Total de visualizações de página

Invicto, Marcelo Mattos é esperança para ajustar defesa do Botafogo

Técnico Joel Santana e jogadores destacam importância do volante, que volta aos treinos nesta sexta-feira após lesão no pé

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
marcelo mattos botafogo treino (Foto: Alexandre Cassiano / O Globo) 
Marcelo Mattos volta contra o Fluminense
(Foto: Alexandre Cassiano / O Globo)
 
Para Joel Santana, muito da atuação do Botafogo abaixo da média na partida contra o Bangu se deve à ausência de Marcelo Mattos. Depositar tantos méritos numa conta tem explicação nos números do volante com a camisa alvinegra. Foram 19 partidas sem uma derrota sequer – 16 vitorias e três empates –, o que mostra que ver o Alvinegro um pouco desarrumado quando ele não está em campo já deixou de ser exatamente uma coincidência.

Com uma inflamação na sola do pé direito, Marcelo Mattos foi poupado contra o Bangu e não treinou na tarde da última quinta-feira. No entanto, a expectativa do departamento médico é de que o capitão do Botafogo esteja em campo na atividade da manhã desta sexta e também enfrente o Fluminense, domingo, no Engenhão. Alívio para Joel Santana e para os companheiros de time.

- É um jogador que encaixou muito bem no sistema do Joel. Ele faz a diferença pela postura e tranquilidade. Quando não está em campo, faz falta para o Botafogo - analisou o goleiro Jefferson.

Mesmo ainda que de forma cautelosa, o Botafogo busca meios de negociar com o Panathinaikos, da Grécia, a compra em definitivo dos direitos de Marcelo Mattos. O volante está emprestado ao Alvinegro até 30 de junho, mas o clube vê a contratação do jogador como uma de suas grandes metas na temporada.

A importância atribuída a Marcelo Mattos pela diretoria é compartilhada pelos jogadores alvinegros.

- É um jogador que tem rodagem e no qual o Joel confia muito. Logo ele vai estar de volta para nos ajudar - afirmou o zagueiro João Filipe.

Botafogo fecha treino e antecipa concentração antes de pegar o Flu

Atividade do Alvinegro da manhã desta sexta-feira, no Engenhão, terá período sem presença dos jornalistas

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Mauricio Assumpção e Joel Santana treino do Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com) 
Ao lado do presidente Maurício Assumpção, Joel assiste a coletivo dos reservas nesta quinta
(Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
 
Depois do tropeço no Bangu, o Botafogo encara a partida contra o Fluminense como uma verdadeira decisão. De olho na primeira colocação do Grupo B da Taça Guanabara, o técnico Joel Santana vai comandar um treino fechado na manhã desta sexta-feira, no Engenhão.

A presença da imprensa será proibida durante pouco mais de uma hora. Neste período, Joel vai fazer ajustes, principalmente na defesa. Desde o início do Campeonato Carioca o treinador mostrou preocupação com o setor, o que se confirmou no empate em 1 a 1 com o Bangu, na última quarta-feira, em Volta Redonda.

O período de concentração também será antecipado. Depois do treino da manhã, o grupo será liberado e na noite desta sexta-feira se reúne no CT de General Severiano, local do último treinamento antes do clássico, na manhã de sábado.
   
A expectativa é que Marcelo Mattos retorne ao time neste domingo, depois de ficar fora da última rodada por causa de uma lesão no pé direito. Na zaga, Fahel e Márcio Rosário disputam uma vaga. O treinador ainda tem como opções os volantes Arévalo e Rodrigo Mancha, além do meia Everton, todos recém-contratados.

