Da série 'eu posso, você não'
Gilmar Ferreira -
19/12/2008
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está no Japão.
Mas de lá mesmo fez chegar à entidade a mensagem de que não gostou nem um pouco de ter tido seu nome e sua reeleição até a Copa do Mundo de 2014 utilizados pelo presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, ao justificar a renovação de seu mandato também por mais seis anos.
Teixeira alegou a terceiros que, no seu caso, dois anos e meio antes do último pleito da CBF, aprovou em assembléia a emenda que determinava a prorrogação do mandato fosse quem fosse o presidente eleito.
E utilizou na época o sensato argumento de que a medida seria necessária, a fim de evitar a barganha política a três anos do Mundial de 2014 — sim, porque caso contrário a entidade teria de realizar eleições em 2011, com posse em 2012.
E, sendo assim, a busca pelos votos dos presidentes das federações poderia colocar em risco o cumprimento do caderno de encargos da Fifa.
Teixeira sustenta que seu quadro é bem diferente do que vive hoje o presidente da Federação do Rio, que prorrogou o mandato quase na calada da noite e sem o apoio de todos os afiliados.
Hoje, nos bastidores da CBF, corre a certeza de que o estado de penúria dos grandes clubes cariocas passa também pelo fragelo administrativo da federação do estado.
E já virou chacota na entidade o rotineiro socorro financeiro dado a Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Fato que justifica a repulsa de Teixeira.