, que ouviu um "você cala a boca" de resposta. Nesse momento quase foi iniciada uma briga generalizada. Membros da comissão técnica e seguranças do Alvinegro evitaram o pior.


Torcedores invadem Engenhão (Foto: Vicente Seda)Torcedores deixam o Engenhão após a invasão ao treino do último sábado(Foto: Vicente Seda)


- Saiu uma ou outra confusão, cada um tem uma maneira de dizer, diferente de aceitar. Houve um ou outro atrito, mas foram para nos apoiar, dizer que estão com a comissão e com os atletas, que vão lutar até o fim. Nós estamos precisando de ajuda, é um momento marcante na vida de todos nós – afirmou o treinador. 
Apesar do momento de tensão para ele e os jogadores, o treinador alvinegro, que já viveu esse tipo de episódio como jogador e treinador em outras equipes, disse que o caso mexeu com o grupo até de maneira positiva.  


- Mexe de um lado, gera um pouco de estresse, o que também é bom. Não podemos viver essa situação numa zona de conforto, desde que saiba assimilar e possa ter energia. A entrada dos torcedores gerou até energia. A gente não espera todo dia e não pode aceitar. O torcedor quer que o tormento acabe, nós somos profissionais. Não é do dia para a noite que o Botafogo vai sair dessa situação. Chegamos a último lugar e estamos em 17º. A equipe evoluiu em termos de pontos.


Mancini pede paz
A última semana foi muito conturbada no Botafogo. Além da situação complicada no Campeonato Brasileiro, o time foi eliminado na Copa do Brasil pelo Santos com uma goleada de 5 a 0 no Pacaembu. Também durante a semana, Bolívar, Edilson, Emerson Sheik e Julio Cesar, recentemente demitidos, concederam uma entrevista coletiva e criticaram o presidente. Jefferson foi outro a entrar em conflito com a diretoria. Por não ter se apresentado em São Paulo para a partida contra os paulistas, depois de defender a Seleção em amistosos, houve divergência entre o goleiro e o gerente de futebol Wilson Gottardo.


- Eu espero que esse último episódio tenha sido realmente o último. A gente não pode admitir que mais nada aconteça. Tive um papo com atletas e integrantes do departamento de futebol do Botafogo para que o dia a dia fique melhor. A gente está remendando em alguns momentos, de repente tem que entrar em campo, tem rendimento, é cobrado. Não é desculpa, mas não está fácil desempenhar o trabalho com o dia a dia que estamos tendo. Peço a todos que nos ajudem, é a hora de o botafoguense enxergar que estamos precisando de ajuda.


Com 30 pontos, o Botafogo abre a zona de rebaixamento. O Alvinegro volta a jogar na quarta-feira, contra o Coritiba, às 21h (de Brasília), no Couto Pereira. 

Atuações: Jefferson salva o Botafogo contra o Sport do perigoso D. Souza

Goleiro alvinegro volta com muita segurança e evita o segundo gol de Diego Souza na partida, quando o time pernambucano liderava o placar no fim do primeiro tempo

Por Rio de Janeiro, RJ
Header_Botafogo_690 (Foto: ArteEsporte)


JEFFERSON - GOLEIRO

Não teve no culpa no gol, fez pelo menos mais uma grande defesa e liderou bem orientando a zaga.
Nota: 7,5

RÉGIS - LATERAL-DIREITO
No primeiro tempo ainda tentou chegar ao ataque. No segundo tempo só apareceu quando se machucou e precisou ser substituído.
Nota: 4,5

ANDREAZZI - VOLANTE
Entrou improvisado na lateral-direita e teve que segurar Zé Mário, que entrou para jogar pelo seu lado. Não comprometeu.
Nota: 5,0


DANKLER - ZAGUEIRO
Falhou feio no gol de Diego Souza e transmitiu insegurança aos companheiros.
Nota: 4

MATHEUS MENEZES - ZAGUEIRO
Antes de Dankler, também falhou no gol ao perder a disputa com Diego Souza. Tentou simplificar, mas está inseguro.
Nota: 4

JUNIOR CESAR - LATERAL-ESQUERDO
É esforçado, não dá para negar. Mas não cconseguiu acertar um cruzamento e ainda deixou espaços atrás.
Nota: 4,5


AÍRTON - VOLANTE
A limitação técnica está prejudicando o time. Por vezes tenta ajudar na saída de bola, mas acaba atrasando o time. Errou muitos passes.
Nota: 4,5


ZEBALLOS - ATACANTE
Pareceu meio perdido taticamente quando entrou. Ficou muito adiantado, mesmo quando a bola não chegava. Na única oportunidade que teve de criar algo, errou o passe.
Nota: 4,5


GABRIEL - VOLANTE
A vontade de ajudar mais uma vez estava presente, mas tecnicamente não ajudou muito. Tentou sair em velocidade, mas não criou nada.
Nota: 5,0


LUIZ RAMÍREZ - MEIA
Único armador do time, acabou sobrecarregado. Na maioria das vezes jogou para frente na direção do gol, mas precisa de ajuda.
Nota: 5,5


ROGÉRIO - ATACANTE
Muita correria e pouca criação. Finalizou apenas uma vez e errou quatro passes. Ainda tentou cavar um pênalti de forma bizonha.
Nota: 4,0


MURILO - ATACANTE
Depois que entrou não foi mais visto em campo.
Nota: 4,5


JOBSON - ATACANTE
Claramente sentiu a falta de ritmo, como ele mesmo disse. Mas em nenhum momento se escondeu e sempre tentava as jogadas para frente, levando correria para a defesa do Sport
Nota: 6,0


WALLYSON - ATACANTE
Perdeu uma chance claríssima no começo do jogo e finalizou muito mal algumas vezes, mas conseguiu o gol que garantiu um ponto ao Alvinegro.
Nota: 7,0

Header_materia_SPORT_02 (Foto: Infoesporte)



MAGRÃO - GOLEIRO
Durante os 90 minutos, Magrão praticamente não foi incomodado pelo ataque do Botafogo. No entanto, pecou na cobrança de falta de Wallyson, que deu o empate ao Botafogo.
Nota: 5,0


PATRIC - LATERAL-DIREITO
Bem nas jogadas ofensivas, o lateral do Sport ficou devendo no sistema defensivo. Dando muitos espaços, Patric não repetiu as boas atuações que vinha tendo com a camisa do Leão. Ainda deu azar ao abrir espaço na barreira, que originou o gol do Botafogo.
Nota: 5,5


