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SporTV Repórter
 

Atleta, cantor, jogadores... Os talentos por trás dos palcos da Copa de 2014

 

Operários das obras do Maracanã e do Itaquerão revelam suas diferentes habilidades e mostram o dia-a-dia do trabalho que os orgulha e emociona

 

Por SporTV.com Rio de Janeiro e São Paulo

Por trás das obras do Itaquerão, estádio onde será realizada a primeira partida da Copa do Mundo de 2014, e do Maracanã, palco da final do Mundial, há muito mais do que 7.500 operários. Os pedreiros, marteleiros e eletricistas são também músicos, poetas, estudantes e alguns ainda sonham em se tornar atletas. 

Há 15 anos o maranhense Antônio Francisco deixou Buriti para procurar trabalho no Rio de Janeiro. Na cidade carioca, surgiu o desejo de se tornar um atleta. O pedreiro trabalhava na contrução civil e treinava nos intervalos, mas não conseguiu concretizar os planos de se tornar um maratonista de alto nível. Hoje, Goelinha, como é conhecido pelos companheiros de trabalho, ajuda a reconstruir o Maracanã enquanto anima o dia-a-dia dos colegas com sua cantoria.

No Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, o auxiliar de topografia Cido Moraes também é a atração musical. Ele é compositor e se inspira no trabalho para escrever as canções românticas que canta na hora do almoço, todas conhecidas pelos operários.

A hora do almoço é um momento de descontração que serve de incentivo para os funcionários das construções. No Maracanã, os operários são premiados com um churrasco toda vez que uma etapa da obra é concluída dentro do prazo. No Itaquerão, a nutricionista Ilana Cavalcante também tenta variar o cardápio para satisfazer os seus "clientes". Segundo ela, a média de consumo são 600 kg de carne e 120 kg de feijão por dia.

tite corinthians especial itaquerão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) 
Tite dá entrevista na Rádio Estádio, que funciona no
Itaquerão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Para alegrar as horas de trabalho e facilitar a comunicação com os funcionários foi criada a Rádio Estádio. Além de dar informações e tocar músicas, o veículo também traz entrevistas com celebridades do universo do futebol, como o treinador Tite.

- A rádio nasceu de uma necessidade de melhorar a comunicação com os nossos funcionários. A gente já tinha outros meios de comunicação, mas queríamos inovar e surgiu a idéia de se criar uma rádio comunitária - conta o diretor da rádio, Antônio Zuchowski. 

A rádio também é responsável pela transmissão do Brasileirinho, campeonato de futebol organizado pelos operários da obra. A competição, que começou um dia antes e acabará um dia depois do Brasileirão, conta com 40 times com nomes criativos como "Barcelama", "Ruim Madrid" e "Os Ronaldos", divididos em dois grupos.

- Ano passado fizemos um campeonato com 16 times, era um mata-mata. Esse ano o número de equipes cresceu muito, são quase 600 homens envolvidos. Criei uma tabela com dois grupos de 20, no mesmo sistema do Brasileirão, e encaixei em um horário para todo mundo, entre 18 e 20 horas - conta o engenheiro Frederico Barbosa.

Quadra do Brasileirinho (Foto: Marcos Daniel de Favari Ramos) 
Gramado cinza onde é disputado o campeonato dos
operários (Foto: Marcos Daniel de Favari Ramos)
O gramado cinza do campo onde é disputado o Brasileirinho foi doado por fornecedores da obra. A tradicional cor verde foi vetada pelos operários por lembrar o Palmeiras, clube rival do Corinthians.
No entanto, nem tudo é festa para quem trabalha na construção dos dois estádios. Quando começou a ajudar nas obras do Maracanã, há um ano, o vascaíno Cristiano Aguiar recebeu a função de destruir as arquibancadas do estádio.

- Eu falei que não dava para destruir, porque há cinco anos eu estava aqui vendo um jogo e então teria que destruir tudo. Comecei a chorar. Só fui quebrar no outro dia. Dói muito quebrar qualquer coisa aqui, é muito difícil mesmo - conta Cristiano, comovido.

Assim como o carioca, outros operários também se emocionam com o fato estarem erguendo os dois principais palcos da Copa do Mundo de 2014. O mestre de obras Francisco Lopes, conhecido como Pará, revela que o atual trabalho é diferente de tudo o que já fez.

- É uma emoção muito grande. Vai ser a colação de grau do mestre, tem um sabor especial - diz Pará.
- A gente imagina o estádio lotado, a galera gritando gol... Quero trazer meu filho aqui e dizer que fui eu que fiz. É como se tivesse marcado um gol - define o supervisor das obras do Maracanã, Ozéias Neto.

Bota e torcida vivem relação tensa: 'Ambiente hostil não é dentro de casa'

Técnico Oswaldo de Oliveira não vê vantagem no momento para o seu time em jogar como mandante no Brasileiro. Aproveitamento é de apenas 48,8%

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 


Nos últimos três jogos como mandante, o Botafogo conseguiu dois empates e sofreu uma derrota, por 2 a 0 para o Santos (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado), quarta-feira, no Engenhão. A sequência de resultados ruins reflete o desempenho abaixo da expectativa no Campeonato Brasileiro. O time tem apenas 48,8% de aproveitamento com o mando de campo, conquistando 22 pontos em 15 jogos.

Esse desempenho é melhor apenas do que o dos quatro últimos colocados e do Bahia, que está em 15º. Ainda assim, pode ser deixado para trás pelo Sport e igualado pelo Palmeiras, que jogam como mandante nesta quinta-feira, contra Grêmio e Coritiba, respectivamente.

Oswaldo de Oliveira, Botafogo (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com) 
Oswaldo de Oliveira tem sofrido com a perseguição da torcida (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)
 
Com isso, o relacionamento do time com a torcida no Engenhão tem sido o pior possível. Na derrota para o Santos, menos de três mil pessoas pagaram para assistir ao jogo. Ainda assim, na maior parte do tempo, atacaram Elkeson, Fábio Ferreira, Lucas, o técnico Oswaldo de Oliveira e até o presidente Maurício Assumpção.

Não adianta ficar falando sobre uma coisa que penetra na gente e chateia. É esperar uma oportunidade para que não aconteça mais. Não é a primeira vez que acontece comigo ou com o Botafogo. É preciso ter calma e equilíbrio"
Osvaldo de Oliveira
 
- O Campeonato Brasileiro tem mostrado um outro lado. Você considera que está jogando dentro de casa quando tem uma tendência de um ambiente favorável. Quando é hostil, não é dentro de casa. A bola bate na trave e o jogador (Elkeson) é vaiado. Dentro de casa é o que a gente viu contra o Bahia, Atlético-MG, Cruzeiro, que ganhando ou perdendo há uma interferência na partida - disse Oswaldo.