Autocrítica, felicidade e discrição: receita de Jefferson para brilhar

Goleiro afirma não adotar a postura de marqueteiro, garante estar feliz no Alvinegro e se mostra confiante em novas chances na Seleção Brasileira

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro


 Na última quarta-feira, o Botafogo saiu de campo lamentando o empate em 1 a 1 com o Bangu. No entanto, a sensação também foi de que, se não fosse Jefferson, o cenário seria pior. Se admitiu a frustração pelo resultado, o goleiro ao mesmo tempo mostrou-se satisfeito com o dever cumprido pelas grandes defesas, incluindo a de pênalti (veja lances no vídeo ao lado).

- Procuro manter a regularidade em todas as partidas. Independentemente do resultado, procuro analisar como foi o meu trabalho. O goleiro é único que pode ser individualista no bom sentido, pois precisa defender o tempo todo. É preciso ter sempre autocrítica - explicou.

Desde o retorno ao Botafogo, durante o Campeonato Brasileiro de 2009, Jefferson vem sendo um dos destaques da equipe. Segundo ele, muito desta boa fase permanente se deve ao ambiente vivido no clube.
- Estou feliz no Botafogo, e isso vem fazendo a diferença. Quando o jogador está satisfeito no clube e se identifica com os torcedores, as coisas dão certo - destacou ele, lembrando também a importância do preparador de goleiros Flávio Tenius. 

O reconhecimento conquistado no Alvinegro carioca se estendeu à Seleção Brasileira. Integrante da maior parte das convocações de Mano Menezes desde o ano passado, Jefferson ficou fora da lista para o amistoso contra a França, na próxima quarta-feira, assim como os demais atletas que atuam no país. O goleiro, entretanto, se mantém tranquilo e consciente de que continua a ser observado.

- Pelo que fiz nos treinos com a Seleção, estou confiante e sei que as portas continuam abertas. Não é meu perfil forçar nada pela imprensa. Vou continuar trabalhando para voltar e estarei pronto quando o momento chegar.

O mesmo comportamento se dá em relação à condição de capitão da equipe. Hoje, a braçadeira pertence a Marcelo Mattos, com Loco Abreu como segunda opção. Jefferson garante não ver esta questão como uma de suas prioridades.

- Sou muito discreto e não gosto de chamar a atenção. Muitos falam que depois da saída do Lucio Flavio e do Leandro Guerreiro, eu deveria ser o capitão. Até mesmo o Marcelo Mattos disse que, por ele, o capitão seria eu. Fico feliz por isso, mas não é o meu objetivo. Prefiro aparecer menos como marqueteiro e mais pelo meu talento - frisou.

Alvinegros encaram empate como 'alerta providencial' antes do clássico

Goleiro Jefferson afirma que tropeço do Botafogo diante do Bangu vai servir de alerta para o jogo contra o Fluminense, neste domingo

 Por Gustavo Rotstein 

Rio de JaneiroÀs vésperas do primeiro clássico do ano, a tranquilidade que conduzia a campanha do Botafogo na temporada foi abalada. O empate em 1 a 1 com o Bangu, na última quarta-feira, criou uma clara preocupação no técnico Joel Santana e em todo o elenco. Mas o grupo procurou adotar uma visão otimista em relação ao tropeço. Ele foi encarado como um alerta para o jogo contra o Fluminense, neste domingo, no Engenhão. Duelo que deverá definir o primeiro colocado do Grupo 2.


- Nosso jogo não encaixou bem. O Joel, por exemplo, disse que foi um apagão. Não tem muito o que explicar. Demos muito espaço ao Bangu, que é uma equipe leve e gostou do jogo. Depois de quatro vitórias seguidas, sabíamos que o empate uma hora viria. E acho que veio na hora certa, porque temos um clássico pela frente. Vai ser bom nós pararmos e vermos onde erramos - observou o goleiro Jefferson, que, com mais uma grande atuação, com direito a um pênalti defendido, evitou a derrota alvinegra.

João Filipe foi outro a destacar a boa atuação do Bangu e também garantiu que o clima do Botafogo não é de preocupação com o resultado inesperado. O zagueiro garantiu que, a partir de agora, o pensamento da equipe está na partida contra o Fluminense.