WENDEL - ZAGUEIRO
Sem medo de dar chutão. Foi assim que Wendel conseguiu mostrar segurança, mesmo sendo improvisado como zagueiro. Mas a falta de intimidade com a função foi castigada na segunda etapa, quando cometeu falta em Wallyson, que deu origem ao gol alvinegro.
Nota: 5,5


HENRIQUE MATTOS – ZAGUEIRO
Vacilou em alguns lances no primeiro tempo, mas não comprometeu na maior parte do jogo. Principalmente pela falta de eficiência do adversário.
Nota: 5,5


RENÊ - LATERAL-ESQUERDO
Praticamente a antítese de Patric. Bem no sistema defensivo, Renê mal apareceu no ataque. No entanto, levou a melhor contra os atacantes do Botafogo, que tentavam usar o contra-ataque como arma.
Nota:6,0


RONALDO - VOLANTE
Bem na marcação, Ronaldo também conseguiu dar ritmo ao meio de campo leonino.
Nota: 6,0


RODRIGO MANCHA - VOLANTE
Após cinco meses sem jogar, por conta de uma lesão na coxa, Rodrigo Mancha deu segurança ao sistema defensivo do Sport. Apesar da falta de ritmo de jogo, o atleta provou que merece ser titular absoluto do time. Cansado, acabou sendo substituído.
Nota: 7,0


RITHELY – VOLANTE
Sem a mesma força na marcação que Rodrigo Mancha, Rithey não conseguiu manter o mesmo ritmo do companheiro. Embora tenha melhorado a qualidade de passe, o atleta abriu espaços no meio de campo rubro-negro.
Nota: 5,5


IBSON - MEIA
Jogando mais avançado do que de costume, Ibson conseguiu dar ritmo ao ataque leonino. Principalmente na primeira etapa. No segundo tempo, cansou e acabou sendo substituído por Zé Mário.
Nota - 6,0


ZÉ MÁRIO - MEIA
Atuou pouco mais do que 10 minutos. Tempo suficiente para errar mais de quatro passes e desperdiçar duas boas jogadas de ataque.
Nota: 4,0


DIEGO SOUZA - ATACANTE
Responsável por comandar o sistema ofensivo do Leão, Diego Souza não decepcionou. Com boas arrancadas e usando a força física, o camisa 87 deu trabalho aos zagueiros do Botafogo e marcou o gol que deu a vitória ao Leão.
Nota: 7,5


ANANIAS - ATACANTE
Apagado. Nas poucas jogadas que tentou no ataque, se atrapalhou com a bola.
Nota:5,5


FELIPE AZEVEDO - ATACANTE
Praticamente invisível no ataque, Felipe Azevedo se esforçou para ajudar o sistema defensivo. No entanto, não conseguiu agradar na função e acabou sendo substituído por Érico Júnior.
Notas: 4,5


ÉRICO JÚNIOR - ATACANTE
Péssima atuação de Érico Júnior. Entrou com o objetivo de dar velocidade ao ataque do Sport, mas exagerou nos passes errados. Entrou livre na área alvinegra, aos 26 minutos, mas errou feio.
Nota: 4,0

Confira resultados das Séries A, C e D do Campeonato Brasileiro, e estaduais

Líder Cruzeiro arranca triunfo suado sobre o Vitória, na Bahia. Altético-PR vira sobre Flamengo e se afasta do rebaixamento. Coxa perde de 4 a 0 e permanece na lanterna

Por Rio de janeiro
Campeonato Brasileiro Série A (29ª rodada)
Palmeiras 1 x 3 Santos
Internacional 1 x 2 Corinthians
Atlético-PR 2 x 1 Flamengo
Figueirense 4 x 0 Coritiba
Botafogo 1 x 1 Sport
Vitória 0 x 1 Cruzeiro


Campeonato Brasileiro Série C (Quartas de final - jogos de ida)                                
Salgueiro 0 x 1 Mogi Mirim
Campeonato Brasileiro Série D (Quartas de final - jogos de volta)
Brasiliense 2 x 1 Brasil de Pelotas* (ida: 1 x 2)
Londrina* 0 x 0 Anapolina (ida: 2 x 0)
Confiança* 0 x 0 Jacuipense (ida: 2 x 0)
Tombense* 2 x 0 Moto Club (ida: 2 x 2)


*Brasil de Pelotas (que ganhou nos pênaltis do Brasiliense por 4 x 3), Londrina, Confiança e Tombense passam para a semifinal.


Campeonato Paulista Segunda Divisão (Quarta fase - 6ª e última rodada)


Atibaia* 5 x 2 Taboão da Serra
Barretos* 1 x 0 Portuguesa Santista
Primavera-SP* 1 x 0 Grêmio Prudente
Olímpia-SP 1 x 1 Nacional-SP*


*Atibaia, Nacional-SP, Barretos e Primavera foram os quatro mais bem classificados, garantindo uma vaga na Série A3 de 2015. Como Atibaia e Nacional-SP foram os melhores dos seus grupos, eles jogam a final para decidir o título do Campeonato Paulista Segunda Divisão.


Copa Paulista (Segunda fase - 6ª e última rodada)
Santo André* 2 x 1 Batatais
RB Brasil 1 x 3 Rio Branco-SP*
Comercial-SP 0 x 2 Inter de Limeira*
São Bento* 2 x 0 São José-SP


*Além de Botafogo-SP, XV de Piracicaba, Votuporanguense e Independente-SP, que jogaram neste sábado, Rio Branco-SP, Santo André, Inter de Limeira e São Bento se classificam para as quartas de final. 


Campeonato Catarinense Segunda Divisão (Segundo turno - 9ª e última rodada)
Hercílio Luz 2 x 2 Concórdia*
Porto-SC 1 x 4 Tubarão
Canoinhas 0 x 3 Guarani de Palhoça*


*Inter de Lages, Camboriú, Guarani de Palhoça e Concórdia se classificam para o quadrangular.