A perseguição ao treinador é feita de várias formas durante o jogo. A cada chance desperdiçada pelo ataque, nome de Loco Abreu volta a ser gritado na arquibancada. O jogador está emprestado ao Figueirense e não tem sido utilizado no clube catarinense. Ele deixou o Botafogo depois de uma conversa com Oswaldo, dizendo que não poderia brigar com a tática.

Botafogo_9-ultimas_rodadas (Foto: infoesporte)

Outra forma de ataque a Oswaldo aconteceu no momento em que chamou o atacante Rafael Marques para entrar em campo. Indicado pelo treinador, o jogador completou contra o Santos 15 jogos sem conseguir fazer um gol sequer. Pedido pela torcida, Cidinho não entrou e também foi motivo para reclamações.

- Uma das coisas mais importantes é não falar mais sobre isso. Não adianta ficar falando sobre uma coisa que penetra na gente e chateia. É esperar uma oportunidade para que não aconteça mais. Não é a primeira vez que acontece comigo ou com o Botafogo. É preciso ter calma e equilíbrio - comentou Oswaldo.

O próximo jogo do Botafogo é contra o Grêmio, domingo, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro. O time caiu para a oitava posição na tabela de classificação, com 40 pontos, 10 atrás do Vasco, que seria hoje o último classificado para a Taça Libertadores do ano que vem.

Loco Abreu não quer que Uruguai faça marcação individual em Messi

Às vésperas do clássico contra a Argentina, uruguaio pede para equipe celeste evitar que a bola chegue no atacante e o mantenha longe da área

 

Por GLOBOESPORTE.COM Montevidéu

Loco Abreu no treino do Uruguai (Foto: AP) 
Loco Abreu no treino do Uruguai (Foto: AP)
 
O atacante Loco Abreu não está preocupado com a marcação sobre Messi no clássico entre Uruguai e Argentina que será disputado nesta sexta-feira pela 9ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014. Na opinião do atacante do Figueirense, a melhor maneira de parar Messi é fazer com que a bola não chegue nele, evitando que o volante Fernando Gago conclua seus passes para o camisa 10.

- Não há que fazer marcação individual nele. Inteligentemente temos que diminuir esse primeiro passe que tem o Gago, que é o que dá o toque em profundidade. Há que fazer com que Messi recue mais metros para buscar a bola porque quanto mais longe de nosso gol ele estiver, menos complicado será - analisou o "professor" Abreu em entrevista à rede de TV "Tyc Sports".

Abreu acredita que o duelo contra os argentinos está repleto de ingredientes especiais, que vão além do fato de ser a maior rivalidade do continente.

- É uma semana linda porque vamos colocar a camisa celeste e jogar as eliminatórias. Depois, tem um "plus" de ser um clássico e com um rival que é o líder. Além disso, está o fato de que eles contam com o melhor do mundo. Mas isso não muda nossa mentalidade - garantiu.

Veja os resultados desta quarta pelas Séries A e D e três estaduais

Fluminense segura pressão inicial e vence Bahia por 2 a 0. Galo perde e se complica na luta pelo título. Com triunfo, São Paulo fica perto do G-4

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Campeonato Brasileiro: (29ª rodada)

Cruzeiro 2 x 0 Portuguesa
Ponte Preta 2 x 1 Náutico
Figueirense 3 x 1 Atlético-GO
Botafogo 0 x 2 Santos
Bahia 0 x 2 Fluminense
Vasco 0 x 2 São Paulo
Corinthians 3 x 2 Flamengo
Internacional 3 x 0 Atlético-MG

Campeonato Brasileiro Série D: (Semifinal - jogo de volta)

Sampaio Corrêa 1 x 0 Baraúnas
*Com o resultado, o Sampaio Corrêa está na decisão da Série D

Copa Paulista: (Primeira fase - 19ª rodada)

Capivariano 3 x 2 Ferroviária
Ituano 2 x 2 Penapolense
Grêmio Osasco 3 x 3 Rio Claro
Audax 1 x 1 Botafogo-SP
Noroeste 1 x 1 Paulista
São Carlos 0 x 0 Atlético Sorocaba
América-SP 1 x 1 XV de Piracicaba
Velo Clube 1 x 0 Palmeiras B

Copa Rio: (Primeira rodada - Fase de grupos)


Resende 0 x 2 Bangu
Audax Rio 0 x 1 Goytacaz
Nova Iguaçu 0 x 1 Americano
Macaé 1 x 0 Olaria

Campeonato Catarinense Segunda Divisão: (Nona rodada)

Caxias-SC 1 x 2 XV de Outubro
Hercílio Luz 0 x 0 Imbituba
Biguaçu 2 x 1 Concórdia
Porto-SC 1 x 2 Tubarão
Juventus-SC 1 x 3 Guarani

Oswaldo diz que Botafogo perdeu o equlíbrio ao sofrer o primeiro gol

Técnico lamenta chances perdidas e afirma que a capacidade de definição dos jogadores do Santos determinou a derrota por 2 a 0 no Engenhão

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 


A diferença entre o desempenho do Botafogo no primeiro tempo e no segundo chamou a atenção na derrota por 2 a 0 para o Santos, nesta quarta-feira, no Engenhão. O time chegou a colocar três bolas na trave nos primeiros 45 minutos, mas sofreu uma queda, principalmente depois do gol marcado por André, que abriu caminho para a vitória do rival.

O técnico Oswaldo de Oliveira lamentou o momento de desequilíbrio do time naquele momento do jogo. Os dois gols saíram nos primeiros 10 minutos do segundo tempo. A dificuldade para reagir foi grande.

- Nós tivemos grande oportunidades no primeiro tempo e não conseguimos definir. Esse panorama persistiu até o primeiro gol, quando o time perdeu o equilíbrio. O segundo gol aconteceu em função disso, porque se desarrumou. Não tivemos a capacidade de marcar pelo menos um gol que nos daria a possibilidade de reação - analisou Oswaldo.

Botafogo_9-ultimas_rodadas (Foto: infoesporte)

Apesar desse momento de desequilíbrio, Oswaldo fez questão de elogiar a atuação do Santos, que jogou desfalcado de Neymar. Para ele, o aproveitamento nas chances criadas foi o que determinou o resultado e não o fator psicológico.

- É um ponto importante, mas o Santos tem um time bom, com jogadores decisivos, que aproveitaram as oportunidades como nós não conseguimos. Concorre para isso a capacidade do adversário - afirmou Oswaldo.

O próximo jogo do Botafogo é contra o Grêmio, domingo, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro. O time não vence há seis jogos.

Oswaldo não teme demissão no Botafogo mesmo com série negativa

Time chega a seis jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro com derrota para o Santos, mas treinador avisa: 'Não vou pedir demissão'

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro


A derrota por 2 a 0 para o Santos, nesta quarta-feira, no Engenhão, completou uma série de seis jogos sem vencer do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Na arquibancada, a reação foi aos gritos contra o técnico Oswaldo de Oliveira, pedindo a sua saída, e com xingamentos direcionados ao presidente do clube, Maurício Assumpção.

