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Queda livre: média de público da Taça Rio é quase a metade da Taça GB

Interdição do Engenhão e eliminação precoce de Fla e Vasco são decisivas para a falta de público. Quatro grandes jogaram para menos de mil pessoas

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 

 
São Januário vazio jogo Vasco x Quissamã (Foto: Gustavo Rotstein) 
Estádios vazios foram o retrato do Campeonato
Carioca deste ano (Foto: Gustavo Rotstein)
 
 
Se o público da fase de grupos da Taça Guanabara já foi considerado decepcionante, os torcedores compareceram em número ainda menor aos jogos na Taça Rio. A média caiu de 2.367 pagantes por jogo no primeiro turno do Carioca para apenas 1.213 no segundo turno, no qual os quatro clubes grandes atuaram pelo menos uma vez diante de menos de mil pagantes.

Na quinta rodada, a vitória do Vasco sobre o Friburguense por 2 a 1, em São Januário, marcou o pior público de um jogo de clube grande no Carioca de 2013, com 546 torcedores que pagaram ingresso. A partida entre Fluminense e Macaé, vencida pelo Tricolor por 3 a 1, teve 703 pagantes na terceira rodada, também na Colina. Apenas 870 pessoas se dispuseram a desembolsar dinheiro para assistir ao triunfo do Botafogo sobre o Nova Iguaçu por 3 a 1, na sexta rodada, em Moça Bonita, enquanto o pior público do Flamengo foi no empate com o Duque de Caxias por 1 a 1 (que corre risco de anulação por causa de suposta interferência externa na anulação de um gol do rubro-negro Hernane), pela quinta rodada, em Moça Bonita, com 929 pagantes.

Um número simboliza a queda de público do primeiro para o segundo turno do Carioca. A rodada com a melhor média da Taça Rio foi a segunda, com 1.506 ingressos vendidos por jogo. O número é ligeiramente inferior à rodada com pior média da Taça Guanabara, a quarta, que registrou 1.509 pessoas pagando bilhetes em cada partida, em média.

A eliminação precoce de Flamengo e Vasco na Taça Rio, ainda na quinta rodada, colaborou para a falta de interesse dos torcedores, assim como a interdição do Engenhão. Nenhum jogo do segundo turno está na lista de cinco maiores públicos do Carioca. Os dois clássicos foram assistidos por poucas pessoas: apenas 5.478 pagantes estiveram em Volta Redonda para ver a vitória do Botafogo sobre o Vasco por 3 a 0; no Fla-Flu, também no Raulino de Oliveira, o número foi de 4.810.

Entre os cinco piores públicos pagantes, três foram no segundo turno. As derrotas do Boavista para o Duque de Caxias por 3 a 1, teve 150, e a do Quissamã para o Madureira por 1 a 0, levou 185 torcedores, além da vitória do Audax Rio sobre o Macaé por 1 a 0, que teve apenas 206.

Média de público pagante por jogo em cada rodada da Taça Guanabara

1ª rodada - 2.432
2ª rodada - 1.506
3ª rodada - 1.911
4ª rodada - 2.143
5ª rodada - 2.166
6ª rodada - 3.130
7ª rodada - 3.716
8ª rodada - 1.932
Média total: 2.367

Média das semifinais Taça Guanabara: 16.757

Final da Taça Guanabara: 32.770

Média de público pagante por jogo em cada rodada da Taça Rio

1ª rodada - 1.448
2ª rodada - 1.227
3ª rodada - 736
4 ª rodada - 1.509
5ª rodada - 1.082
6ª rodada - 1.089
7ª rodada - 1.404
Média total: 1.213

Atuações: na média de notas da Taça Rio, Rafael Marques supera Seedorf

Botafogo domina quase todas as posições, tem Lodeiro como o atleta mais bem avaliado do segundo turno e vê atacante ficar à frente do holandês

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Rafael Marques treino Botafogo (Foto: Fábio Castro / Agif) 
Na Taça Rio, Rafael Marques tem média de notas
superior à de Seedorf (Foto: Fábio Castro / Agif)
 
Rafael Marques é melhor que Seedorf. A afirmação parece um tanto absurda, mas, se analisadas as notas das atuações somente na Taça Rio, a média do atacante do Botafogo é superior à do companheiro: 7,1 contra 7,0. O Alvinegro domina em todos os setores, exceto entre os volantes, com o flamenguista Renato Abreu na frente. No ranking do GLOBOESPORTE.COM, Lodeiro é o mais bem avaliado do segundo turno do Campeonato Carioca, com média de 7,6. No ranking geral, contabilizando a Taça Guanabara, o melhor é Seedorf (7,04).

A posição que tem a disputa mais acirrada é a zaga, em que Dória é o líder. Em seguida, Dedé, do Vasco, e André Bahia e Bolívar, do Botafogo, têm a mesma média e número de jogos. O primeiro continua na lista pois oficialmente ainda é jogador do Vasco, já que um mandado de segurança da Fazenda Nacional impede a transferência para o Cruzeiro.

A seleção da Taça Rio, predominantemente alvinegra, é formada por Jefferson, Lucas, Dória, Dedé (André Bahia ou Bolívar) e Julio Cesar; Renato Abreu, Gabriel (Jean), Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques e Vitinho. O técnico é Oswaldo de Oliveira.

Não houve mudança na seleção do Campeonato Carioca, em parte pelo fato de que os quatro grandes escalaram times recheados de reservas no fim de semana. O time com as maiores médias tem Jefferson, Lucas, Dedé, Bolívar e Julio Cesar; Jean, Ibson, Seedorf e Lodeiro; Wellington Nem e Rafinha.

GOLEIROS
No gol, Jefferson é o destaque. O goleiro do Botafogo, que participou de cinco jogos na Taça Rio, tem média de 6,70. Sua melhor atuação foi na vitória por 3 a 0 sobre o Vasco, na quarta rodada, em que ganhou 7,5. Diego Cavalieri, do Fluminense, é o segundo colocado, com 6,5. Na sequência, vêm Felipe (Flamengo), com 5,91, e Michel Alves (Vasco), com 5,66.

LATERAIS-DIREITOS
Autor do gol do título da Taça Guanabara, Lucas manteve o ritmo e as boas atuações no segundo turno. A média de 6,16 é a melhor no seu setor. Léo Moura (Flamengo) vem logo abaixo, com média de 6,12. Elsinho, um dos poucos representantes do Vasco, fica em terceiro lugar (5,9).

LATERAIS-ESQUERDOS
Na esquerda, outro jogador do Botafogo que foi importante nas decisões do turno aparece como destaque no returno. Julio Cesar tem média 6,33 e está à frente de Carlinhos (Fluminense), que tem 5,91, e Yotún (Vasco), com 5,12.