"Faltou um pouquinho de futebol", diz Mancini sobre empate com o Sport

Técnico crê que um armador de origem ajudaria o time a conseguir melhor resultado

Por Volta Redonda, RJ
 

Um pouco mais de futebol. Para o técnico Vagner Mancini, foi isso que faltou ao Botafogo na noite deste domingo, no Raulino de Oliveira. Segundo o comandante alvinegro, um armador poderia ter contribuído para um melhor resultado da sua equipe. O empate por 1 a 1 com o Sport, no Raulino de Oliveira, porém, ajudou o time a conseguir ficar dois jogos sem perder no Brasileirão - havia vencido o Corinthians por 1 a 0 na rodada anterior -, o que de certa forma alivia a pressão e deixa o Alvinegro a apenas a um ponto do Vitória, o primeiro fora do Z-4.

- O objetivo era chegar aos três pontos, o que nos daria a chance de sair da zona. A gente lutou muito em campo, os atletas se desgastaram de uma forma vistosa, mas faltou um pouquinho de futebol. Faltou um armador de origem no primeiro tempo. Na segunda etapa, a equipe foi para frente, chegou ao empate, criou oportunidades. Não estamos satisfeitos, mas agregado ao jogo do Corinthians, temos de pensar dessa forma. De seis pontos, fizemos quatro. Não perdemos. A sequência de derrotas chateava. Temos de pensar em Coritiba e Flamengo para pontuar e sair lá da parte de baixo - disse Vagner Mancini.

Com 30 pontos e em 17º, o Botafogo volta a campo na quarta-feira para encarar o Coritiba, lanterna do Campeonato Brasileiro. O jogo acontece às 21h.

Confira a íntegra da entrevista de Vágner Mancini:

Resgate da confiança
O fato como a equipe jogou o segundo tempo, falamos no intervalo, (os jogadores) voltaram de uma forma diferente. Na segunda etapa, pressionou, chutou mais, embora tenha mexido na equipe, abri o meio-campo. A equipe sai fortalecida pelo segundo tempo. A gente esperava vencer o Sport hoje. O ponto somado, a reação da equipe no jogo, nos fortalece para quarta-feira. Vivemos muitas coisas entre o jogo do Santos e hoje. Tivemos de desligar a chave emocional, isso tem um preço. Vi nossa equipe dar o controle do jogo ao Sport em alguns momentos. O que ouvi no fim do jogo é que a caminhada para sair da parte de baixo está no início, mas está ocorrendo.

Jobson
Fiquei muito satisfeito com a atuação do Jobson, não em termos técnicos, mas pela disposição, vontade de jogar. Chamei aos 28 do segundo tempo, ele pediu para ficar em campo. Esse tipo de disposição, de argumento, é o que estamos precisando. Diante do que foi visto na partida, muitos erros de ordem tática, sobrou vontade. Estamos tentando compensar na vontade. Se o Sport foi difícil, vai ser mais difícil ainda contra o Coritiba. Precisamos que todos façam o máximo.

Rendimento em casa
Os jogos são dificílimos. Aquilo que o Sport fez hoje, vamos enfrentar contra o Coritiba. Mas outras equipes têm sequências difíceis, temos de olhar nosso caminho, esquecer os dos outros. Mas é uma luta diária, temos de ver a sequência dos outros. Estamos numa guerra, temos de olhar para todos nesse momento, saber o que pode acontecer com nossos adversários diretos.

Vagner Mancini, Botafogo X Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)Vagner Mancini em ação contra o Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Problemas fora de campo
Eu espero que esse último episódio tenha sido realmente o último. A gente não pode admitir que mais nada aconteça. Tive um papo com atletas e integrantes do departamento de futebol do Botafogo para que o dia a dia fique melhor. A gente está remendando em alguns momentos, de repente tem que entrar em campo, tem rendimento, é cobrado. Não é desculpa, mas não está fácil desempenhar o trabalho no dia a dia que estamos tendo. Peço a todos que nos ajudem, é a hora de o botafoguense enxergar que estamos precisando de ajuda.

Conversa com os torcedores
Saiu uma ou outra confusão, cada um tem uma maneira de dizer, diferente de aceitar. Houve um ou outro atrito, mas foram para nos apoiar, dizer que estão com a comissão e com os atletas, que vão lutar até o fim. Nós estamos precisando de ajuda, é um momento marcante na vida de todos nós.

Tom da cobrança dos torcedores
O que mostra o vídeo é uma confusão entre eles. O torcedor acabou falando o que não devia, na mesma hora foi repreendido pela turma dele. Ninguém entrou na confusão. É necessário dizer isso também. Como entraram no Botafogo, não posso dizer. Foram lá dar um voto de confiança. A forma que entraram eu não posso dizer, mas tenho que falar a verdade. Foram lá para apoiar. O Engenhão é muito grande. Às vezes, é incontrolável, é difícil fechar tudo. Felizmente entraram para dar apoio, ou seria uma catástrofe.

Reflexo da invasão dos torcedores no time
Mexe de um lado, gera um pouco de estresse, o que também é bom. Não podemos viver essa situação numa zona de conforto, desde que saiba assimilar e possa ter energia. A entrada dos torcedores gerou até energia. A gente não espera todo dia e não pode aceitar. O torcedor quer que o tormento acabe, nós somos profissionais. Não é do dia para a noite que o Botafogo vai sair dessa situação. Chegamos a último lugar e estamos em 17º. A equipe evoluiu em termos de pontos.

 O Engenhão é muito grande. Às vezes, é incontrolável, é difícil fechar tudo. Felizmente (os torcedores) entraram para dar apoio, ou seria uma catástrofe
Vagner Mancini

Ausência de André Bahia
Nossa zaga teve desempenho ruim no primeiro tempo, gerou insegurança. Não posso sair fazendo a troca de jogadores por erros, todo mundo erra. O comportamento do André Bahia acaba gerando segurança. Se formos analisar, muitas peças saíram, outras entraram, o trem andando e eu tendo que fazer as alterações. Nós não queremos ver isso nos jogos, mas é possível que aconteça oscilações. Tem a pressão, uma situação desconfortável para todos nós. Gera desgastes, André Bahia fez falta, passa segurança ao setor, mas ao longo dos jogos isso vai acontecer.

Briga contra o tempo
A saída da Copa do Brasil vai dar um pouco mais de tempo para a gente. Vai fazer com que daqui para frente a gente tenha um time mais inteiro. Vi meu time arriado em campo nos 10 minutos finais contra o Sport. Ter uma semana de treinamento vai ser maravilhoso. A gente vai poder trabalhar a tática também.