Oswaldo procurou manter a serenidade na saída do campo, sem trocar olhares com os torcedores, conversando com o auxiliar Luiz Alberto. Um torcedor chegou a atirar uma bomba na entrada do vestiário, que parou na cobertura. Apesar de tudo, ele garantiu que não pensa em deixar o cargo.


Botafogo_9-ultimas_rodadas (Foto: infoesporte)


- Não vou pedir demissão. Perder e ganhar faz parte da rotina na minha vida. Graças a Deus, ganhei muito mais do que perdi. Às vezes, acontece uma sequência de derrotas e outra de vitórias. A vida é feita desses dois resultados e com um empatezinho vez ou outra - afirmou Oswaldo.

O próximo jogo do Botafogo é contra o Grêmio, domingo, no Olímpico. O adversário está na terceira colocação no Campeonato Brasileiro. Com relação ao seu futuro no clube, o resultado não o preocupa e usou o seu currículo como defesa para se manter confiante.

- Não passaria pela minha cabeça pedir demissão ou ser demitido. Não vejo futebol dessa forma. Minha capacidade não pode ser medida por esses jogos. São 37 anos de futebol e 38 títulos importantes. São 12 como treinador e 14 títulos importantes - disse Oswaldo.

Andrezinho lamenta oportunidades perdidas: 'O futebol penaliza'

 

Meia diz que primeiro e segundo tempo foram dois jogos diferentes. Fábio Ferreira também lamenta: 'Quando a gente não faz, leva'

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O Botafogo chegou ao sexto jogo seguido sem vencer no Campeonato Brasileiro. Após um bom primeiro tempo contra o Santos, quando sufocou o adversário, o Alvinegro sofreu dois gols em três minutos na etapa final e perdeu o jogo por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Engenhão. Diante de 2.986 pagantes (4.634 presentes), o Bota não aproveitou as chances criadas e segue com 40 pontos na tabela depois da terceira derrota seguida na competição.

- A gente tem que fazer gol. Criamos, que é o mais difícil. O futebol penaliza, a gente foi penalizado por não ter feito gol no primeiro tempo. Foi um segundo tempo totalmente atípico. Foram dois jogos diferentes - disse o meia Andrezinho.

o finalizador

 


Andrezinho
6 FINALIZAÇÕES
3 pra fora, 3 bloqueada(s) por algum jogador

Recordes de finalizações em um jogo:
01 Ronny FIG 2 x 1 NAU - 1ª RODADA 10
02 Forlán INT 2 x 1 PON - 16ª RODADA 9
03 Souza NAU 0 x 2 FLU - 7ª RODADA 8
04 Jô ACG 1 x 1 CAM - 17ª RODADA 8
05 Jô CAM 1 x 1 BAH - 3ª RODADA 8
ranking parcial do campeonato até 10/10/2012
O zagueiro Fábio Ferreira também lamentou as chances perdidas pelo Botafogo, principalmente na primeira etapa do jogo. E citou uma expressão conhecida do mundo da bola para explicar mais uma derrota da equipe.

- A gente fez um primeiro tempo excelente. Criamos várias oportunidades, mas não fizemos o gol. No segundo tempo, a gente voltou tentando fazer a mesma coisa, mas infelizmente não conseguiu, e acabamos tomando dois gols. Quando a gente não faz, leva - afirmou

Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Grêmio no Olímpico, domingo, às 18h30m (de Brasília)

Inédito: Santos bate o Bota e vence a primeira fora de casa sem Neymar

 

Na 29ª rodada, Peixe segura o ímpeto do Alvinegro no primeiro tempo, é preciso na etapa final e faz 2 a 0 no Engenhão. Glorioso segue sem vencer

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

  • finalizações
    16 a 16

    No primeiro tempo, o Bota finalizou mais. No segundo, o Santos. Os times ficaram iguais na estatística, mas só o Peixe aproveitou as chances que teve.
  • carrasco
    André

    O camisa 9 santista fez o quinto gol dele sobre o Alvinegro, o que faz do time carioca a sua maior vítima. Ele tem sete no Brasileirão, um atrás de Neymar.
  • que fase!
    Elkeson

    Artilheiro do Glorioso com oito gols, o camisa 9 não marca há um mês. Contra o Santos, foram duas bolas na trave. Ele também não superou Rafael.

Há vida sem Neymar. E agora fora da Vila Belmiro. Nesta quarta-feira, o Santos teve de jogar novamente sem o seu craque, convocado para defender a seleção brasileira em amistosos, e conquistou algo inédito em sua campanha nesta edição do Campeonato Brasileiro. Contra o Botafogo, no Engenhão, em jogo da 29ª rodada, o Peixe conseguiu a primeira vitória fora de casa sem o camisa 11. O triunfo por 2 a 0, gols de André e Miralles, foi o quarto da equipe de Muricy Ramalho como visitante. Antes, havia derrotado Palmeiras, Coritiba e Figueirense, mas sempre com seu principal jogador em campo. Agora, a equipe está em décimo na tabela, com 38 pontos, mais distante da zona de rebaixamento. O Santos encerra uma série de três partidas sem vencer.

- Estou feliz pelo gol e pela vitória do grupo. O Muricy falou que seria importante ganhar sem o Neymar. Está aí para quem falava que a gente não ganhava sem ele. Esta é a resposta - disse André, atacante do Santos, em entrevista ao "PFC". 
O Botafogo, por sua vez, vê sua série negativa aumentar. São seis partidas sem uma vitória sequer. Depois de um primeiro tempo em que foi muito superior e acertou duas bolas na trave com Elkeson, o time de Oswaldo de Oliveira sucumbiu. Apático e com criatividade em nível zero no segundo tempo, o Alvinegro não esboçou reação depois de sofrer os gols e ouviu uma torcida revoltada reclamar nas arquibancadas. Substituto do goleiro Jefferson, também convocado por Mano Menezes, Renan perdeu pela primeira vez depois de 23 partidas (dez vitórias e 13 empates). Desde 2009 o reserva não deixava o campo derrotado. Em oitavo, com 40 pontos, o Glorioso continua a dez do Vasco, quarto colocado, que perdeu por 2 a 0 para o São Paulo, em casa, nesta rodada.

- Fizemos um belo primeiro tempo, mas o segundo foi para esquecer. Criamos várias chances, mas não matamos. Fomos penalizados no segundo tempo porque não fizemos os gols - analisou o meia alvinegro Andrezinho, em entrevista ao "PFC". 

No próximo domingo, o Botafogo visita o Grêmio, no Olímpico, às 18h30m. O Santos recebe o Vasco, na Vila Belmiro, às 16h.