- Fizemos uma partida equilibrada, mas foi complicado, porque o Bangu chegou bem ao ataque. Felizmente não perdemos, somamos um ponto, e agora estamos voltados para o clássico. Será um jogo de vida ou morte para decidir a nossa classificação - observou.

Somália não desanima após empate: 'Bota entra para ser campeão'

Volante lamenta chances perdidas no empate em 1 a 1 com o Bangu, mas mantém confiança na campanha alvinegra

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O Botafogo deixou o campo decepcionado pelo empate em 1 a 1 com o Bangu, nesta quarta-feira, em Volta Redonda . Mas nem por isso houve desânimo. O volante Somália garantiu que o tropeço não altera os planos do Alvinegro no Campeonato Carioca.

- O Botafogo entra para ser campeão. O importante é se classificar. Tivemos oportunidades de matar a partida e não conseguimos. O Bangu criou algumas chances e fez o gol - observou o volante Somália.

A equipe volta a campo neste domingo para o jogo contra o Fluminense, no Engenhão. O Tricolor pode chegar à liderança isolada do Grupo B se vencer o Duque de Caxias, nesta quinta, mas o Alvinegro pode retomar a primeira posição se vencer o clássico.

Loco Abreu reconhece superioridade do Bangu: 'Somamos um ponto'

 Atacante afirma que adversário foi o dono de jogo no segundo tempo do empate em 1 a 1 com o Botafogo

                                   Loco Abreu comemora gol no empate do Botafogo
                                    Foto: Fábio Castro / Agif/Gazeta Press
Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

No dia que mais uma vez marcou um gol e chegou à artilharia do Campeonato Carioca ao lado de Fred – que também soma cinco –, Loco Abreu destacou os méritos do Bangu no empate em 1 a 1 com o Botafogo, nesta quarta-feira, em Volta Redonda. Para o atacante uruguaio, o tropeço acabou sendo, inclusive, lucrativo.

- Tivemos a virtude de marcar o gol, mas precisamos reconhecer que o Bangu foi melhor. O adversário teve personalidade, melhor posse de bola e foi o dono do jogo no segundo tempo. A verdade é que somamos um ponto - observou.

Loco Abreu destacou a atuação do goleiro Jefferson, que defendeu um pênalti no segundo tempo, e lembrou que o momento é de voltar as atenções para o jogo contra o Fluminense, no próximo domingo, no Engenhão.

- Precisamos melhorar muito e esperar com tranquilidade o clássico - disse.

Botafogo empata com o Bangu e coloca liderança em risco

Alvinegro fica no 1 a 1 em Volta Redonda e pode ser ultrapassado pelo Fluminense nesta quinta-feira

Por GLOBOESPORTE.COM Volta Redonda, RJ

Com quatro alterações no time titular, o Botafogo também quebrou a rotina de vitórias. Numa partida em que foi pressionado durante a maior parte dos 90 minutos, o Alvinegro ficou no empate em 1 a 1 com o Bangu, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, pela quinta rodada do Grupo B da Taça Guanabara. Loco Abreu, que ganhou a braçadeira de capitão na ausência de Marcelo Mattos, fez o gol da equipe, que, não fosse a grande atuação do goleiro Jefferson - que pegou um pênalti -, poderia sair de campo derrotada.

O Botafogo chegou aos 13 pontos, mas pode perder a liderança se o Fluminense vencer o Duque de Caxias, nesta quinta-feira. No entanto, no próximo domingo o Botafogo tem a chance de retomar a primeira posição enfrentando o Tricolor no Engenhão. Já o Bangu, que soma nove pontos, volta a campo no sábado, recebendo o Cabofriense.