Volta de Carlos Alberto
O caso do Carlos Alberto é um caso em que ele não teve ritmo de jogo para chegar e entrar. É muito difícil falar de uma situação onde a gente deposita uma ansiedade muito grande, e o cara não está pronto. Temos de entender. A entrada ao longo dos jogos não foi a que ele pode fazer e que nós esperamos. Estamos no fim do campeonato, é necessário que tanto o Carlos Alberto e o elenco do Botafogo entendam que a gente tem que ter posse de bola. Eu vivo de passes agudos para Rogério, Jobson, Wallyson. Falta uma cabeça pensante para não sobrecarregar o Ramirez.

Ferreyra
Fez cirurgia, acho que dificilmente joga até o fim do ano. Espero que ele volte, mas temos de esquecer o Ferreyra, infelizmente.

Jobson mostra apenas disposição na reestreia, e Bota empata com o Sport

Diego Souza abre o placar no primeiro tempo, e Wallyson, em cobrança de falta e com desvio de Patric, empata no segundo. Alvinegro segue no Z-4

Por Volta Redonda, RJ
  • jogo limpo
    só um cartão
    Apenas um cartão, amarelo, foi mostrado durante a partida e somente no seu fim, aos 46 do segundo tempo. Ananias o recebeu por lance com Andreazzi.

  • extra-campo
    W. Gottardo
    Envolvido na polêmica com Jefferson durante a semana, o dirigente precisou mudar de lugar no estádio durante o jogo devido a cornetadas da torcida.

  • Oscar para eles
    ator em campo
    Teve jogador querendo tirar vantagem da encenação em lance de ataque. Rogério, Gabriel e Jobson foram alguns dos que se atiraram na área.

Os olhares estavam voltados para Jobson em Volta Redonda neste domingo. Com liberação no STJD, o atacante fez sua reestreia no Botafogo, mas conseguiu mostrar apenas uma boa disposição. Teve vontade em campo. E só.



Quem garantiu um importante ponto para o Alvinegro em momento delicado no Campeonato Brasileiro foi seu colega de posição. Wallyson, em cobrança de falta e com desvio de Patric, foi quem marcou no segundo tempo. Antes, Diego Souza havia feito o do Sport, em erro da defesa adversária. Corajosos 3.059 torcedores (2.384 pagantes) encararam o calor de 38ºC da cidade fluminense e apoiaram os times no estádio Raulino de Oliveira.

O placar de 1 a 1 não tirou o Botafogo da zona de rebaixamento, mas o fez subir duas posições e o deixa a um ponto de deixar o Z-4 - tem 30, contra 31 do Vitória. O Sport, por sua vez, não conseguiu quebrar sua série sem vitórias. Com o resultado deste domingo, completa seis partidas sem vencer. São quatro derrotas e dois empates. Permanece na parte intermediária da tabela. Agora, é o 12º colocado, com 37 pontos.


Na próxima rodada, o Botafogo viaja ao Paraná, onde enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira, na quarta-feira, às 21h (de Brasília). O Sport, por sua vez, recebe o Goiás na Ilha do Retiro, às 22h30, também da quarta-feira.


Jobson, Botafogo X Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Jobson fez sua reestreia pelo Botafogo no empate em 1 a 1 com o Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)


Sport pula na frente, e Jefferson brilha
No jogo de reestreia de Jobson, rodeado de expectativas, quem roubou a cena foram Diego Souza e Wallyson. O atacante alvinegro até mostrou disposição e vontade, esforçando-se para ajudar o time no setor ofensivo, mas pecou nos detalhes, assim como os demais jogadores do Botafogo no primeiro tempo da partida. A equipe de Vagner Mancini foi quem teve mais posse de bola, propôs mais o jogo e dominou as iniciativas. Entretanto, sofria sempre ao chegar na entrada da área. Foi com a bola alçada à area que buscou suas chances: foram 14 vezes contra 5 do Sport.


A estratégia dos visitantes era diferente. A aposta era na velocidade, jogada individual e contra-ataque, aproveitando sempre o erro do Bota. Foi assim que saiu o gol aos 21 minutos. Jogada individual na qualidade de Diego Souza em um erro coletivo do adversário. A bola é recuperada após reposição de Jefferson, toque para Diego, que avança e deixa na saudade a dupla de zagueiros do Alvinegro: Matheus e Dankler.

Se Jefferson não foi lá muito feliz no início do lance que resultou no gol do Sport, foi por sua causa que o Botafogo não terminou os primeiros 45 minutos perdendo por uma diferença maior. O goleiro é a segurança do time em seu setor defensivo. Sempre atento, acompanhou os lances e fez boas defesas, como em novo e potente chute de Diego Souza, aos 37 minutos.

Rogerio, Botafogo X Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Bota e Sport jogaram sob forte calor em Volta Redonda, neste domingo (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Empate sob forte calor em Volta Redonda
No segundo tempo, a proposta das equipes permaneceu a mesma. Se o Bota não conseguia tramar suas jogadas na troca de passes para adentrar na área e finalizar, então a solução teria de vir na bola parada. Foi em uma cobrança de falta que os cariocas fizeram o de empate. Wallyson contou com a ajuda de Patric, é verdade. O lateral desviou a redonda com o corpo, enganando Magrão.

Com o forte calor de 38ºC em Volta Redonda, as equipes diminuíram seus ímpetos na etapa complementar. Depois do gol de empate do Botafogo, não houve mais chance alguma de perigo. Muitos erros de passe e alguns chutes de fora da área completaram o duelo.

Bota x Fla: troca de ingressos obtidos na internet começa segunda no AM

Pessoas que compraram ingressos para o jogo entre Botafogo e Flamengo pelos sites Blueticket e Ingresse poderão trocar os bilhetes na Arena Amadeu Teixeira

Por Manaus,AM
Os torcedores de Botafogo e Flamengo que compraram ingresso pela internet, através dos sites Blueticket e Ingresse, poderão fazer a troca e adquirir os bilhetes nesta segunda-feira na Arena Amadeu Teixeira. O atendimento será de 10h às 20h e seguirá até o dia da partida, marcada para o próximo dia 25, às 19h, na Arena da Amazônia.