Arouca e André, Botafogo e Santos (Foto: Rudy Trindade / Agência Estado)André, autor do primeiro gol santista, é abraçado por Arouca (Foto: Rudy Trindade / Agência Estado)
 
 
Goleada de chances perdidas
A escassez de atacantes no Botafogo transformou o meia Elkeson na principal alternativa ofensiva do time na temporada. Em alguns momentos ele resolveu, tanto que é o artilheiro alvinegro no Brasileirão, com oito gols, mesmo número de Andrezinho. O problema é que a bola do camisa 9 parou de entrar. Sem marcar há um mês, Elkeson teve boas chances de encerrar o jejum no primeiro tempo contra o Santos. Não deu. Nos 45 minutos iniciais, ele parou no goleiro Rafael, na trave e no travessão. Foi assim também com Lucas e Seedorf, que desperdiçaram boas chances.

O Santos sem Neymar, que está na seleção brasileira, mostrou novamente que é um time comum, que limitou-se a destruir e apostou nos contra-ataques pouco efetivos com Arouca, Bernardo, Felipe Anderson, Miralles e André. A equipe da Vila Belmiro passava pouco tempo com a bola e não teve recursos para fugir da marcação alvinegra.

O Peixe esperava brechas, e o Botafogo perdia gols. A equipe carioca criou grandes chances, mas não aproveitou. As melhores delas foram com Elkeson. Na primeira, chute rasteiro defendido por Rafael. Depois, cabeçada na trave. Mais tarde, triangulação com Fellype Gabriel e Seedorf e bola no travessão. Andrezinho e os volantes Gabriel e Jadson apareceram bem na entrada da área. Pelas laterais, Márcio Azevedo e Lucas foram boas alternativas. Pela direita, Lucas quase marcou. O cruzamento desviou em Durval e enganou Rafael, que conseguiu voltar e fez belíssima defesa.

A falta de criatividade e vontade de Bernardo irritou Muricy Ramalho. Tanto que o técnico tirou o camisa 7 aos 37 minutos para a entrada de Henrique. A troca do meia pelo volante foi uma tentativa de diminuir os espaços no meio-campo do time santista, que assustou o goleiro Renan duas vezes. O Botafogo ainda chegou com Andrezinho em chute da entrada da área, mas a bola parou na zaga. Foi a 12ª finalização do Bota na primeira etapa, cinco a mais que o Santos. No primeiro tempo, a goleada do quarto melhor ataque do campeonato, com 41 gols, ficou só na estatística.

Peixe vivo


Depois de um primeiro tempo muito superior, de grandes chances criadas e perdidas, o Botafogo se viu em apuros logo no início da etapa final. As táticas não mudaram. O Alvinegro tentou ditar o ritmo e comandar as ações, enquanto o Peixe esperava espaços para contra-atacar. Só que o time de Muricy foi cirúrgico em duas chances e fez 2 a 0. Aos oito, André aproveitou um desvio de Éwerton Páscoa em escanteio cobrado na primeira trave e completou na segunda, sem marcação. Quinto gol do camisa 9 sobre o Botafogo, sua maior vítima na carreira. Três minutos depois, Miralles recebeu ótimo passe de Felipe Anderson, invadiu a área e, na saída de Renan, empurrou para as redes.

No gramado do Engenhão, botafoguenses apáticos e desnorteados. Nas arquibancadas, botafoguenses insatisfeitos e indignados. Os jogadores e o técnico Oswaldo de Oliveira passaram a ser hostilizados com gritos de "time sem vergonha", "fora Oswaldo" e "olé" a cada toque dos santistas. Pediram até o atacante Loco Abreu, que está emprestado ao Figueirense e quase não joga na equipe catarinense. Oswaldo mandou a campo Rafael Marques, tirou Elkeson e ouviu gritos de "burro".

Os números que mostraram a superioridade do Botafogo no primeiro tempo deixaram claro que o cenário mudou completamente no segundo. Quando o relógico marcou 25 minutos da etapa final, o número de finalizações do Santos já era maior: 14 a 13.

O Peixe tocou bola e administrou a vantagem. Os cariocas tentaram, mas o time inteiro caiu de produção. Seedorf errou passes como um jogador comum, Fellype Gabriel cansou e foi substituído por Vitor Júnior, e Andrezinho não conseguiu criar boas jogadas. Foi uma equipe sem fôlego, sem inspiração e que caminha para ficar, mais uma vez, sem a Libertadores.

STJD nega interferência abusiva, e Gaciba diz que caso de R49 vai à Fifa

Comentarista teme por abertura de precedente com decisão do tribunal contrária à do árbitro da partida. Procurador alega 'situação normal'

 

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro


 

A última terça-feira pode ter sido um divisor de águas no debate da autoridade da arbitragem no futebol brasileiro. A punição a Ronaldinho Gaúcho por jogada violenta contra Kleber, determinada por maioria de votos pelo STJD, foi contrária à decisão de Héber Roberto Lopes, que não marcou falta no lance da partida entre Atlético-MG e Grêmio, em 23 de setembro. O tribunal reviu as imagens da televisão e denunciou o jogador, que teve pena de uma partida de suspensão, a ser cumprida nesta quarta-feira, contra o Inter. Dezesseis dias se passaram entre a data da partida e o julgamento, e, após a leitura da sentença, a dúvida permaneceu: afinal, quem é o dono do apito?

Árbitro por 21 anos e comentarista do SporTV, Leonardo Gaciba teme pela abertura de um precedente com a interferência do STJD nas decisões da arbitragem. E afirma que o caso será levado à consulta com a Fifa.

- É importante ver o livro de regras da Fifa, que diz que toda decisão do árbitro não tem volta. Se é uma decisão técnica, então vamos ter que olhar todos os jogos do Brasileirão e utilizar os mesmos exemplos. É um negócio complicado. Todo caso de agressão tem que ser punido, claro, e o STJD é soberano. Minha preocupação é a questão da citação, do critério igual para todo mundo. Na minha opinião, estão entrando em uma área que não é a deles. Agora vão discutir se o cartão tinha que ser amarelo ou vermelho? Seria o mesmo que colocar um árbitro para julgar um julgamento deles. Inverteríamos os papéis. Esse caso vai ser levado pela CBF a uma consulta à Fifa, para uma análise da arbitragem brasileira - afirmou Gaciba.

O texto das regras do jogo, um documento oficial da Fifa, descreve a situação da seguinte forma:

Regras de futebol árbitro regra 5 (Foto: Reprodução)

Presidente da Comissão da Arbitragem da CBF, Aristeu Leonardo Tavares não quis entrar em polêmica, mas reafirmou a autoridade do STJD.

- Não estou por dentro do assunto, porque estou aqui na Granja Comary em um treinamento. Mas a decisão do STJD é sempre soberana, vai ser sempre cumprida - garantiu.

No outro lado da discussão, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, não vê motivo de preocupação com a decisão tomada pelo tribunal. Ele cita exemplos de outros jogadores que foram denunciados após o fim do jogo e sem orientação direta da arbitragem, como Bolívar, do Inter, que fez dura falta em Dodô, do Bahia, no Brasileirão de 2011. O colorado foi punido inicialmente com o mesmo tempo que levasse o período de recuperação do adversário e depois teve sua pena reduzida para quatro jogos.