ZAGUEIROS
O Botafogo fecha a defesa com chave de ouro. Não era para menos. A zaga alvinegra foi a menos vazada da Taça Rio, ao lado do Volta Redonda, com apenas três gols. A liderança no setor é de Dória, com 6,2. Três jogadores brigam pela outra vaga, empatados em média e número de jogos, que poderia servir como critério de desempate. André Bahia e Bolívar, do Bota, e Dedé, do Vasco, têm 6,12 - e quatro partidas disputadas.

Renato Abreu coletiva Flamengo (Foto: Richard Souza) 
Renato Abreu cresce no segundo turno: sua média
é a maior entre os volantes (Foto: Richard Souza)
 
VOLANTES
Renato Abreu cresceu no segundo turno e lidera o ranking entre os volantes, com 6,50. Seu ponto alto foi a atuação na vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense, com dois gols e nota 8,0. Gabriel, do Botafogo, e Jean, do Fluminense, estão empatados com 6,25 na segunda colocação
.
MEIAS
O uruguaio Lodeiro caiu de vez nas graças da torcida do Botafogo. E as boas atuações na Taça Rio fizeram do meia o mais bem avaliado durante o returno. Ele ficou com 7,6. Outros dois alvinegros completam o pódio por enquanto: Seedorf (7,0) e Fellype Gabriel (6,8).

ATACANTES
A grande surpresa no ataque é Rafael Marques. Ele encerrou um jejum de 21 jogos sem marcar, balançando a rede logo na primeira rodada, com direito ainda a duas assistências, na goleada por 4 a 0 sobre o Quissamã. Está com média de 7,1. O reserva Vitinho vem em segundo lugar (6,75). Wellington Nem, do Flu, é o terceiro (6,66).

TÉCNICOS
Não haveria nome mais apropriado para a primeira colocação entre os técnicos que Oswaldo de Oliveira. Afinal, seus comandados lideram quase todas as posições. Com 6,64, ele está a frente de Abel Braga (6,14) e Paulo Autuori (5,9).

OBS: apenas jogadores que tenham participado de 40% das partidas de suas equipes entram no ranking.
Lédio Carmona: 'Futebol carioca vive um momento muito difícil'

Apenas 885 torcedores pagaram ingressos para Fluminense x Bangu no domingo, enquanto o Galo contou com mais de 47 mil pessoas no Mineirão

 

Por SporTV.com Rio de Janeiro



O Fluminense venceu o Bangu por 2 a 0 no domingo, em São Januário, em uma partida que valia a vantagem do empate nas semifinais da Taça Rio do Campeonato Carioca. Com a derrota do Resende para o Boavista por 3 a 2, o Tricolor carioca escapou de pegar o Botafogo na semifinal da Taça Rio e vai encarar o Volta Redonda, no próximo domingo.

Durante o "Redação SporTV", o apresentador André Rizek destacou o baixo número de pagantes da partida, apenas 855, enquanto o Atlético-MG levou quase 50 mil torcedores ao Mineirão para uma partida em que apenas cumpria tabela contra o Villa Nova- MG, ambos classificados para as semifinais do Mineiro.

Para o comentarista Lédio Carmona, a falta de um grande estádio e o momento difícil de dois dos grandes cariocas explicam o baixo público no Rio.

- O Fluminense não tem casa. O Botafogo tinha a casa dele, não tem mais. O Botafogo tem o melhor futebol, mas joga em Volta Redonda porque não tem estádio. O Vasco passa por situação difícil e o Flamengo também está afogado em problemas técnicos. O futebol carioca está vivendo um momento muito difícil. O Flamengo só jogou uma vez em Macaé nesse ano e tinha 1.200 pagantes no jogo - ressaltou.

Wallace jogo Fluminense Bangu (Foto: Rossana Fraga / Photocamera) 
Fluminense enfrentou o Bangu em São Januário, com 855 pagantes (Foto: Rossana Fraga / Photocamera)
 
Lédio Carmona acredita que, por outro lado, Atlético-MG e Cruzeiro vivem ótimos momentos, fazem contratações de impacto e ainda contam com dois estádios que os torcedores aprovam.

- A situação dos times de Minas é mais fácil de explicar, entrando mais no lado técnico. São dois times fortes, muito motivados. Os torcedores têm dois estádios ótimos em Belo Horizonte. O Atlético-MG é o melhor time da Libertadores e tem ídolos. O Cruzeiro é o time do Brasil que tem melhor aproveitamento na temporada, contratou um time novo, um time diferente com jogadores de referência, e agora levou o Dedé. Os jogos do Cruzeiro vão receber mais público a partir de agora com o Dedé, e o Atlético-MG vai manter o patamar. Essa é uma tendência do futebol mineiro até dezembro, casa cheia. Porque há motivação e casa.

Ainda que o Engenhão estivesse em funcionamento para os jogos importantes do Carioca, o comentarista Raphael Rezende destacou que o estádio "não pegou" entre os torcedores cariocas.

- O torcedor carioca é sempre muito carente do Maracanã. A impressão que eu tenho é que o torcedor de Flamengo e Fluminense esperam a volta do Maracanã para retornar aos estádios. Só existe essa explicação - completou Lédio.

Curtinha: empresa divulga imagem da bola da decisão da Taça Rio

Final do segundo turno do Campeonato Carioca será no dia 5 de maio. Botafogo, Fluminense, Resende e Volta Redonda disputam a vaga

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 

A bola da decisão da Taça Rio foi apresentada pela empresa responsável pela confecção. Parceira da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), a Topper divulgou a imagem da redonda, que será utilizada no dia 5 de maio, na grande final do segundo turno do Campeonato Carioca. O modelo começa a ser vendido nesta segunda-feira nas principais lojas esportivas.

Antes, porém, pela semifinal, o Botafogo encara o Resende, no próximo sábado, às 18h30m (de Brasília), no Raulinho de Oliveira. Fluminense e Volta Redonda se enfrentam no domingo, às 16h, no mesmo estádio. Caso o Glorioso fature o turno, será o campeão estadual, pois venceu a Taça Guanabara.
bola final campeonato carioca (Foto: Divulgação)Bola que será utilizada na decisão do segundo turno do Campeonato Carioca (Foto: Divulgação)
 

Cara nova no Bota, Gegê é pego de surpresa com chance entre os titulares

Meia, de 19 anos, achou que poderia ficar no banco de reservas depois que Oswaldo de Oliveira decidiu poupar toda a equipe principal

 

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

Gegê treino Botafogo (Foto: Fred Huber) 
Gegê fará neste domingo seu primeiro jogo
no profissional do Botafogo (Foto: Fred Huber)
 
 
Neste domingo, na partida contra o Volta Redonda, a torcida do Botafogo terá a oportunidade de ver em ação mais uma revelação das categorias de base, o meia Gegê, de 19 anos. O jogador, um dos destaques na época de juniores, foi pego de surpresa com a notícia dada por Oswaldo de Oliveira de que ele seria titular. Como o Alvinegro já está classificado e tem jogo importante pela Copa do Brasil na quarta, o técnico resolveu poupar todos os titulares.