Arena Amazônia (Foto: Hugo Crippa)
Arena Amazônia vai receber duelo entre Botafogo e Flamengo (Foto: Hugo Crippa)


Para os torcedores que compraram ingresso meia-entrada, é obrigatório levar um quilo de alimento não perecível para adquirir o ingresso para o clássico carioca, que deverá confirmar o recorde de público do estádio em Manaus. Os 43.675 mil bilhetes colocados à disposição foram esgotados em apenas dez horas.


Caso seja confirma o público total como pagante, a marca do duelo entre Botafogo e Flamengo irá superar  em pouco mais de três mil pessoas o número de pagantes da partida entre Honduras e Suíça, último jogo da Copa do Mundo na capital amazonense, e que detinha até então o recorde de público em Manaus (40.322).


Informações:


Troca de ingressos comprados nos sites Blueticket e Ingresse

Quando: De 20 a 25 de outubro
Hora: 10h às 20h
Local: Arena Amadeu Teieira (Avenida Constantino Nery)

Fla vence última regata, mas Bota fatura o inédito bicampeonato Estadual

Com 60 pontos de vantagem, alvinegros levam o troféu do torneio pelo segundo ano seguido, fato inédito na sua história, e, de quebra, conquistam mais uma tríplice coroa

Por Rio de Janeiro
Botafogo, Campeonato esatdual de Remo (Foto: Vitor Silva / SSpress)8 Com do Bota comemora título do Estadual de remo sobre o Flamengo (Foto: Vitor Silva / SSpress)


O Botafogo confirmou o favoritismo na manhã deste domingo na Lagoa Rodrigo de Freitas e faturou o bicampeonato estadual de remo, feito inédito na história do clube, que jamais havia vencido duas vezes consecutivas a competição em 117 anos de disputa. Mesmo perdendo a sexta e última regata para o Flamengo, os alvinegros chegaram ao título com sete vitórias em 14 provas, totalizando 818 pontos. O resultado coroou o momento vivido pela modalidade do clube que conquistou sua segunda tríplice coroa (bicampeã do Brasileiro Sênior e Júnior, em 13 e 14). Os rubro-negros terminaram na segunda colocação (758 pontos), com o Vasco completando o pódio (188 pontos).

- É uma felicidade imensa. Eu desde criança sonhei em ver o Botafogo campeão de remo, todo mundo sabe que Flamengo e Vasco tiveram uma hegemonia grande nesse esporte e ser campeão pelo Botafogo é sensacional – disse o técnico Paulo Vinícius ao site oficial do clube.

Com quatro vitórias, mas somando pontos importantes em provas que valiam o dobro, o Flamengo levou a regata com 186 pontos, dois a mais do que os campeões. Na terceira posição, bem abaixo dos rivais, veio o Vasco, com 29 pontos. A surpresa desta manhã foi a vitória do barco chinês, convidado do evento, na prova do Single Skiff Jr A.

Provas da última regata - vencedores

Single Skiff Peso-Leve - Flamengo
4 Sem aberto - Flamengo
4 Com Jr A - Botafogo
4 Infantil masculino - Botafogo
Single Skiff Peso-Leve feminino - Dobradinha do Flamengo
Four Skiff Jr B - Botafogo
Double Skiff Peso-Leve - Botafogo
Four Skiff Sub23 - Botafogo
Single Skiff Jr A - Barco chinês (convidado)
Single Skiff Infantil feminino - Flamengo
Four Skiff Master - Vasco
Double Skiff Jr A - Botafogo (prova que garantiu o bi)
Four Skiff Feminino Aberta - Flamengo
8 Com - Botafogo

Classificação final do Estadual:
1º - Botafogo - 818 pontos (bicampeão)
2º - Flamengo - 758
3º - Vasco - 188
4º - Escola Naval - 47
5º - Campos - 21

Botafogo, Campeonato esatdual de Remo (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Botafogo não leva sexta regata, mas garante bicampeonato no Estadual de remo (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Amparado pelo STJD, Botafogo confirma Jobson contra o Sport

Procurador-geral diz que atleta está liberado para atuar enquanto Fifa não se pronunciar sobre alcance da punição árabe e que não houve julgamento no tribunal

Por Rio de Janeiro

Treino do Botafogo, Jobson (Foto: Vitor Silva / SSPress)Jobson é a esperança do Botafogo contra o Sport neste domingo (Foto: Vitor Silva / SSPress)

Amparado no aval do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Botafogo confirmou a escalação de Jobson como titular no duelo deste domingo, às 18h30, contra o Sport, no Maracanã. No sábado, o clube recebeu a documentação que libera o atacante e, de acordo com o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, a autoridade para liberar a escalação do jogador, suspenso por oito anos na Arábia Saudita por se recusar a fazer um exame antidoping, é do presidente do tribunal brasileiro, Caio Rocha. Schmitt argumenta que a Fifa ainda não se posicionou sobre o alcance da pena imposta pelos árabes e, portanto, por ora, o atleta está liberado.


- A escalação do atleta encontra amparo em decisão do STJD, com base em informações da própria Fifa - afirmou o advogado e gerente de futebol do Alvinegro, Aníbal Rouxinol.
Paulo Schmitt explicou que Jobson está liberado por uma liminar, uma vez que sequer foi julgado ainda na esfera esportiva brasileira. Segundo ele, a Fifa ainda não se manifestou sobre o alcance mundial da decisão dos árabes, proferida quando o jogador defendia o Al Ittihad.

- Quem detém autoridade é o presidente do STJD. A Fifa ainda não informou sobre o alcance mundial da punição do atleta pela Corte Árabe. Daí a razão dele não estar, em tese, impedido ainda. É preciso esgotar as instâncias da Justiça Desportiva, e o caso sequer foi julgado aqui. Apenas há uma liminar para o atleta jogar enquanto não vem a determinação da Fifa - disse o procurador geral do Tribunal.

Apesar da interpretação do STJD e do Botafogo, neste domingo o jornal “Folha de São Paulo” publicou matéria afirmando que a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) defende que a escalação de Jobson é ilegal. O órgão estaria tentando recursos na Justiça comum para derrubar a liminar do STJD. 

De acordo com os sauditas, Jobson foi punido por se recusar a fazer um exame antidoping quando ainda estava sob contrato, mas não atuava mais pelo Al Ittihad. Alheio à polêmica, o jogador comemora o retorno aos gramados, e será titular do ataque alvinegro ao lado de Wallyson no confronto de logo mais.