Não estamos aqui para mudar o resultado do jogo, escanteios, impedimentos, mas se houver violência, prática de infração, pouco importa se o árbitro deixou
o cartão no bolso"
Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD
 
- É uma situação absolutamente normal. Temos que cuidar das ações disciplinares, resguardar a ética e analisar infrações. O árbitro aplica as regras do jogo. Não houve interferência que não seja de competência do STJD. O campeonato vai afunilando, mas desde o início usamos a prova de vídeo. Se o árbitro viu mal, ou não viu, nossa competência é levar o conhecimento ao tribunal, como já aconteceu em diversos casos, por exemplo o do Bolívar com o Dodô. O árbitro estava próximo e não marcou a entrada quase criminosa, que deixou o atleta do Bahia mais de seis meses fora. Não estamos aqui para mudar o resultado do jogo, escanteios, impedimentos. Mas, se houver violência, prática de infração, pouco importa se o árbitro deixou o cartão no bolso. Não é uma novidade o uso de imagem - afirmou Schmitt.

No momento da falta de Ronaldinho Gaúcho em Kleber, Héber Roberto Lopes estava a cerca de quatro metros. Um atleta do Galo está perto, mas parece não obstruir a visão do árbitro. Uma situação parecida aconteceu há menos de um mês, com Adryan, do Flamengo (veja no vídeo abaixo). O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que estava a cerca de 40 metros da cena, deu cartão amarelo por entrada no vascaíno William Matheus. No entanto, o meia foi denunciado pelo STJD e punido com uma partida de suspensão.


Para Schmitt, a tecnologia é uma aliada para os árbitros que não estejam bem posicionados no momento da infração e tenham uma avaliação equivocada devido à distância. Por isso, acredita que não houve incoerência entre a punição de Ronaldinho Gaúcho e a absolvição de Héber Roberto Lopes por "deixar de observar as regras da modalidade", como consta no artigo 259 do Código de Justiça Desportiva Brasileira, ao qual foi denunciado.

- A gente vem responsabilizando os árbitros em forma de denúncia em situações como essa. Mas, dependendo da análise dos auditores, é absolutamente compreensível que, embora ele pareça estar de frente, fique fragilizado em função da vigília eletrônica. As imagens que temos à disposição são evidentes. Com a velocidade que o jogo se desenrola, ele pode perder um lance específico. Por isso é compreensível que a grande maioria seja absolvida por interpretação errônea. Os atletas, sim, têm que ter mais consciência para praticar a modalidade com a maior lisura possível - concluiu Schmitt.

Lances_Arbitragem (Foto: infoesporte) 
 
Veja a visão da arbitragem nos casos de Adryan e  Ronaldinho Gaúcho (Foto: infoesporte)

Botafogo e Santos atuam com selo em homenagem às crianças

 

Ação conjunta dos departamentos de marketing dos dois clubes acontece nesta quarta-feira, no Engenhão

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 

Botafogo e Santos disputam a partida da 29ª rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira, no Engenhão, exibindo um selo comemorativo comum na camisa oficial, em homenagem ao Dia das Crianças. A ação foi feita através de ação conjunta dos departamentos de marketing dos dois clubes. O tema é "Garotos de General e Meninos da Vila", uma reverência ao futebol e às crianças.

Seedorf e Arouca, Botafogo e Santos (Foto: Fernando Soutello / AGIF) 

Seedorf e Arouca disputam bola com o selo comemorativo no meio das camisas (Foto: Fernando Soutello

Sport bate Botafogo com gol de zagueiro aos três minutos de jogo

 

Na partida da volta, em Niterói, no dia 17, o rubro-negro pernambucano pode até empatar que se classifica para a próxima fase da Copa do Brasil

 

Por GLOBOESPORTE.COM Caruaru, PE


No segundo duelo entre pernambucanos e cariocas pela Copa do Brasil Sub-20, melhor para os nordestinos. Nesta quarta-feira, no estádio Lacedão, na cidade de Caruaru, o Sport venceu o Botafogo por 1 a 0. Um dia antes, Náutico e Fluminense, outros representantes de Pernambuco e do Rio de Janeiro, haviam ficado no empate por 1 a 1.

O gol do Sport saiu aos três minutos de jogo, com o zagueiro Oswaldo acertando as redes de cabeça. O detalhe é que até pouco tempo atrás o jogador, capitão do time na partida, atuava na Ilha do Retiro em uma função que nada tinha a ver com futebol: ele era técnico de ar-condicionado do clube até ser chamado para um teste nas categorias de base.

O jogo da volta entre Botafogo e Sport será no dia 17 de outubro, às 16h30m (de Brasília), em Niterói, no Rio de Janeiro. Os pernambucanos têm a seu favor qualquer empate para se classificar. Quem passar pega nas oitavas de final o vencedor de Santos e Goiás, que empataram por 0 a 0 na estreia.

A Copa do Brasil Sub-20 começou no dia 02 de outubro e vai até 15 de dezembro. O campeão e o vice garantem vaga na Taça Libertadores da América Sub-20 de 2013. Veja a tabela completa da competição.

Leão supera selecionáveis

Mais acostumado ao forte calor do Nordeste e aos "atalhos" do Lacerdão, os jogadores do Sport foram mais perigosos que os atletas do Botafogo na maior parte do jogo. Uma das armas dos rubro-negros foi a bola alçada na área, garantindo alguns sustos ao goleiro Andrey.

Por falar no goleiro do Botafogo, ele, Gilberto e Vitinho, também do Alvinegro, foram convocados para a seleção brasileira sub-20. Apesar de selecionáveis, esses atletas pouco fizeram em campo contra os pernambucanos, que não passaram sufoco no jogo.

No primeiro tempo, o Sport esteve mais perto do segundo gol do que o Botafogo do empate. Aos 29 minutos, Ruan fez bela jogada e cruzou para Alemão. De frente para o gol, o jogador rubro-negro tentou chutar de primeira e "isolou" a bola. Um minuto depois, o Fogão respondeu com Vitinho, chutando de fora da área.

Botafogo melhora, mas Sport segura vitória

Para o segundo tempo, o Sport voltou com uma mudança. O técnico André Prodes tirou o atacante Ruan para a entrada do zagueiro Régis. O Botafogo, por sua vez, voltou melhor e começou a pressionar os pernambucanos com bolas paradas em que pese o fato de estar jogando contra o vento.

Aos 24 minutos, o Botafogo assustou o Sport ao meter uma bola na trave com Gegê. O lance, no entanto, já havia sido invalidado pelo árbitro. A resposta do Sport veio na sequência com Iago em boa trama dos pernambucanos pelo lado esquerdo do ataque. A última boa chance da partida foi do Leão, com Reis, que obrigou Andrey a se esticar todo para impedir que a bola estufasse as redes aos 44 minutos. No fim, melhor para os donos da casa que garantiram a vitória na estreia.