Clique aqui e confira a classificação do Campeonato Carioca

Não foi apenas na equipe titular que o Botafogo apresentou novidades. Regularizado na tarde desta quarta-feira, o meia Everton pela primeira vez compôs o banco de reservas. Em campo, Fahel, Alessandro, Márcio Azevedo e Arévalo buscavam estabilizar a defesa, mas o que se viu no primeiro tempo foi uma equipe ainda confusa em sua retaguarda. O Bangu chegava ao ataque com certa liberdade e conseguia criar algumas oportunidades.

Nos pés dos meias Ricardinho e Thiago Galhardo, além dos atacantes Leandro Costa e Pipico, o Bangu levava perigo ao Botafogo, que contou com a ótima forma de Jefferson para chegar ao intervalo sem ver sua rede balançar. O goleiro realizou quatro importantes defesas na etapa inicial e se mostrou descontente com o posicionamento da defesa.

Se defensivamente seguia instável, o Botafogo mostrava boa articulação no ataque. Protegida pelo estreante Arévalo, que mostrou vitalidade e boa movimentação, a equipe saía com rapidez para o ataque, mas foi da tradicional bola área que conseguiu abrir o placar no momento em que o Bangu equilibrava a partida. Após falta cobrada na área por Márcio Azevedo, o zagueiro Diego Padilha, que marcava Loco Abreu, deu um tapa na bola. O árbitro marcou pênalti cobrado com firmeza pelo atacante no canto direito de Thiago Leal, aos 25 minutos. Foi o quinto gol do uruguaio, que igualou Fred na artilharia do Campeonato Carioca.

Alessandro Botafogo x Bangu 
No dia em que completou 200 partidas pelo Botafogo, Alessandro teve dificuldade com o lateral-esquerdo Fabiano Silva, do Bangu (Foto: Ag. Estado)

As duas equipes retornaram para o segundo tempo com as mesmas formações. No entanto, o Bangu se mostrou um time ainda mais agressivo no ataque, empurrando o Botafogo para o seu campo defensivo. A equipe de Joel Santana não conseguia sair com a bola e criava poucas chances de gol.

Numa de suas investidas, o Bangu teve um pênalti marcado a seu favor, quando Fahel derrubou Fabiano Silva de forma infantil dentro da área. Pipico bateu aos 18 minutos, mas novamente Jefferson brilhou. O goleiro pulou para o lado direito e defendeu. Neste momento, o Botafogo já tinha Caio, que entrou no lugar de Renato Cajá.

Nem mesmo o susto foi capaz de acordar o Botafogo. A equipe continuou a ser pressionada pelo Bangu, que merecidamente chegou ao empate aos 32 minutos. Pipico recebeu frente a frente com Jefferson e chutou. O goleiro fez grande defesa, mas a bola sobrou limpa para o zagueiro Abílio apenas empurrar para fazer 1 a 1.
Até o fim do jogo o Bangu buscou o gol e continuou a pressionar o Botafogo. A equipe de Joel Santana não mostrava poder de articulação de jogadas e tentou o ataque na base do desespero. No entanto, nenhum dos dois times teve a competência para garantir a vitória.

                                                                  BANGU 1 X 1 BOTAFOGO

Thiago Leal, China (Gedeilson), Diego Padilha, Abílio e Fabiano Silva; Joziel, André Barreto, Thiago Galhardo (Allan Possato) e Ricardinho; Pipico e Leandro Costa (Charles Chad). Jefferson, Fahel (Everton), Antônio Carlos e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo; Herrera (Alex) e Loco Abreu.
Técnico: Gabriel Vieira. Técnico: Joel Santana.
Gols: Loco Abreu, aos 25 minutos do primeiro tempo; Abílio, aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Joziel, Diego Padilha, Abílio (Bangu); Renato Cajá, Somália, Caio (Botafogo).
Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Data: 02/02/2011. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá. Auxiliares: Rodrigo Pereira Jóia e Rodrigo Figueiredo Corrêa. Público: 5.635 presentes.