Técnico do Madureira agradece apoio das torcidas rivais do Rio: "Feito raro"

Mesmo com a derrota para o CRB no primeiro jogo das quartas de final da Série C, Leston Junior avalia que data ficará para sempre marcada pela união dos torcedores

Por Cabo Frio, RJ
Apesar da derrota que complica muito as chances do Madureira de conseguir o acesso à Segunda Divisão, o torcedor do clube pode se vangloriar de ter sido o mais querido do Rio de Janeiro por um dia. Afinal, no último sábado, quando o time perdeu para o CRB por 2 a 1 no primeiro jogo das quartas de final da Série C, o que se via nas arquibancadas de Conselheiro Galvão era um misto de cores reproduzido pelas camisas dos torcedores do Fluminense, Flamengo, Botafogo, Vasco e das outras equipes cariocas que se uniram - mesmo que por 90 minutos - para serem tricolores suburbanos. A rivalidade regional, por hora, abriu espaço para os gritos de "vamos subir, MEC" (Madureira Esporte Clube) proferidos em uníssono.

Madureira x CRB (Foto: Fabricio Salvador / Madureira Esporte Clube)

Torcedores do Rio abraçam Madureira na Série C (Foto: Fabricio Salvador / Madureira Esporte Clube)

Como se sabe, nem mesmo o "um por todos e todos por um" do Rio de Janeiro foi capaz de intimidar o CRB, que aproveitou as oportunidades e deu um grande passe rumo à Segundona. No entanto, a data, ainda assim, será eterna. Pelo menos é o que acredita o técnico do Madureira, o jovem Leston Junior. Segundo o treinador, esse feito raro é uma marca no centenário do clube.

- Eu gostaria primeiramente de parabenizar a direção do clube pela ação. Foi muito bonito ver todos apoiando o Madureira, ver a torcida carioca unida em prol do futebol do Rio de Janeiro. E isso, certamente, ficará marcado. Hoje eu me vejo como um profissional do futebol carioca. Raríssimas vezes algo parecido aconteceu no futebol. Então, é uma data para ficar marcada no centenário do clube. Espero agora que toda essa torcida seja coroada com o acesso - disse.
Madureira, Conselheiro Galvão (Foto: Sidnei Parraro)

Muitas famílias marcaram presença no confronto (Foto: Sidnei Parraro)


Madureira e CRB voltam a se enfrentar no próximo sábado, às 21h30, no Rei Pelé, em Maceió, para definir realmente quem ficará com a vaga na próxima fase e conseguirá o acesso.

Na Memória: Dodô fecha vitória do Bota com golaço de voleio, em 2007

Atacante fez lindo gol, e o Alvinegro bateu o Sport por 3 a 1 no Engenhão, encerrando má fase que vinha desde a eliminação da Copa Sul-Americana

Por Rio de Janeiro

Na zona do rebaixamento do Brasileirão, com apenas 29 pontos, o Botafogo precisa da vitória contra o Sport, neste domingo, às 18h30, para sair da incômoda 19ª posição. Na edição de 2007, o Alvinegro não corria riscos, mas vinha de uma sequência de cinco derrotas seguidas, até bater o Leão por 3 a 1, no Engenhão, com direito a um golaço de Dodô. A vitória encerrou a péssima fase que o time da Estrela Solitária atravessava, depois de ser eliminado da Copa Sul-Americana pelo River Plate de maneira traumática.
A partida aconteceu no dia 20 de outubro daquele ano e valeu pela 32ª rodada. Logo aos cinco minutos de jogo, o Botafogo abriu o placar. Em rápida jogada pelo meio, Lúcio Flávio recebeu de Reinaldo na entrada da área e acertou o ângulo do goleiro Magrão, marcando um belo gol.
Mesmo com a vantagem, os cariocas continuaram pressionando e o segundo gol veio no início da etapa final. Aos três, Juninho cobrou falta com força, Magrão não conseguiu segurar e Luciano Almeida aproveitou o rebote para ampliar. Aos 15 minutos, Lúcio Flávio cruzou da esquerda e Dodô bateu de primeira, sem deixar a bola cair. O golaço do Artilheiro dos Gols Bonitos foi o terceiro do Botafogo. Quase no fim da partida, aos 40, Dutra invadiu a área, venceu a marcação e cruzou rasteiro. Reginaldo, livre, empurrou para o gol.
Dodo Botafogo 2006 (Foto: Fernando Soutello / ProFoto)

Atacante Dodô em ação pelo Botafogo (Foto: Fernando Soutello / ProFoto)
 
header as escalações 2 (Foto: arte esporte)

Botafogo:
Júlio César, Joilson, Renato Silva, Juninho e Luciano Almeida (Alex); Leandro Guerreiro, Diguinho, Lúcio Flávio e Zé Roberto (Adriano Felício); Reinaldo (Moreno) e Dodô. Técnico: Cuca.

Sport: Magrão, Durval, César e Igor (Reginaldo); Luisinho Netto, Júnior Maranhão (Rosembrick), Ticão, Romerito, Adriano Gabiru e Dutra; Carlinhos Bala. Técnico: Geninho.

Em crise e com a faca no pescoço, Bota encara Sport na volta de Jobson

Cercado de problemas dentro e fora de campo, Alvinegro tenta sair da zona de rebaixamento. Há cinco rodadas sem vencer, Leão busca reabilitação

Por Volta Redonda,RJ

O duelo entre Botafogo e Sport, neste domingo, às 18h30, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, promete ser recheado de emoções e com muita tensão. Isto porque o Alvinegro está em uma grave crise e um possível resultado negativo pode ter consequências ainda difíceis de mensurar. A equipe pernambucana, em 11º lugar com 36 pontos, também está com o alerta ligado, visto que não vence há cinco rodadas - quatro derrotas e um empate.

No Bota, o penúltimo colocado com 29 pontos, além dos problemas em campo, a crise parece sem fim também nos bastidores. O último caso foi a discussão aberta entre o capitão e ídolo Jefferson com o gerente de futebol Wilson Gottardo. Eles trocaram acusações depois que o goleiro ficou ausente da goleada por 5 a 0 sofrida frente ao Santos. Um chamou o outro de "covarde". O camisa 1 volta ao time neste domingo. Neste cenário, a grande expectativa será o retorno de Jobson. O clube conseguiu sua liberação no STJD e o atacante será titular.