O Sport entrou em campo com Flávio, Alemão, Oswaldo, Cleidson, Moisés (Iago), Lucas, Ray, Otávio, Markson (Lincoln), Ruan (Régis) e Neto sob o comando do técnico André Prodes. O time do Botafogo foi formado por Andrey, Kazu, Vinicius, Gilberto (Rafael Reis), Renan, Dedé, Medeiros, Otávio (Lukinhas), Gegê, Vitinho (Falque) e Sassá. O técnico foi Jair Ventura.

Jogadores do Botafogo comemoram convocação para seleção sub-20

Andrey, Gilberto e Vitinho são chamados para treinos na Granja Comary e encaram o Sport, nesta quarta, pela Copa do Brasil da categoria


Por Thales Soares Rio de Janeiro


vitinho botafogo treino (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com) 
Vitinho é um dos convocados do Bota
(Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)
 
 
O Botafogo teve três jogadores convocados para a seleção brasileira Sub-20, que se prepara para a disputa do Sul-Americano da categoria, em janeiro de 2013, na Argentina. O goleiro Andrey, o lateral-direito Gilberto e o atacante Vitinho foram chamados pelo técnico Emerson Ávila para o período de treinamentos entre os dias 15 e 24, na Granja Comary. O fato fez os jogadores comemorarem.

Os três já estão ambientados com o time profissional do Botafogo. Gilberto e Vitinho, inclusive, já atuaram este ano sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira. O trio estará em campo nesta quarta-feira, às 16h30 (de Brasília), pela Copa do Brasil Sub-20, contra o Sport, em Caruaru-PE.
- Estava dormindo e o Dedé (volante dos juniores) me acordou para avisar e conferi na internet. Fiquei muito feliz. Isso dá mais confiança para a gente continuar trabalhando para conseguir um espaço no time profissional novamente - disse Vitinho.

Vinte e quatro jogadores foram chamados por Emerson Ávila para esse período de preparação. A convocação definitiva só deve acontecer no começo de dezembro. O Botafogo só teve menos convocados do que o Fluminense, recordista, com quatro.

Entre os titulares do time profissional, o Botafogo conta com dois jogadores com idade para a disputa da competição: o zagueiro Dória e o volante Jadson. Eles atuarão nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, no Engenhão.

Juiz rubro-negro ironiza queda de rivais em ganho de causa a vascaíno

Autor receberá indenização de empresa de TV por assinatura por interrupção em jogo do Vasco. Magistrado diz que usou humor na sentença

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O torcedor vascaíno Elizeu Passos Caldas deu entrada em um pedido de danos morais na Justiça contra uma empresa de TV por assinatura. O motivo? A interrupção dos serviços de transmissão no meio de um jogo do Vasco pelo Campeonato Brasileiro por conta de falta de documentação. Ele foi beneficiado com a decisão do juiz André Luiz Nicolitt, que deu como sentença o pagamento de dois mil reais ao assinante. Apesar da decisão favorável, ele teve de escutar piadinhas.

Rubro-negro, o magistrado deferiu o pedido, mas afirmou que o dano é menor porque o Vasco já esteve na Série B. Se fosse flamenguista, receberia mais.

- Não é possível comparar a frustração de não poder ver um jogo de times que já frequentaram a segunda ou terceira divisão com aqueles que nunca estiveram nestes submundos. Exemplificando, se fosse o Fluminense, por ter jogado a terceira (divisão), valor ínfimo, o Vasco e Botafogo, por terem jogado a segundona, um pouco maior, já o glorioso Clube Regatas do Flamengo, que jamais frequentou ou frequentará tais submundos, o dano seria expressivo - disse na sentença, publicada na revista "Veja".

Sentença juiz faz piada com vasco botafogo e fluminense (Foto: Reprodução)Sentença de juiz faz piada com Vasco, Botafogo e Fluminense (Foto: Reprodução)
 
 
Para André Luiz Nicolitt, o magistrado é dotado de informalidade. Ele explicou que fez apenas uma brincadeira pelo fato de que o advogado era Fluminense e o autor da ação queria ver jogos do Vasco, mas garantiu isenção caso precise julgar algum flamenguista.

- Não tem relação com a causa em si. Foi uma pontada de humor - garantiu ao jornal "Extra"

Juniores: com rostos já conhecidos, Bota estreia na Copa do Brasil

 

Sassá, Vitinho, Dedé, Gilberto e Tellechea estão entre os jogadores que defendem a equipe na competição, que dá vaga na Libertadores


Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Vitinho e Lucas no treino do Botafogo (Foto: André Casado / Globoesporte.com) 
Vitinho ao lado de Lucas no treino do time principal
do Bota (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
 
 
O Botafogo inicia nesta quarta-feira, às 16h30m (de Brasília), contra o Sport, em Caruaru (PE), sua participação na Copa do Brasil sub-20. Os sistema de disputa é o mata-mata e dará ao campeão e ao vice uma vaga na Libertadores da categoria na próxima temporada. A equipe alvinegra terá algumas caras já conhecidas dos torcedores, como Vitinho, Sassá, Dedé e Gilberto, além do uruguaio Tellechea.

O Bota chega para a disputa motivado pela boa campanha que vem fazendo na Taça Otávio Pinto Guimarães (OPG). São sete jogos de invencibilidade. No último fim de semana, o time venceu o Vasco por 3 a 1. Apesar do bom momento, o técnico Jair Ventura fez um alerta.

- Esta competição é diferente por ser mata-mata, o que faz a vaga ser decidida em 180 minutos. Temos que ter muito cuidado. Como acontece em todas as competições que participamos, vamos para brigar pelo título, mas nossa prioridade é a formação de atletas, tanto que alguns jogadores foram para o elenco principal e outros chegaram para nos ajudar - disse ao site oficial do clube.

Um dos destaques do time, o volante Dedé está animado e acredita que o Botafogo fará um bom papel na competição, brigando de igual para igual com todos.

- Acredito que podemos fazer uma boa campanha. As expectativas são as melhores possíveis. Nós fomos competitivos no Campeonato Brasileiro e na Taça BH, agora vamos para esta competição embalados por sete vitórias seguidas no Torneio OPG - disse.

A competição terá a participação de 32 clubes e será disputada entre os dias 2 de outubro e 15 de dezembro.

Confira a lista dos jogadores do Bota na competição:
Andrey
Gilberto
Cazu
Vinicius
Medeiros
Renan
Octávio
Dedé
Sassá
Gegê
Vitinho
André Lucas
Kerlyson
Rafael Reis
Elber
Lukinhas
Tellechea
Faique

Contrato de Loco prevê volta ao Botafogo caso Figueira seja rebaixado

 

Passagem apagada até agora pelo clube catarinense pode estar perto do fim. Cláusula é confirmada por dirigente que participou das negociações

 

Por GLOBOESPORTE.COM Florianópolis
 
Loco Abreu no treino do Figueirense (Foto: Luiz Henrique / Site Oficial do Figueirense) 
Loco poderá deixar o Figueirense e voltar ao Fogo
(Foto: Luiz Henrique / Site Oficial do Figueirense)
 
 
A história de Loco Abreu no Figueirense pode estar com os dias contados. O contrato de empréstimo que o atacante assinou junto ao Figueira estipula um vínculo até o final de 2013. Porém, neste mesmo contrato existe uma cláusula que poderá abreviar a passagem do uruguaio no clube catarinense e fazê-lo retornar ao Botafogo na próxima temporada. Se o Figueira cair para a Série B, Loco volta ao Rio de Janeiro.