Ainda tímido para dar entrevista, Gegê comentou sobre suas características em campo e avisou que vai se esforçar bastante para ajudar a equipe a sair com a vitória.

- Fico muito feliz com a oportunidade, a minha primeira. É preciso estar preparado. Espero ajudar o Botafogo a sair com a vitória nesta partida. Não estava esperando a chance. Pensei até que podia ficar no banco, mas aí o Oswaldo disse que vou ser titular. Sou um jogador que marco, tento dar os passes e fazer gols - disse o jogador, que nasceu em Mombaça, no Ceará.

Em tese, o duelo com Volta Redonda não tem muita importância para o Bota, mas a decisão de Oswaldo de não levar os titulares elevou a motivação dos jogadores que vão atuar.

- O jogo significa muito para nós. Dizem que o Botafogo já está classificado, que não vai estar concentrado, mas não tem essa. Vamos entrar com tudo para vencer. No início pode dar um friozinho, mas depois passa rápido.

Gegê contou que tem aproveitado bastante a convivência com outros jogadores mais experientes para observar e pegar dicas. Um dos preferidos do meia canhoto é o uruguaio Lodeiro.

- Sempre observo todos... Lodeiro, Seedorf, Fellype Gabriel... Procuro me movimentar como o Lodeiro, e espero que isso me ajude nesta partida.

Botafogo e Volta Redonda se enfrentam neste domingo, às 16h (de Brasília), no estádio Raulino de Oliveira.

Com aumento de receitas e dívidas, Conselho aprova contas do Botafogo

Reunião realizada no dia 26 de março segue indicação do parecer do Conselho Fiscal sobre os números apresentados para o ano passado

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

No dia 26 de março, o Conselho Deliberativo do Botafogo aprovou as contas de 2012 da administração do presidente Maurício Assumpção. O parecer do Conselho Fiscal, enviado 11 dias antes, já havia sido favorável, apesar de os números indicarem um aumento da dívida, assim como aconteceu o crescimento da receita.

Em relação a 2011, a dívida no curto prazo cresceu R$ 31,6 milhões, enquanto a de longo prazo subiu R$ 37,6 Milhões. Já a receita operacional líquida aumentou R$ 63,2 Milhões e os custos do futebol, R$ 38,7 milhões.

Com os números analisdos pelo Conselho Fiscal, o Botafogo encerrou 2012 com um déficit de R$ 49,3 milhões. No balanço patrimonial divulgado pelo clube para o ano de 2011, a dívida era de R$ 481.463.697,00.

Henrique ganha chance e espera, enfim, ganhar a confiança de Oswaldo

Atacante, contratado no início do ano, ainda não conseguiu render o esperado nas oportunidades que teve até o momento

 

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

Henrique botafogo coletiva (Foto: Thales Soares) 
Henrique será titular no ataque do Bota contra
o Volta Redonda (Foto: Thales Soares)
 
 
O atacante Henrique foi contratado pelo Botafogo no início deste ano cercado de expectativa e ainda não conseguiu mostrar o porquê de já ter sido eleito o melhor jogador de um Mundial sub-20 (em 2011). No início, teve algumas oportunidades, mas não agradou. Diante da pouca produção, acabou perdendo espaço. Neste domingo, no entanto, ele terá a chance de ser titular contra o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, já que a equipe será formada apenas por reservas.

Henrique disse que entrará em campo bastante motivado para tentar, enfim, conquistar a confiança do comandante e passar a ser utilizado com mais frequência.

- Não tive muitas oportunidades, mas continuei trabalhando, lutando. Estou aqui para ajudar o grupo e ao Oswaldo. Espero ganhar a confiança dele. Tenho que estar pronto para agarrar esta chance que apareceu agora. É o jogo da vida, muito importante para mim. Tenho que mostrar serviço. Quero estar sempre no bolo para buscar uma brecha e poder dar sequencia no meu trabalho.

O atacante garantiu que não se acomodou em momento algum com sua posição de reserva e contou que Oswaldo sempre o incentivou a se empenhar para tentar ganhar a vaga.

- Relacionado sempre fui, mas não aceitei a reserva não. Ninguém pode aceitar, mas tem que ser de grupo, ajudar. Nosso elenco é forte, tenho que esperar minhas oportunidades. O Oswaldo sempre me estimula, nunca me deixou de lado. Vou tentar não sair mais.

Apesar de a classificação para a semifinal já estar assegurada, Henrique afirmou que a mentalidade dos jogadores será de atuar com seriedade e busca a vitória contra o Volta Redonda.

- Não é amistoso, para nós é campeonato. Vamos com seriedade. Depois temos a Copa do Brasil e a semifinal da Taça Rio. Nosso compromisso é o de manter o ritmo que o time está tendo. Estamos em uma crescente.

Classificado, Bota vai apenas com os reservas para enfrentar o Voltaço

Atletas serão poupados para duelo com o Sobradinho, pela Copa do Brasil

 

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

OSWALDO OLIVEIRA treino botafogo (Foto: Satiro Sodré / AGIF) 
Oswaldo vai escalar o time reserva no domingo
(Foto: Satiro Sodré / AGIF)
 
A comissão técnica do Botafogo decidiu que só levará jogadores reservas para o jogo contra o Volta Redonda, domingo, no estádio Raulino de Oliveira. Nem o meia Vitinho, que tem sido opção no banco, vai viajar. O Alvinegro já está com a classificação garantida para a semifinal da Taça Rio e quer poupar os atletas para a partida de volta contra o Sobradinho, pela Copa do Brasil.

Na partida de quarta-feira, o time teve alguns problemas de lesão. Lodeiro deixou o campo com um problema na coxa esquerda e Julio Cesar com uma pancada na perna esquerda. Além destes, Gabriel, Renato e Andrezinho também estão em recuperação.

Uma possível escalação do Bota para o confronto deste domingo é: Renan, Edilson, Antônio Carlos, André Bahia e Lima; Lucas Zen, Jadson, Gegê e Jeferson; Henrique e Bruno Mendes. O técnico Oswaldo de Oliveira tem ainda algumas outras opções, como o lateral-direito Gilberto, os volantes Rodrigo Dantas e Fabiano, e o atacante Sassá.

Botafogo aposta na continuidade do garimpo que revelou Vitinho e Gabriel

Clube repete fórmula e, apenas este ano, contrata quatro jogadores já com18 anos de idade ou mais para atuar ainda no time de juniores

 

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

Vitinho gol Botafogo Friburguense (Foto: Satiro Sodré / Agif) 
Vitinho tem entrado regularmente durante os jogos
(Foto: Satiro Sodré / Agif)
 
No rastro do sucesso de jogadores como Gabriel e Vitinho, o  Botafogo segue com sua política de garimpar jogadores já em fase final de formação. Só este ano, o clube trouxe quatro nessas condições: Matheus, de 20 anos, e Pablo, de 18, ex-Grêmio, Daniel, de 19, ex-Cruzeiro, e Guga, de 18, ex-Gama. Todos meias, que já fizeram suas estreias, e com contratos até 31 de dezembro de 2014.