Com a pressão de ter perdido os oito últimos jogos fora de casa e estar a seis pontos da zona de rebaixamento, o Sport investiu na contratação do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Paulo Storani, que deu uma palestra com o intuito de motivar a equipe a voltar a vencer na competição. Preocupado com o momento do time, o técnico Eduardo Baptista preferiu montar um meio de campo com dois homens de marcação: Rodrigo Mancha e Ronaldo. Uma demonstração clara de que atuará nos contra-ataques.

HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)



Botafogo: o técnico Vagner Mancini terá uma equipe modificada em relação ao que foi visto no jogo da Copa do Brasil. Jefferson, Airton, Régis e Junior Cesar estão de volta, além da estreia de Jobson. Carlos Alberto deve ser opção no banco de reservas. O Alvinegro deve entrar em campo com Jefferson; Régis, Dankler, Matheus Menezes e Junior Cesar; Airton, Gabriel e Ramírez; Rogério, Wallyson e Jobson.


Sport: sem vencer há cinco jogos na Série A, Eduardo Baptista decidiu mudar a equipe. Sem Durval, suspenso, Wendel foi deslocado para a zaga e abriu espaço para que Rodrigo Mancha voltasse ao time. Quem também ganhou uma oportunidade foi Ronaldo, que entra na vaga de Rithely. Com isso, o Sport vai para o jogo com Magrão; Patric, Wendel, Henrique Mattos e Renê; Rodrigo Mancha, Ronaldo, Ibson e Diego Souza; Ananias e Felipe Azevedo.
HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)


Botafogo: André Bahia não se recuperou de um problema muscular e segue ausente. Bolatti cumpre suspensão após expulsão contra o Corinthians. Daniel, Tanque Ferreyra e Bruno Correa estão entregues ao departamento médico, assim como Marcelo Mattos.

Sport: suspenso, Durval não vai para o jogo. Quem também está fora são os zagueiros Ewerton Páscoa e Oswaldo, o volante William, o armador Régis e o centroavante Leonardo. Todos em processo de recuperação de lesões.
header pendurados 690 (Foto: arte esporte)


Botafogo: Airton e Gabriel.

Sport: Érico Júnior, Felipe Azevedo, Ferron, Neto Baiano, Renê, Rithely, Ronaldo, Wendel e Zé Mário.


Header arbitragem o arbitro 690 (Foto: Arte / Globoesporte)


Botafogo x Sport  Ricardo Marques Ribeiro info  Arbitragem (Foto: Editoria de Arte)(Foto: Editoria de Arte)

Mancini escala Jobson entre os titulares; Jefferson volta ao time

Atacante está liberado para retornar ao Botafogo e vai encarar o Sport,  domingo, pelo Brasileiro. Goleiro treina e também aparece no time principal

Por Rio de Janeiro
Jobson voltará a vestir a camisa do Botafogo em uma partida neste domingo, contra o Sport. Foi o que indicou o técnico Vagner Mancini no treino coletivo deste sábado, no Engenhão. O clube recebeu a documentação que libera o jogador para poder voltar a atuar pelo time. Na noite de quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) reviu sua posição e deferiu o pedido do clube, reconhecendo a regularidade da situação de jogo do atleta.


Jefferson também esteve presente na atividade e, depois de defender a seleção brasileira em dois amistosos, o goleiro retorna ao gol alvinegro. Durante a semana, por não ter se apresentado em São Paulo para enfrentar o Santos, houve um conflito de informações entre ele e o gerente de futebol Wilson Gottardo. Os dois se reencontraram neste sábado.

Jefferson Treino Botafogo (Foto: Vicente Seda)

Jefferson participa de treino e volta ao time titular (Foto: Vicente Seda)

Em campo, Mancini parou algumas vezes o coletivo para corrigir o posicionamento do time e pedia marcação por pressão. Conversou com Jobson, e o atacante pareceu feliz com a oportunidade recebida. Os titulares treinaram com Jefferson, Régis, Dankles, Matheus Menezes e Junior Cesar; Airton, Gabriel e Ramirez; Jobson, Wallyson e Rogério.


Os alvinegros encaram o Sport no domingo, às 18h30, no Raulino de Oliveira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Botafogo está penúltimo, com 29 pontos. 

Bota cogita convocar chapas para orçamento e dará espaço a propostas

Presidente quer todos os grupos envolvidos na eleição participando da previsão de gastos e receitas para 2015. Clube publicará propostas de campanhas em site oficial

Por Rio de Janeiro
Mauricio Assumpção Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)Em meio à crise, Mauricio Assumpção tenta conciliação antes da eleição (Foto: Vitor Silva / SSPress)

Pouco mais de um mês antes da data marcada para a sua eleição presidencial (25 de novembro), o Botafogo vive dias de turbulência no campo e fora dele. Acuado com a ameaça de rebaixamento e críticas à sua gestão especialmente em 2014, Maurício Assumpção deverá partir em breve para medidas conciliadoras às vésperas do pleito.



O clube cederá espaço em seu site oficial para que todas as chapas homologadas exponham suas propostas. O atual mandatário alvinegro também já conversou com o presidente do Conselho Deliberativo, José Luiz Rolim, sobre a possibilidade de convocar representantes de cada corrente para formular o orçamento de 2015.



A ideia da atual diretoria é que cada chapa aponte um representante ligado ao futebol para participar exclusivamente da proposta orçamentária para o departamento, e outro que seja especializado em finanças. O orçamento para este ano causou polêmica. Foram calculados R$ 16,5 milhões em prêmios da Libertadores, sendo R$ 7,8 milhões no mês da fase final da competição, mesmo antes de o Botafogo assegurar sua participação na competição. O clube não passou da primeira fase.



Em dezembro de 2013, o documento mostrava superávit de R$ 3,7 milhões no exercício, mas, acrescentadas as dívidas, o buraco de R$ 69 milhões mostrado no fluxo de caixa acabou se confirmando. Situação crítica que acabou agravada pela penhora de 100% das receitas do clube por conta de pendências fiscais e trabalhistas. A perspectiva é ainda mais sombria se observado o atraso salarial que se arrasta por meses e transforma em drama a vida dos funcionários, principalmente os de menor remuneração.