Quando chegou ao Figueirense, em julho, na 9ª rodada, o discurso da diretoria e do atacante Loco Abreu era o de brigar pelo ‘sonho alvinegro’: uma vaga na Libertadores. No entanto, o que era festa, quase três meses depois, se transformou em frustração, tanto para o atleta, quanto para o torcedor catarinense. A realidade do Figueira na competição se mostra uma quase irreversível luta contra o rebaixamento — são 98% de chances de queda, segundo o matemático Tristão Garcia.

Contando com esta possibilidade no momento da construção do contrato que selaria o empréstimo, o staff de Loco Abreu impôs uma exigência em forma de cláusula contratual: em caso de queda para a Série B, o jogador retorna automaticamente para o Botafogo.

O ex-diretor de futebol do Figueirense, Marcos Moura Teixeira, um dos responsáveis pela chegada do jogador ao clube, confirma a existência da cláusula. Teixeira, que não faz mais parte do Figueirense, participou das negociações e explica que a volta ao Botafogo aconteceria de forma automática.

— Sim, há uma cláusula que diz que se o Figueirense cair para a Série B, ele poderia voltar ao Botafogo. Ele está emprestado, ele não veio transferido para cá (Figueira), os direitos federativos são do Botafogo. Em tese, isso acontece de forma automática — diz Marcos Moura.

Loco Abreu, no Figueirense, contra o Flamengo (Foto: Luiz Henrique, divulgação / FFC) 
Loco Abreu, no Figueirense, contra o Flamengo
última vez que esteve em campo pelo clube
(Foto: Luiz Henrique, divulgação / FFC)
 Jogador pode atuar em doze jogos
 
 
Caso a queda aconteça, Loco Abreu, que chegou com status de maior contratação da história do Figueira, poderá atuar no máximo em doze partidas pelo clube. Até o momento, o atacante esteve à disposição dos treinadores em apenas sete partidas, sendo que atuou em cinco delas — por duas vezes ficou no banco sem ser aproveitado pelo treinador Márcio Goiano. Até o momento, Abre fez um gol com a camisa do Figueira, na Sul-Americana, sobre o Atlético-GO.

Desde a estreia do jogador no Brasileirão, o Figueirense disputou 22 partidas — entre Série A e Copa Sul-Americana. Até o final da temporada serão mais dez partidas e Loco só poderá ser relacionado em sete delas, já que está com a seleção do Uruguai e se ausentará por mais duas rodadas — sem contar com a partida desta quarta, contra o Atlético-GO. Seleção do Uruguai e lesões, foram os principais motivos das ausências do jogador.

SporTV News

Jogo virtual que simula briga entre organizadas provoca reação do MP

 

Embora possa ser considerado diversão pelos jogadores, especialistas dizem que game pode estimular violência entre torcidas nos estádios

 

Por SporTV.com Rio de Janeiro

 

Ele é virtual, mas é capaz de retratar uma realidade bastante comum nos estádios brasileiros e nas ruas do país. Adaptação pirata de um jogo de ação que foi proibido no Brasil, acusado de estimular a violência, o game que simula brigas entre torcidas organizadas tem chamado a atenção do Ministério Público e outros órgãos. Ele preocupa pelo poder de incitar a violência (Assista ao vídeo).

Antes do duelo online, o jogador pode escolher a torcida que quer integrar, a partir das opções para cada região do país, e optar pelo tipo de luta que pretende usar. Em uma cidade virtual, os torcedores saem em bandos para brigar com rivais, nas ruas ou nas arquibancadas, enfrentam a polícia e ganham pontos conforme vão cometendo ações violentas. E o que pode parecer diversão ganha outra conotação.

Acostumado a trabalhar nos juizados criminais instalados nos estádios do Rio de Janeiro, o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Marcelo Arsênio, destacou a necessidade de investigar se há ligação entre os jogadores e as organizadas, considerando que, na internet, há grupos de pessoas que acessam esses jogos virtuais associados a nomes de torcidas, muitas delas conhecidas e algumas com histórico de violência.

- Em uma primeira análise, sem dúvida, consigo identificar ma incitação à violência, a prática de crime. A gente tem que saber quem são as pessoas que estão atrás disso, o que elas querem, qual a finalidade, porque o jogo traz imagens de símbolos de torcida organizada - disse Arsênio, em entrevista ao "SporTV News".

Marcelo Arsênio, promotor do Grupo de Atuaçnao Especial de Combate ao Crime Organizado (Foto: Reprodução SporTV) 
Promotor Marcelo Arsênio compara jogo virtual
com realidade brasileira (Foto: Reprodução SporTV)
 
 
Embora muitos nomes de torcidas apareçam no jogo, não há uma ligação oficial das organizadas com o jogo. E também não significa que quem jogue virtualmente vá levar isso para a realidade. Mesmo assim, a semelhança preocupa. O temor é que o game sirva de "inspiração" para a prática.

- O jogo mostra exatamente o que acontece na realidade. O sujeito joga e se vê estimulado a continuar praticando aquilo que está na ficção na realidade - acredita o promotor.

A psicóloga Andréia Calçado confirma: o risco existe. A preocupação é ainda maior com os torcedores mais jovens.

- Não é para todos os adolescentes que (o jogo) vai causar problema ou influência. Mas, para aquele que já tem dificuldades em termo de estruturação familiar e de personalidade, que já tem transtorno psiquiátrico, pode ser algo que estimule a agressividade intensa, a agressão ao outro e a realização de atos ilegais.

Diretor da Federação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (Fetorj), Flávio Martins discorda da utilização dos escudos de torcidas brasileiras no game e apoia uma investigação.

- Vamos fazer uma carta, via Fetorj, para que seja apurado. É mais uma forma de denegrir a imagem da torcida e ligar ela à violência.

GTA Torcidas, uma adaptação pirata de um jogo de ação, simula briga entre organizadas (Foto: Reprodução SporTV) 
 
Jogo virtual simula briga entre torcidas organizadas de nomes conhecidos no Brasil (Foto: Reprodução SporTV)
 
Para o coronel João Fiorentini, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), as organizadas têm papel fundamental neste processo.

- Se os presidentes e representantes de torcida organizada fizerem valer o seu direito e retirar a presença de sua marca, acho que esse jogo tende a ser extinto.