A prática deu certo nos últimos anos. Em 2011, o clube contratou para os juniores Vitinho, que estava no Audax, Gabriel, ex-Paulínia, e Jeferson, ex-São Paulo. De lá para cá, subiram para os profissionais Vitinho, de 19 anos, que se transformou em xodó, e Gabriel, de 20, que virou titular. Jeferson, de 21, ainda busca espaço.

- Já fazemos isso desde 2009. O Caio (atacante, hoje no Inter) e o Alex foram os primeiros nesse processo. Alguns dão certo, outros não, mas são todos nesse perfil. A gente monitora quem se destaca, está insatisfeito no clube de origem, como foi o caso do Jeferson, ou com contrato perto do fim, conversa com o empresário ou o próprio atleta - explicou gerente técnico do futebol profissional, Sidnei Loureiro.

Daniel, Matheus Carioca e Pablo se encaixam no perfil de jogadores em fim de contrato. Já Guga veio negociado com o Gama em um caso parecido com o de Vitinho e Gabriel, onde o clube de origem ainda continua com um percentual relativo do jogador (40%).

O Botafogo enfrentou o Gama este ano na Copa São Paulo de Futebol Júnior e venceu por 2 a 1. O time sofreu um gol justamente de Guga, que acabou chamando a atenção, como Gabriel na edição da competição em 2011.

Não temos uma rede montada, essa estrutura, pos não tem alojamento para todo mundo. Temos um projeto maior de captação, mas para o ano que vem, quando Marechal Hermes estiver pronto, com condição de receber os garotos"
Sidnei Loureiro
 
- O Guga se destacou na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. Em 2011, jogamos em Paulínia e trouxemos o Gabriel - comentou Sidnei.

Alguns jogadores jovens também são contratados para o futebol profissional diretamente, casos de Lima, de 21, e Bruno Mendes, de 18. Sidnei trata esses casos como exceções e considera importante a passagem ainda pela categoria de juniores do clube para facilitar a adaptação.

- É importante que ele entenda a filosofia do clube. Acho que ele pode ter mais sucesso fazendo isso, com mais tempo de formação - comentou o dirigente.

A tendência para o futuro é haver um equilíbrio na forma de produzir talentos. O garimpo vai continuar, até mais intensamente. Além disso, o clube também vai lapidar jogadores desde o mirim e o infantil, como aconteceu com Dória, Cidinho e Sassá, por exemplo.

- Não temos uma rede montada, essa estrutura, pois não tem alojamento para todo mundo. Temos um projeto maior de captação, mas para o ano que vem, quando Marechal Hermes estiver pronto, com condição de receber os garotos. A gente tenta selecionar e não errar. Acho que o aproveitamento com o pouco espaço e força financeira vem sendo bom. Temos que sair na frente, antecipar as ações dos demais clubes e ao mesmo tempo definir qual o alvo - explicou Sidnei.

As obras no centro de treinamento de Marechal Hermes, que tinha previsão para ficar pronto no fim do ano, estão paralisadas. Segundo Sidnei, a documentação que faltava para colocar o projeto em prática está resolvida, mas ainda não há prazo para o início da demolição.

- Conseguimos legalizar essa situação da demolição há pouco tempo e não dá para precisar se vai começar em 20 dias, um mês. Mas quando estiver pronto teremos alojamentos para 72 jogadores a partir de 14 anos. Hoje, podemos ter 26 concentrados, a partir dos 16. Eles estão em Caio Martins, por enquanto - disse Sidnei.

Feliz com segundo jogo como titular, Edilson vê evolução e planeja mais

Lucas deve retornar na próxima partida, mas jogador sonha com mais uma oportunidade de mostrar serviço: 'Vou tratar como o jogo da vida'

 

Por Fred Huber e Thales Soares Rio de Janeiro

Edilson botafogo desembarque (Foto: Fred Huber ) 
Edilson no desembarque do Bota após o
jogo contra o Sobradinho (Foto: Fred Huber )
 

No empate em 0 a 0 com o Sobradinho, quarta-feira, na estreia do Botafogo na Copa do Brasil, o lateral-direito Edilson teve a oportunidade de fazer sua segunda partida como titular. E ele ficou satisfeito com seu desempenho. Agora, o jogador espera ter mais chances de mostrar seu valor e brigar pela vaga.

No próximo jogo, domingo, contra o Volta Redonda, o técnico Oswaldo de Oliveira deve fazer mudanças no time, que já está classificado para semifinal. Lucas, no entanto, que cumpriu suspensão contra o Sobradinho, deve voltar. Edilson, no entanto, não perde a esperança.

- Estou feliz pela atuação, não tinha dúvidas que meu segundo jogo seria muito melhor do que o primeiro, até pela sequencia. Eu, que estou entrando agora, tento conquistar meu espaço a cada jogo. Não sei ainda se o Oswaldo já falou se vai escalar os reservas, poupar alguém. Se eu tiver a oportunidade de jogar de novo, vou ficar feliz e tratar como jogo da vida - disse o lateral, que agora utiliza a camisa 33, a mesma que usava no Grêmio.

Sobre o duelo com o Sobradinho, Edilson acredita que o adversário irá para o jogo da volta, no Raulino de Oliveira, com uma postura bastante defensiva. Para se classificar, o Bota terá que furar a retranca rival.

- Nossa defesa esteve bem postada, acho que nesse jogo de volta vai ser do mesmo jeito. A mesma aplicação na parte ofensiva e na defensiva também. Não tenha dúvidas que o time deles vai vir fechado, temos que entrar consciente para trabalhar a bola.

Botafogo muda rotina e empresta máquinas de luz no Engenhão

Agrônomo espera apenas a confirmação do tempo que o estádio ficará interditado para ordenar cortes. Parceiras aguardam pacientemente 

 

Por André Casado Rio de Janeiro
 

Adquiridas por R$ 1,5 milhão, em 2011, as seis máquinas que produzem luz artificial para o campo do Engenhão estão paradas. Com a chegada do outono no Brasil e a consequente redução de luminosidade natural, os equipamentos entrariam em ação com mais frequência neste período. Mas a interdição do estádio por tempo indeterminado, causada por danos na cobertura, tem mudado a rotina do trabalho, que vivia seu maior desafio: chegar ao fim da temporada com o gramado de qualidade, como entregue em janeiro, resistindo ao desgaste. Assim, a diretoria decidiu cedê-las ao Maracanã e ao Estádio Nacional de Brasília, que sediarão a Copa das Confederações, em junho, e a Copa do Mundo, em 2014.