Para colocar mais lenha na fogueira, Assumpção ainda rescindiu o contrato com quatro jogadores da equipe mesmo com a ameaça de degola: Emerson Sheik, Bolívar, Edílson e Julio Cesar. A medida não foi bem digerida dentro do clube. Nesta semana, mais uma polêmica, desta vez envolvendo o goleiro Jefferson. Novamente, a postura do clube acarretou críticas nos bastidores.



O técnico Vagner Mancini e o diretor técnico Wilson Gottardo criticaram abertamente o goleiro por não se apresentar para a partida contra o Santos, pela Copa do Brasil, após servir à seleção brasileira. O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro e o goleiro campeão brasileiro em 1995, Wagner, defenderam abertamente o atleta nesta sexta-feira.


Diante do caos, surgiu um temor de que Assumpção pudesse assinar novos contratos para permitir uma antecipação de receitas para fechar o ano, ou rescindir acordos existentes. Por isso, a comissão de crise nomeada pelo Conselho Deliberativo com membros das quatro correntes que deverão disputar o pleito em novembro decidiu por pedir ao presidente do poder, José Luiz Rolim, que também preside a junta eleitoral, para convocar uma sessão extraordinária. Em pauta, uma possível limitação dos poderes de Assumpção, que ficaria sujeito ao aval do grupo para assinar ou rescindir contratos, incluindo de jogadores.

 A comissão de crise, contudo, recuou. A falta de consenso sobre a homologação de chapas na última reunião da junta eleitoral, na quarta-feira, rachou, ao que parece, também o consenso da comissão quanto a submeter a Rolim o pedido de convocação da sessão extraordinária.


Carlos Eduardo Pereira, membro da comissão e candidato à presidência, informou que havia problemas de membros inadimplentes em três chapas, além de membro sem o devido tempo como sócio em outra. Ele não compareceu à reunião da junta presidida por Rolim na quarta-feira, mas avisou que não aceitaria acordo sobre o tema e chegou a falar em atraso do processo eleitoral.


As outras três chapas, segundo o candidato Thiago Alvim, que lançou sua candidatura nesta sexta, em clube na Zona Sul do Rio, teriam concordado em prosseguir. Alvim afirmou que há erros na inscrição de membros das quatro chapas que pretendem disputar o pleito e respondeu a Pereira, afirmando que o seu grupo "gosta de brigar".


- Quem vive a política do Botafogo, sabe que o grupo do Carlos Eduardo gosta de brigar. As quatro chapas tiveram problemas na inscrição e o grupo dele está querendo colocar uma hierarquia entre os erros. Erro é erro, todos estão errados, mas quer achar que o erro dele é menos importante que o do outro e por isso merece ser perdoado, e o outro não. Isso não existe.  O Vinícius Assumpção aceitou, o Marcelo Guimarães aceitou, ele não estava presente e seus representantes disseram que precisariam consultá-lo antes de responder. Estou sabendo através de você que ele demonstrou descontentamento.


Consultado sobre as medidas que a diretoria pretende tomar, Montenegro enxergou simpatia no gesto, mas pouca eficácia. Considera que é tarde demais:


- Isso (convocação de representantes das chapas para fazer o orçamento de 2015) e várias outras coisas poderiam ter sido importantes. Ele poderia ter chamado dois representantes de cada chapa antes de afastar quatro jogadores. Isso aí pode ser o nosso futuro, a nossa receita do ano que vem. Na minha opinião ele foi muito irresponsável nessa atitude.


Limitar os poderes eu sou contra. Ele foi eleito democraticamente, tem de cumprir o mandato até o final com os poderes que foram constituídos a ele. Mas terá de arcar com as consequências no futuro, com as decisões dele, com uma possível, tomara que não, queda para a Segunda Divisão, contratos feitos, orçamento... Vai ter de arcar.

Jefferson, Gottardo, Assumpção e Mancini e se encontram no Engenhão

Treino na véspera do duelo contra o Sport conta com todos os envolvidos em recente polêmica. Jefferson mostrava descontração com os demais jogadores

Por Rio de Janeiro
Depois da invasão de torcedores ao Engenhão e da conversa com jogadores e comissão técnica na sala de imprensa do estádio, os jogadores do Botafogo mostravam descontração quando subiram para o gramado, por volta das 16h20 deste sábado. As lentes estavam viradas, em função dos recentes atritos com o técnico Vagner Mancini e o diretor técnico Wilson Gottardo, para o goleiro Jefferson. Aparentando tranquilidade, ele conversava e ria com os companheiros, até a chegada de Mancini, que parou ao seu lado para uma rápida conversa. Em seguida, o treinador reuniu todo o grupo para um papo de cerca de 20 minutos no campo.

Jefferson Treino Botafogo (Foto: Vicente Seda)

Jefferson sorri no começo do treinamento deste sábado (Foto: Vicente Seda)


Maurício Assumpção apareceu no treinamento, mas ficou observando à distância. O último a aparecer foi Gottardo, que inicialmente ficou à beira do campo, sem se aproximar de Assumpção ou dos jogadores, mas logo após se sentou ao lado do presidente.

Gottardo Treino Botafogo (Foto: Vicente Seda)Gottardo acompanhou a atividade à beira do campo do Engenhão (Foto: Vicente Seda)

O mandatário alvinegro revelou a pessoas próximas que conversaria internamente com os três envolvidos no episódio. Ele não aprovou o bate-boca via imprensa e pediu o fim da discussão pública. Ao que parece, a reunião, com objetivo de aparar as arestas e seguir na luta contra o rebaixamento, surtiu efeito.


Mais cedo, antes de a atividade começar, um grupo de aproximadamente 20 torcedores invadiu o Engenhão para protestar contra Mauricio Assumpção. Eles conversaram com jogadores e comissão técnica na sala de imprensa e depois foram embora.

Neste domingo, o Botafogo enfrentará o Sport em Volta Redonda, pelo Brasileiro. Mancini deverá ter Jobson à disposição e Jefferson, como treinou normalmente e aparentemente não deu sinais de que a crise o abalou, também deverá estar em campo.
Mauricio Assumpção Treino Botafogo (Foto: Vicente Seda)

Mauricio Assumpção assistiu sentado à boa parte da atividade deste sábado (Foto: Vicente Seda)


Vagner Mancini Treino Botafogo (Foto: Vicente Seda)

Vagner Mancini conversa com Jefferson durante o treinamento no Engenhão (Foto: Vicente Seda)