Alessandro faz 200 jogos e quer parar no Bota: 'Não me vejo fora daqui'

Lateral-direito retoma posição de titular na partida contra o Bangu e comemora bom momento na relação com a torcida

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
alessandro gol botafogo madureira 
Alessandro comemora gol pelo Botafogo: marca
de 200 jogos pelo clube (Foto: Agência Estado)
No dia 9 de junho de 2007, Alessandro disputou a primeira de suas 199 partidas com a camisa do Botafogo. No empate em 1 a 1 com o Palmeiras, no Parque Antártica, ele dava início a uma verdadeira montanha russa. Foram altos e baixos na parte técnica, nas oportunidades no time e, principalmente, na relação com a torcida. Mas ao atingir a marca de 200 jogos pelo Alvinegro, nesta quarta-feira, contra o Bangu, o lateral-direito de 33 anos pode dizer que vive uma lua de mel com a arquibancada.

E logo na temporada 2011, que começou com má notícia para Alessandro. Foram apenas 15 minutos como titular no primeiro coletivo do ano para que o técnico Joel Santana o substituísse pelo recém-contratado Lucas. O experiente lateral ficou no banco de reservas nas primeiras cinco partidas do ano. Mas sua atuação nas duas últimas transformaram em aplausos as vaias muitas vezes ouvidas no Engenhão.

- Realmente não esperava que chegaria aos 200 jogos assim, mas lutei muito para que fosse da melhor maneira possível. Queria alcançar a marca jogando como titular, e o fato de o meu planejamento ter dado certo faz desse momento ainda mais feliz. São quase quatro anos de clube, com altos e baixos e sempre dando a volta por cima. O início de temporada foi importante para que eu colocasse na cabeça que precisava voltar à equipe - disse ele, que marcou 14 gols pelo Botafogo e é o jogador que mais disputou partidas no Engenhão: 89.

Se ainda busca sua reafirmação dentro de campo, Alessandro, que deve ser homenageado pelo clube na partida contra o Fluminense, tem prestígio em General Severiano. É chamado por Joel Santana de Professor e seus colegas o apelidaram de Presidente. Tem relação direta com o presidente Maurício Assumpção e por vezes serve de ponte entre o elenco e a diretoria. Por isso, seu pensamento é encerrar a carreira no clube.

- Prefiro deixar as coisas acontecerem e, por isso, ainda não penso em parar. Acho que ainda tenho motivação para jogar mais uns três anos e vou trabalhar muito para encerrar a carreira no Botafogo. Até porque não me vejo mais fora daqui. É um clube com o qual me identifiquei e do qual gosto muito. Mas também sei que no futebol tudo pode acontecer. Por isso, prefiro não traçar muitos planos para não ficar triste se eles não se concretizarem - explicou.

No entanto, uma resolução está tomada. No dia em que pendurar as chuteiras, Alessandro abandonará o futebol em todas as suas esferas. Depois de encerrar a trajetória como jogador profissional, o esporte será apenas lazer.

- Quando parar, não vou mais me envolver com futebol. Isso é certo. Quero ficar mais perto da minha família e ver meus filhos crescerem ao meu lado. Do futebol quero levar somente as amizades verdadeiras e acho que se continuar nesse meio, posso perdê-las por causa de um ato. Meu empresário chegou a me convidar para trabalhar com ele no futuro, mas já disse que estou fora - brincou.

Na estreia de Arévalo, Botafogo tenta classificação antecipada

Volante tem situação regularizada e deve entrar na vaga de Marcelo Mattos. Vitória sobre o Bangu nesta quarta praticamente garante vaga na semifinal

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Arévalo no treino do Botafogo 
Uruguaio Arévalo deve substituir Marcelo Mattos
(Foto: Satiro Sodré / Ag. Estado)
 
Dia de estreia no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O cão de guarda uruguaio Arévalo fará sua primeira partida com a camisa do Botafogo, nesta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), pela quinta rodada da Taça Guanabara, contra o Bangu. Umas das esperanças da torcida para parar Ronaldinho Gaúcho e os astros dos rivais, ele terá uma missão que, aparentemente, é menos complicada: segurar o time de Moça Bonita e ajudar o Glorioso a vencer mais uma para deixar a classificação bem encaminhada.