- Esses estádios estavam precisando, o Botafogo falou comigo, e eu liberei, já que não há uso nem gastos aqui. Acredito até que elas vão ser removidas do Engenhão ainda hoje. Mas voltam assim que tivermos jogos novamente - explicou Artur Melo, agrônomo responsável.

Até aqui, apenas 20 partidas foram disputadas no palco do Botafogo. Somados os dois últimos anos, que não tiveram o Maracanã, foram 190, com média de 95. Para não passar de 70, que é a meta atual, formulada com a promessa da Ferj e da CBF de ajudar a racionar o calendário, agora o caminho está livre, já que a segunda metade do Carioca, a Copa do Brasil e a Libertadores se dividem entre Moça Bonita, Raulino de Oliveira e São Januário.

máquinas de luz do Engenhão (Foto: Divulgação) 
 
Máquinas de iluminação em ação em 2012: suspensão por tempo indeterminado (Foto: Divulgação)
 
Por ora, o profissional descarta indicar cortes de pessoal ou medidas extremistas. Apenas ordenou uma nova abordagem diante da falta de uso, que é positiva pela preservação do piso, mas muito negativa pela ótica das receitas e falta de testes. Ele espera o laudo da Prefeitura para saber por quanto tempo mais não haverá atividades.

- Sem carga, não tem prejuízo mecânico. Mas é claro que não estamos satisfeitos com a situação, o ideal era ter jogos. Estávamos sendo atendidos pelas federações e navegávamos em céu de brigadeiro. De repente, veio essa parada que foi ruim em vários aspectos. O problema do campo é a sombra e o pisoteio, que se reduziu a quase zero. Não está havendo necessidade de equipamento de luz artificial. Eles realmente estão parados. A pouca luz que entra é suficiente para a sobrevivência do solo do jeito que está - explicou Artur.

Como ainda não sei se será amanhã ou semana que vem, mantemos o trabalho. Vai haver uma redução de contingente inevitável se tiver que demorar. Se for uma reforma de seis meses, tudo vai ser revisto"
Agrônomo Artur Melo
 
A equipe que tinha acesso ao gramado agora cuida somente do campo anexo e das áreas verdes de paisagens dentro e ao redor do estádio. O corte que era diário passou a acontecer três a quatro vezes na semana. A diretoria, ao menos, consegue economizar com os gastos de energia. O que vem a calhar, já que os contratos para exibir placas de publicidade e as verbas provenientes de outros tipos de comércio  no estádio, como as lojas de alimentos, também estão "aguardando diretrizes", informa a Pepira, companhia que gerencia este setor.

Muitos funcionários terceirizados, cujas funções eram ligadas aos dias de futebol, perderam o rendimento extra, enquanto alguns fixos, com carteira assinada, temem a demissão caso as estruturas não sejam consertadas e os jogos não retornem ao Engenhão até o fim deste ano.

- Não sei como vai ficar. Estão honrando tudo certinho, mas se o negócio ficar ruim por muito tempo, complica. Já estou vendo outros serviços - disse um funcionário que não quis se identificar, sem mostrar preocupação com a segurança, pelo risco de a cobertura desabar.

A empresa holandesa que monitora o gramado 24 horas diárias permanece com sua rotina, muito embora a viagem de um técnico tenha sido cancelada no início do mês, em virtude do contratempo.

- Temos que deixar o campo em condições para ter jogo no dia seguinte em que liberarem. Como ainda não sei se será amanhã ou semana que vem, mantemos o trabalho. Vai haver uma redução de contingente inevitável se tiver que demorar. Se for uma reforma de seis meses, tudo será revisto. Mas é uma posição que tem ser dada pela Prefeitura - reforçou Artur.

O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro firmou sua posição de devolver o estádio, arrendado ao Botafogo por 20 anos, em reunião de conselheiros do clube. Mas o mandatário atual, Mauricio Assumpção, rejeitou este cenário e permanece no aguardo da solução proposta pelo prefeito Eduardo Paes, que, até agora, não divulgou o laudo completo do dano e quem ficará responsável: seu gabinete ou o consórcio. Já são 24 dias de interdição.

INFO_ENGENHAO_02 (Foto: Infoesporte)
 

Presidente do Bota pede licença do cargo por tempo indeterminado

Pai de Maurício Assumpção está doente e dirigente será substituído pelo vice Paulo Mendes para cuidar de questão importantes como o Engenhão

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Maurício Assumpção coletiva Botafogo (Foto: Thales Soares) 
Maurício Assumpção está em seu segundo
mandato no Bota (Foto: Thales Soares)
 
Com o pai passando por problemas graves de saúde, o presidente Maurício Assumpção pediu licença do cargo por tempo indeterminado e será substituído pelo vice Paulo Mendes. Ele será o responsável por conduzir questões importantes, ao lado do diretor executivo Sérgio Landau, inclusive o caso da interdição do Engenhão, fechado desde o dia 26 de março por causa de um risco de queda da cobertura.

Maurício Assumpção acompanhou a delegação em Brasília, onde o time empatou em 0 a 0 com o Sobradinho-DF, pela Copa do Brasil. Ele participou de um evento com sócios e foi ao jogo, realizado no Bezerrão, em Gama-DF.

Nesta quinta-feira, o presidente do clube desembarcou no Rio com o grupo e foi para General Severiano, onde formalizou o pedido de licença.

Maurício Assumoção está em seu segundo mandato como presidente do Botafogo. Ele assumiu o cargo em 2009.

Atuações: mesmo sem ser decisivo, Seedorf leva a melhor nota do time

Holandês faz sequência de dribles e boas jogadas no primeiro tempo do 0 a 0 com o Sobradinho. Julio Cesar também tem bom desempenho

 

Por GLOBOESPORTE.COM Gama, DF

Header-Materia_Botafogo (Foto: infoesporte)
 