Apitei: Márcio Rezende admite erros na decisão de 95 entre Santos e Bota

 

Ex-árbitro confessa ter perdido confiança em bandeira após conversa com Narciso, do Peixe, que avisou sobre gol ilegal de Túlio. 'Aí ele ficou branco'

 

Por Cassius Leitão e Diego Rodrigues Rio de Janeiro

ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas (Foto: Agência Gazeta Press) 
Márcio Rezende de Freitas durante a final de 1995
(Foto: Agência Gazeta Press)
 
Falta pelo lado esquerdo do campo, bem próxima da linha lateral. A bola é levantada na área, há o desvio e Túlio empurra para o gol. Botafoguenses eufóricos, mas ao mesmo tempo apreensivos, tentavam fazer o relógio andar o mais rapidamente possível. Afinal, o placar significava mais do que números: era o desenho de um sonho, do primeiro título brasileiro do Botafogo. E para quem já tinha o empate a seu favor, uma bela vantagem logo aos 24 minutos do primeiro tempo. Porém, o lance que elevou o atacante Túlio Maravilha ao posto de um dos principais jogadores que já vestiram a camisa do clube virou motivo para uma discussão eterna - e que abre a série "Apitei", que resgatará, pela visão dos árbitros, momentos polêmicos do futebol brasileiro.

As câmeras mostravam o artilheiro em posição irregular, o que não impediu o árbitro Márcio Rezende de Freitas de validar o lance. O problema é que a redenção carioca era a derrota de uma geração que fez o torcedor voltar a acreditar no Santos. E um pequeno gesto pode ter influenciado a sequência de equívocos que vem à tona toda vez que os times se encontram: a polêmica de 1995. Ao fim da primeira etapa, em um encontro naquele Pacaembu coberto por santistas, algo aconteceu.

- No intervalo do jogo, o Narciso (zagueiro do Santos) veio me falar que o gol do Botafogo tinha sido impedido. Aí eu vi que meu bandeirinha ficou branco. Eu meio que perdi a confiança nele. Passei a assumir mais os lances. Mas acabou tendo outro gol, do Santos, o de empate, que também foi irregular, e bem próximo do bandeirinha. Mas isso eu não vi, porque não tinha como ver. Depois, fui assumir um monte pra mim e mandei o bandeirinha ir para o fundo. E a TV diz que o único gol legal foi anulado - lembrou o ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas, que apitou a partida.


O assistente citado por Márcio Rezende de Freitas - hoje comentarista de arbitragem da TV Globo Minas - é Evaristo de Souza. Os lances acabaram sendo capitais. No gol de empate do Santos, Marquinhos Capixaba levou com a mão, e a bola sobrou limpa para Marcelo Passos mandar um chute certeiro para o fundo das redes. O outro momento-chave da decisão aconteceu em cobrança de falta. Márcio Rezende foi à linha da pequena área, olhou o lance e anulou o gol de Camanducaia. No entanto, o tira-teima mostrou o meia 59 centímetros atrás de Leandro Ávila no momento em que Marcelo Passos efetuou a cobrança em direção à área. Erro que Márcio Rezende chamou para si.

- Nem olhei para ele (o bandeirinha Evaristo de Souza). Eu assumi (o lance) mesmo.

Questionado sobre o que mais lembrava daquele 17 de dezembro de 1995, o ex-árbitro foi sucinto ao dizer que “ficou marcado por erros” e admitiu os equívocos. Ao apito final, seguiram as cobranças.

- Todo mundo (cobrou após a partida). Eu tinha vencido três troféus Charles Miller (prêmio dado ao melhor árbitro do Brasileiro na época). E mesmo com aquele erro ganhei o troféu.

Passados 17 anos daquela partida no Pacaembu, neste período, Márcio Rezende não apareceu em Santos. Tudo apenas por opção.

- Não vou nem para passear, nem para nada. Nunca fui nem antes, nem depois (do jogo). Antes ia para apitar os jogos apenas.

Mas não foi escalado para partidas na Vila Belmiro, a casa do Peixe, após aquela decisão. No entanto, poucos anos depois, apitou novamente um Botafogo x Santos (em 12 de novembro de 1998, no Caio Martins, com vitória do time da casa por 2 a 1). Os erros naquela fatídica decisão, segundo Márcio Rezende, não prejudicaram sua carreira.
- A imagem até sim. Mas a credibilidade, de forma nenhuma. Em 1996 quem apitou de novo (a final) fui eu. Teve Grêmio e Portuguesa. A Portuguesa era campeã até o fim do segundo tempo, e o Ailton acertou aquele chute. Meu modus operandi e minha credibilidade continuaram. Continuei apitando da mesma forma, sabendo que o erro faz parte do jogo - disse Márcio, que também comandou duas partidas da Copa do Mundo de 1998, sendo uma delas da anfitriã França.
O reencontro com o passado, porém, foi inevitável.

Meu amigo, errei como vocês erram também"
De Márcio Rezende a jogadores do Santos quando os reencontra
 
- Já encontrei com o Camanducaia e com outros jogadores. Às vezes falam: “Aquele dia foi f... hein, Márcio”. Mas eu falo: “Meu amigo, errei como vocês erram também. Não venham me falar que não perderam gol feito no jogo. E perderam.” Mas vai ficar sempre mais fácil apontar os erros dos árbitros. Nunca vi a imprensa, incisivamente, às vezes pegar em cima do jogador. Pega em cima dos árbitros.

tulio maravilha botafogo x santos 1995 (Foto: Agência Estado) 
 
Túlio Maravilha no momento em que faz o polêmico gol do título do Bota (Foto: Agência Estado)
 
 
Atualmente comentarista, o ex-árbitro admite que, mesmo com recursos tecnológicos, é difícil lidar com as situações de jogo.

- Como analista de arbitragem, hoje minha vida é muito mais tranquila. Às vezes eu erro também, mesmo com a ferramenta da televisão. E não tem tanta crítica como quando eu apitava. É mais fácil ter como bode expiatório o elo mais fraco da corrente, que é o árbitro, que não tem proteção, não tem nada. E fica por isso mesmo. Muito por culpa da representatividade dos árbitros, desde a minha época. Acaba não tendo representatividade nenhuma. A associação não se fortalece, a CBF não dá uma cobertura como deveria dar. Coisas do gênero.

Mesmo expondo ainda mais os donos do apito, o uso de recursos avançados é necessário na visão de Márcio Rezende.

- Às vezes a tecnologia não vê até o que tem que ver. Não sei se ela é vilã. Até porque às vezes a gente precisa de uma imagem, e você não tem essa imagem. A tecnologia não vê tudo, porque ela é operada por humanos. Humanos falíveis também, que às vezes erram, como o árbitro erra. Só que, se a gente usar essa analogia, a coisa cai mais para o lado do árbitro do que da cobrança da imagem que não tinha.

Nesta quarta-feira, às 19h30, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez no Engenhão. Atualmente, elas estão longe da disputa pelo título. O Botafogo é o sétimo colocado, com 40 pontos. Já o Santos ocupa a 14ª posição, com 35.  O GLOBOESPORTE.COM transmite a partida em tempo real.