Com 12 pontos e saldo superior ao do Fluminense (11 a 9), o Botafogo lidera o Grupo B do primeiro turno do Estadual. Como os dois primeiros se classificam, e o terceiro atualmente é o próprio Bangu, com sete pontos, uma vitória pode praticamente selar a classificação para a fase semifinal. O Olaria, se conseguir um triunfo diante do Macaé, segue com chances mesmo com vitória alvinegra, mas a diferença no saldo de gols é muito grande – 11 contra menos três - e precisaria torcer por duas derrotas do Botafogo nas duas últimas rodadas.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances do confronto em Tempo Real, com vídeos exclusivos. O PFC transmite ao vivo para todo o Brasil, pelo sistema pay-per-view. Rodrigo Nunes de Sá apita a partida, auxiliado por Rodrigo Pereira Jóia e Rodrigo Figueiredo Correa.
header o que esta em jogo
Bangu: com sete pontos e em terceiro lugar, o Bangu tenta manter vivo o sonho da classificação para a semifinal. Para isso, uma vitória diante do Botafogo seria fundamental, já que diminuiria a diferença atual de cinco para apenas dois pontos em relação ao adversário.

Botafogo: uma vitória nesta quarta-feira deixa praticamente sacramentada a classificação do Botafogo para a semifinal da Taça Guanabara, além de manter os 100% de aproveitamento e a primeira colocação do Grupo B pelo menos até quinta, quando o Fluminense encara o Duque de Caxias.
header as escalações 2
Bangu: sem desfalques, o técnico Gabriel Vieira tem apenas duas dúvidas sobre qual time entrará em campo. No meio de campo, Ricardinho e Tiano são os candidatos. No ataque, Somália e Leandro Costa são as opções. O provável time será formado com Thiago Leal, China, Diego Padilha, Abílio e Fabiano Silva; Joziel, André Barreto, Thiago Galhardo e Ricardinho (Tiano); Pipico e Leandro Costa (Somália).

Botafogo: o técnico Joel Santana pretende poupar alguns jogadores com certo desgaste físico, natural neste início de temporada. Além disso, o treinador quer evitar suspensões, principalmente para o clássico de domingo contra o Fluminense. Desta forma, Marcelo Mattos, que sente dores no pé direito e está pendurado, dá lugar ao volante uruguaio Arévalo, já registrado na Federeção de Futebol do Rio de Janeiro. Outro que está pendurado e pode ficar fora é Márcio Rosário. Fahel deve fazer a função de terceiro zagueiro. Já na ala esquerda Márcio Azevedo fará sua estreia. O provável time é: Jefferson, Antônio Carlos, Fahel, e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá e Márcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu.

header fique de olho 2
Bangu: Pipico é o homem de referência no ataque do Bangu e entra motivado para balançar a rede adversária e manter vivo o sonho de classificação.
Botafogo: o dia é de estreia do volante Arévalo. O Cacha, como gosta de ser chamado, se destaca pela disposição e marcação com eficiência.

header o que eles disseram
Joel Santana, técnico do Botafogo: “ Temos que pensar degrau por degrau. Não adianta pensar no Fluminense (adversário de domingo) se tem o Bangu. O Bangu tem chances de classificação, é um time chato, difícil, tem uma equipe equilibrada, boa. Todo cuidado é pouco”
Herrera, atacante do Botafogo: “Temos que pensar no jogo de amanhã (quarta-feira). O importante é vencer para chegar bem contra o Fluminense. Não adianta pensar no fim de semana e esquecer o amanhã”

header números e curiosidades
*Em 190 jogos disputados entre Botafogo e Bangu, o Glorioso venceu 105, empatou 50 e perdeu 35.
*A última vitória do Bangu sobre o Botafogo aconteceu há oito anos. No dia 19 de janeiro de 2003, o time de Moça Bonita conseguiu o triunfo por 2 a 1, também pela Taça Guanabara.