JEFFERSON - GOLEIRO
Foi um mero espectador da partida, tal a fragilidade ofensiva do Sobradinho.
Nota 6,0
EDILSON - LATERAL-DIREITO
Avançou constantemente e fez cruzamentos que deram trabalho aos defensores do Sobradinho.
Nota 6,0
BOLÍVAR - ZAGUEIRO
Tranquilo, fez desarmes com facilidades. Tentou ajudar no ataque, mas sem sucesso. Perto do fim, se estranhou com adversário e levou amarelo.
Nota 6,0
DÓRIA - ZAGUEIRO
Levou um cartão amarelo por puro nervosismo, numa jogada ríspida. Com a bola, pelo menos, deu conta do recado.
Nota 5,5
JULIO CESAR - LATERAL-ESQUERDO
Protagonizou lances de perigo em chutes de fora da área. Fez boa dupla com Seedorf pela esquerda. Saiu machucado.
Nota 6,5
GILBERTO - LATERAL-DIREITO
Não comprometeu, mesmo improvisado do lado esquerdo.
Nota 5,5
MARCELO MATTOS - VOLANTE
Tomou algumas decisões erradas no ataque, em momentos importantes para o time. Com pouco trabalho, defendeu bem.
Nota 5,5
JADSON - VOLANTE
Como não vem jogando, demonstrou estar um pouco sem ritmo, mas não comprometeu o time.
Nota 5,5
BRUNO MENDES - ATACANTE
Entrou para dar mais força de ataque, mas não conseguiu finalizar com perigo.
Nota 5,0
FELLYPE GABRIEL - MEIA
Apareceu em todas as partes do campo, quase fez um bonito gol de voleio, mas cometeu erros de passes importantes.
Nota 6,0
LODEIRO - MEIA
Apesar da demonstração de disposição, faltou um algo a mais na hora de decidir as jogadas. Saiu ainda no primeiro tempo, machucado.
Nota 5,5
VITINHO - MEIA
Entrou disposto a ir para cima dos marcadores e cavou faltas perigosas para o time. Mas esteve longe de brilhar como em jogos recentes.
Nota 6,0
SEEDORF - MEIA
Fez belas jogadas de ataque na ponta esquerda, deixando seus marcadores vendidos e levando os torcedores à loucura. No segundo tempo, porém, foi mais discreto.
Nota 7,0
RAFAEL MARQUES - ATACANTE
Alternou altos e baixos no jogo. Mais baixos do que altos. Quase fez um gol de cabeça.
Nota 5,0
OSWALDO DE OLIVEIRA
Desta vez, o Botafogo não conseguiu transformar as boas jogadas criadas em gols. Além disso, o time fugiu um pouco de suas características, com muitas bolas cruzadas de longe para a área.
Nota 5,5

Header-Materia_Sobradinho (Foto: Infoesporte)
O time entrou apenas para segurar o resultado de 0 a 0. Pelo menos, foi bem sucedido em sua tarefa e fará o jogo de volta no Rio de Janeiro, podendo se classificar caso empate com gols.

Botafogo esbarra no Sobradinho e leva a decisão da vaga para o Rio

Após oito vitórias seguidas, time perde chances no fim, não reedita boas atuações e fica no 0 a 0. Candangos jogam por empate com gols na volta

 

Por GLOBOESPORTE.COM Gama, DF

A campanha perfeita na Taça Rio, com futebol vistoso e cheio de gols não deu as caras na estreia do Botafogo na Copa do Brasil. Mesmo com uma pressão incrível no fim da partida, o Glorioso não foi capaz de passar de um empate por 0 a 0 com o Sobradinho, na noite desta quarta-feira, no Bezerrão, e a decisão da vaga ficou mesmo para o Rio de Janeiro, sem vantagens. O rival também teve chances, e um gol corretamente anulado nos acréscimos (impedimento foi marcado) salvou o time carioca de uma amarga derrota.

Com o resultado, a sequência de oito vitórias do Alvinegro no Campeonato Carioca foi freada. Agora, nova igualdade sem bola na rede leva a disputa para os pênaltis. Qualquer empate com gols carimba a passagem dos candangos. Ao Glorioso, a ordem é vencer na quinta-feira da próxima semana, às 21h50m, no Raulino de Oliveira, para evitar mais um vexame na competição nacional - nas últimas quatro edições, não passou da segunda fase.

Na saída, Marcelo Mattos lamentou as oportunidades desperdiçadas e pediu cuidado na volta.

- O goleiro deles esteve muito bem, seguraram no relógio e no tempo. Agora, é segurar no Rio, não tomar gol no Rio. Não tem gostinho de frustração, pois não tem mais time bobo. Encontramos dificuldades para conseguir criar - avaliou o volante.

Seedorf e Ramon, Sobradinho x Botafogo (Foto: Adalberto Marques/Agência Estado) 
 
Em noite sem muito brilho, Seedorf disputa a bola com Ramon (Foto: Adalberto Marques/Agência Estado)
 
Domínio sem pressão do Botafogo

A bola multicolorida da Copa do Brasil rolou com atraso de 12 minutos. E o futebol demorou ainda mais a aparecer. O Sobradinho, que contou com os ex-alvinegros Túlio torcedor do clube) e Zé Carlos, aglomerou o setor do campo entre intermediárias e impediu o Botafogo de jogar como gosta, tornando o início da partida modorrento. Sem paciência, o time carioca rifava as jogadas com lançamentos em profundidade sem direção. Efeito disso foi que o primeiro chute a gol só saiu aos 15, com Julio Cesar, um dos mais lúcidos em campo.

Antes, reclamação de pênalti em Fellype Gabriel, que foi empurrado na área. A melhor chance saiu com Lodeiro, livre, após erro de Ramon e passe de Rafael Marques. Mas o uruguaio foi lento, bateu prensado e desperdiçou. Em rápido contato com o técnico Oswaldo de Oliveira, Seedorf mostrou insatisfação e reclamou que os companheiros estavam muito próximos. Pois ele mesmo mudou sua posição e passou a desequilibrar aberto na esquerda.

Aos 32 minutos, o craque holandês reviveu o pequeno show de dribles que ofereceu contra o Nova Iguaçu, domingo passado, pelo Campeonato Carioca. Mas, desta vez, apesar de ter entortado o lateral-direito Ronaldo, não acertou o cruzamento. O jogo aéreo, aliás, foi a tônica dos cariocas, com dezenas de tentativas sem sucesso. Apagado, Rafael Marques sequer conseguia fazer o trabalho de pivô. Para piorar, Lodeiro, lesionado, saiu e deu lugar a Vitinho.

Rafael Marques jogo Botafogo Sobradinho (Foto: Reuters) 
Rafael Marques disputa bola no alto com Zé Carlos e outro jogador do Sobradinho (Foto: Reuters)
 
 
Jogo aberto e muitas chances perdidas

Na volta do intervalo, a partida ganhou em emoção. Mais expostas, as equipes mudaram a postura, e o Sobradinho encaixou seu esquema, adiantando a marcação e pressionando o adversário. E levou perigo duas vezes justamente com a fórmula do Bota: bolas erguidas.

No entanto, a superioridade técnica do visitante (que parecia estar em casa, diante de tantos torcedores), ressurgiu e, aos 24, Vitinho chutou rente à trave depois de bate-rebate na área. Ambos os treinadores fizeram substituições ofensivas, e o duelo ficou ainda mais franco, mas o time candango, aos poucos, perdeu a intensidade e os raros contragolpes que assustavam.

O gol do triunfo do Glorioso quase saiu da forma mais improvável. Aos 40, Vitinho cruzou, o lateral Ronaldo desviou contra a própria meta e obrigou o goleiro Donizeti a tirar a bola, que já havia passado por ele, no susto. Depois, foi a vez de Rafael Marques finalizar, de cabeça, mas novamente Donizeti salvou. Até o fim, muita pressão e, mesmo com falhas grosseiras da defesa do Sobradinho, nada de a bola entrar. Com dez no campo de ataque, o Botafogo se descuidou, e Laécio chegou a marcar, mas o auxiliar assinalou impedimento corretamente e anulou o lance. Definitivamente, o encanto do Campeonato Carioca não viajou a Brasília.

Curtinha: Governador do Distrito Federal recebe camisa personalizada

Agnelo Queiroz, que é torcedor do Botafogo, recebeu o presente das mãos do presidente Maurício Assumpção nesta quarta-feira

 

Por Thales Soares Direto do Gama, DF


Agnelo Queiroz e Maurício Assumpção (Foto: Divulgação/BFR) 
Agnelo Queiroz e Maurício Assumpção no
Bezerrão (Foto: Divulgação/BFR)
 
Antes da partida entre Botafogo e Sobradinho, nesta quarta-feira, no estádio Bezerrão, o presidente alvinegro, Maurício Assumpção, presenteou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, com uma camisa 10 do Glorioso personalizada. O político, que foi ministro do esporte durante o governo Lula, é torcedor do Bota.

Donos de cadeiras cativas planejam ação contra exclusão no Maracanã

Advogado diz que donos de assentos poderão tentar liminar para entrar no estádio durante jogos da Copa das Confederações, Mundial e Jogos de 2016

 

Por Vicente Seda Rio de Janeiro


O anúncio do governo do Rio de Janeiro de que os proprietários de cadeiras cativas e/ou perpétuas do Maracanã não terão privilégios de ingressos na Copas das Confederações deste ano, Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 já repercute entre as pessoas que se sentiram lesadas. Um grupo de pelo menos 250 pessoas, entre os 4.968 donos de assentos, planeja entrar na Justiça contra a decisão e, de acordo com o advogado Ricardo Amitay Kutwak, o risco de impasse nos dias das partidas por conta de liminares é mais do que real.

Kutwak, que também é dono de duas cadeiras do Maracanã, citou o exemplo da entrada de torcedores na vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre o Millonarios, dia 27 de fevereiro, no Pacaembu, pela Libertadores. A partida ocorreu com portões fechados por ordem da Conmebol (em função da morte do jovem boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, por conta do disparo de um sinalizador por um torcedor corintiano em Oruro, contra o San Jose), mas quatro pessoas que haviam comprado ingressos ganharam liminar e entraram no estádio.

- Quando teve aquela situação dos portões fechados na Libertadores, algumas pessoas entraram com ação e a Justiça mandou entrarem no estádio. Chegaram lá com liminar e disseram: "Estamos entrando". Mas lá o estádio estava vazio, tinha espaço para todo mundo. No Maracanã, pode ser que todos os ingressos estejam vendidos. E aí? Como vão equacionar se chegaram com uma liminar dizendo a mesma coisa? - questiona Kutwak.

Ele explicou como ocorre o procedimento para obter liminares garantindo o acesso dos proprietários ao estádio durante os eventos.

- É liminar, mas ela pode até perder o objeto. Por exemplo, você tem uma liminar para assistir a um jogo, consegue assistir com a liminar, mas depois você vai discutir se teria direito ou não. Se ganhar, maravilha, confirmou os efeitos da liminar, se perder, vai indenizar o estado em perdas e danos. Então a gente vai pedir liminar para assistir aos jogos e, se lá na frente perder, eventualmente vamos ressarcir o valor do ingresso.

maracanã obras 17/04/2013 (Foto: Marcelo Baltar) 
 
A entrada do Maracanã na manhã desta quarta: estátua do Bellini ganha retoques (Foto: Marcelo Baltar)
 
Sobre os argumentos do governo do Rio de Janeiro, de que durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo o evento estará integralmente entregue à Fifa por força de lei, Kutwak foi enfático:

- Eu não posso antecipar a estratégia jurídica, ou vou dar arma para o inimigo, vou perder a carta na manga. O que posso dizer é que por mais que haja uma lei nesse sentido, essa lei não é um "supertrunfo", uma lei que vale para tudo e se sobrepõe a todas as outras leis e direitos existentes. E mesmo com essa exigência, eles teriam totais condições de resolver a questão. É a teoria de perdas e lucros. O lucro que o governo do estado terá com o Maracanã sendo sede da final da Copa do Mundo e da Copa das Confederações é infinitamente superior a um eventual prejuízo decorrente, por exemplo, da compra de ingressos para alocar os titulares das cadeiras cativas. Mas preferem ir para o embate? Beleza, mas vai ter um monte de ações judiciais, será negativo para o governo, para a Fifa, pode ter liminar mandando os titulares entrarem...

O advogado afirmou que recebeu diversas ligações de proprietário após a entrevista coletiva de Fitner e disse que "entrar com ação é tão certo quanto respirar". Ele rebateu os argumentos do secretário da Casa Civil, alegando que tratam-se de eventos extraordinários aos quais os direitos sobre as cadeiras perpétuas não se aplicam.

Maracanã estádio obras Copa 2014 (Foto: AFP) 
Novos lugares das cadeiras cativas ainda serão
sorteados entre os donos (Foto: AFP)
 
 
- Esse argumento do Fitner... "A cadeira perpétua vocês podem usar em qualquer evento, mas Copa do Mundo não é qualquer evento". Aí daqui a pouco, Olimpíada não é qualquer evento, depois tem um show, aí show do Paul McCartney não é qualquer evento... Óbvio que isso não se aplica a show, mas não existe. Uma cliente minha falou uma verdade. O Fitner disse que em 1950 era uma situação, agora é outra. Então beleza, o pessoal que comprou a cadeira para ajudar na construção do estádio quando o terreno do Derby Club era só um lamaçal, cadeiras que passaram de geração para geração, não servem mais para nada. Ou seja, viram as costas para os que estenderam a mão para poder levantar o estádio do Maracanã, pensando somente na relação com a Fifa - argumentou.

Ele afirmou, por fim, que a grande maioria dos seus clientes não deseja o embate judicial, mas pretende assistir aos jogos. No seu entendimento, pelo menos uma indenização se os proprietários forem vetados de fato, é "certa".

- A gente quer assistir aos jogos das cadeiras cativas. Mas ali será a área de imprensa, então a chance de sentar no meu lugar é zero. Então tenho essas opções: se não der para assistir da minha cadeira, quero assistir de qualquer ponto do estádio. Se for o caso, discute-se eventual indenização. Se não der para assistir de jeito nenhum, aí sim queremos indenização. A indenização é certa, até o governo do estado já reconheceu isso. Se a Fifa oferecer ingressos para sentar em outro lugar, eu aceito. Eu, Ricardo, pessoa física. Mas tenho certeza que 90% dos meus clientes também aceitariam. As pessoas não querem brigar, não querem dinheiro, indenização, querem ir ao evento.

Lodeiro vence enquete do 'É Gol!!!' após grande contribuição de Seedorf

Jogada do holandês, que cruzou para o meia uruguaio, foi decisiva no lance, que teve 51% dos votos. Colorado Leandro Damião ficou em segundo lugar

 

Por SporTV.com Rio de Janeiro, RJ


A fase de Lodeiro no Botafogo é mesmo boa. O meia alvinegro já tem sete gol em 14 jogos na temporada, e constantemente ganha elogios do técnico Oswaldo de Oliveira. Nesta quarta-feira, o jogador também venceu a enquete do "É Gol!!!", com o gol que marcou na partida contra o Nova Iguaçu, na última rodada do Campeonato Carioca. Obviamente que a jogada de Seedorf, que cruzou para Lodeiro, teve grande contribuição no lance, que somou 51,27% dos votos.


Lodeiro marcou duas vezes contra o Nova Iguaçu, e aos 24 minutos do segundo tempo contou com bela ajuda de Seedorf. O holandês entrou na área, fintou o marcador, e cruzou na medida para Lodeiro mandar de cabeça para o fundo do gol. No fim, o Botafogo venceu por 4 a 1 em Moça Bonita.

Lodeiro treino Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo) 
Lodeiro já tem sete gols pelo Botafogo após 14 jogos
neste ano (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
 
 
Do Rio Grande do Sul, Leandro Damião esteve na briga até o final da enquete, quando viu o rival do Botafogo disparar e vencer, com uma diferença de quase 10%. O gol que Damião marcou contra o Juventude, pelo Campeonato Gaúcho, em Lajeado, teve 41,66% dos votos

Damião também teve ajuda no seu gol. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Forlán recebeu de D'Alessandro e cruzou rasteiro. Damião apareceu na área e mandou para as redes. O Internacional também venceu por 4 a 1, e nas quartas de final da Taça Farroupilha enfrenta o Lajeadense.

Os outros três concorrentes da enquete não ameaçaram os dois primeiros. Bruno Veiga, com 3,55% dos votos, marcou um dos gol do Joinville na vitória por 6 a 1 sobre o Juventus, pelo Campeonato Catarinense. Aos 37 minutos de jogo, Ricardinho invadiu a área pelo meio e pôs a bola entre as pernas do defensor, e ela sobrou para Bruno Veiga marcar o terceiro do time na Arena Joinville.

No quarto lugar, com 3,13% dos votos, ficou o atacante Chiquinho, da Ponte Preta, que marcou os dois gols da equipe na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol, pelo Campeonato Paulista. Num deles, aos oito minutos do primeiro tempo, após bom lançamento de Baraka, Chiquinho ajeitou a bola, chutou e marcou um golaço no Moisés Lucarelli.

No fim da lista, com apenas 0,38% dos votos, aparece o volante Val, do Mogi Mirim. Ele deu a vitória ao time visitante, no duelo fora de casa com o São Bernardo, após cobrar falta com perfeição, aos 35 minutos do segundo tempo, colocando 2 a 1 no placar.

Seedorf dá palestra em colégio antes do jogo contra o Sobradinho

Holandês conhece instituição de ensino e faz a festa das crianças. Botafogo estreia pela Copa do Brasil nesta quarta-feira, às 19h30m, pela 1ª fase

 

Por Thales Soares Brasília

As crianças do Colégio Marista João Paulo II, em Brasília, receberam uma visita ilustre. O holandês Clarence Seedorf aproveitou que o time do Botafogo está hospedado próximo ao local e foi conhecer a instituição na manhã desta quarta-feira, quando também enfrenta o Sobradinho-DF, às 19h30 (de Brasília), pela Copa do Brasil, no Bezerrão. Antes do início de uma palestra ministrada por ele, foi exibido um vídeo com lances do craque. Depois, o meia respondeu algumas perguntas dos mais de 300 alunos que compareceram ao auditório.

Seedorf parecia estar em campo tal a naturalidade com a qual encarou a palestra para os jovens. Ele respondeu nove perguntas e no final fez a festa dos alunos ao vestir a camisa do colégio que recebeu como recordação ao final da ação promovida pelo departamento de marketing do Botafogo.
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Seedorf  botafogo palestra mosaico (Foto: Thales Soares) 
Seedorf durante palestra no Colégio Marista João Paulo II (Foto: Thales Soares)
 
A interação com os alunos foi fácil. Rapidamente, ele identificou na plateia um aluno com a camisa do Milan. Em sua palestra, que durou 40 minutos, Seedorf fez questão de falar sobre temas importantes, como drogas e bullying. Respondeu sobre racismo, o seu começo de carreira e o futuro no futebol.

- Vivi pouco racismo no esporte, mais discriminação. São coisas diferentes. Na história, isso foi muito declarado e agora acontece mais pelas costas. Não considero aquele "uh, uh" (torcida imitando macaco) racismo, mas ainda tem muito no mundo inteiro. Vivi mais fora do futebol. Uma vez, saí de carro da Itália para a Holanda, com a minha mãe. Devia ter 20 anos. Fui parado e revistado várias vezes, perdi mais de duas horas. O guarda falava coisas fortes sobre mim e eu entendia, pois falava a língua. Estava muito nervoso. Mas isso foi sutil. O futebol é um esporte de integração e a gente pode transimitir isso. Joguei no Real Madrid com jogadores de 11 nacionalidades diferentes e ganhamos tudo, com todos se respeitando. Nenhum de vocês aqui é racista. Nunca vi criança racista e vocês devem se manter assim. Tenho quatro filhos. Onde vão, encontram outras crianças e na mesma hora ficam amigos - disse Seedorf.

Seedorf  botafogo palestra (Foto: Thales Soares) 
Seedorf respondeu a perguntas das crianças
(Foto: Thales Soares)
 
 
Logo depois de falar sobre esse tema, o holandês estava ao lado de um aluno que disse ter sido vítima de bullying. Na mesma hora, Seedorf conteve os risos da plateia e, como um professor rígido, exigiu uma retratação da plateia.

- Quando eu tinha 10, 12 anos, havia um grupo que se divertia muito com isso. Há crianças que ficam traumatizadas para a vida inteira. Tem que brincar de outra maneira. Isso não é bonito. Vai ajustar isso, certo? - questionou Seedorf, que recebeu um sim como resposta da plateia.

A palestra também teve momento de descontração, quando Seedorf chamou dois garotos ao placo para bater bola. Ele os colocou frente a frente para que um tentasse driblar o outro e deu rápidas dicas. Até ajudou um deles a amarrar o tênis.

Durante a conversa com os alunos, Seedorf lembrou a importância de dedicação ao esporte, mas sem deixar de lado o estudo. O holandês parou de estudar aos 16 anos, quando se tornou profissional no Ajax-HOL e só voltou a se dedicar aos livros quando estava na Itália, onde fez um curso de business management e economia e finanças. No fim, exigiu dos alunos um grito de não às drogas.