*A mais importante partida entre Botafogo e Bangu na história do Campeonato Carioca aconteceu dia 17 de dezembro de 1967, no Maracanã. Na oportunidade, as duas equipes se enfrentaram na última rodada do returno, e o Bangu somava um ponto a mais que o Glorioso, jogando pelo empate para conquistar o turno. Mas o time de Zagallo venceu por 2 a 1, gols de Roberto Miranda e Gérson, com Mário descontando. Sendo assim, o Botafogo, que já havia conquistado o primeiro turno,sagrou-se campeão estadual daquele ano.

http://glo.bo/gFBaLA

Social Alvinegra

Dos camarotes, Lídio Toledo e família vibram com triunfo do Botafogo 

  Diretoria ao redor da família Toledo (Crédito: Júlio Gracco / BFR)
Diretoria ao redor da família Toledo (Crédito: Júlio Gracco / BFR)

Site Oficial do Botafogo


A vitória do Botafogo por 3 a 1 sobre o Olaria, que ratificou o bom trabalho da equipe dirigida pelo técnico Joel Santana, foi bastante comemorada pelo chefe do departamento médico do time campeão brasileiro em 1995, Lídio Toledo, e seu filho, Lídio Toledo Filho, o único cirurgião ortopédico cadeirante do mundo. Botafoguense de coração, a família Toledo acompanhou o triunfo dos camarotes localizados na parte oeste do estádio.

O vice-presidente Geral Antônio Carlos Mantuano, o vice-presidente Social e Comunicação Carlos Thiago Cesário Alvim e o Diretor de Marketing e Comercial Marcelo Guimarães assitiram à partida ao lado da família, que mais uma vez torceu pelo Botafogo no Stadium Rio exalou a habitual simpatia que lhe é característica.

Assessoria de Imprensa

Brasília tomada pela Blitz

Ação-relâmpago de marketing mobiliza torcedores na capital federal

 
Torcedor que participa ganha prêmios! (Crédito: BFR)
Torcedor que participa ganha prêmios! (Crédito: BFR)

Site Botafogo Oficial

Brasília é uma das cidades com maior concentração de botafoguenses por metro quadrado. Alvinegra na essência, a capital federal não poderia ficar de fora da BLITZ SOU BOTAFOGO, ação-relâmpago de marketing realizada na última sexta-feira e que sacudiu o país ao premiar torcedores com benefícios no programa de sócio-torcedor. Na Loja Oficial do clube, localizada na CLS 308 BL B, s/n LJ 26, os sete primeiros alvinegros que se apresentaram fizeram a festa.

Juliana Carvalho, Pedro Avelar, Walter Ferreira, Wendisley Batista e Kennedy Bitencourt foram contemplados com o plano Botafogo Sem Fronteiras. Com a alegria típica de um torcedor alvinegro, os felizardos tiraram fotos e deixaram a Loja Oficial com a certeza de que a distância do Rio de Janeiro não passa de um mero detalhe.

Faça como os alvinegros de Brasília. Você que tirou fotos ao ser contemplado com a BLIZ SOU BOTAFOGO, mande seu registro para blitz@botafogo.com.br que a publicaremos no nosso Site Oficial.

Conheça o programa SOU BOTAFOGO!

Departamento de Marketing

Joel deseja sorte a Ronaldinho na estreia com a camisa do Fla

Treinador do Botafogo diz que craque fará parte da festa do futebol carioca

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Joel Santana no treino do Botafogo 
Para Joel, Ronaldinho ajuda a enriquecer o futebol
do Rio (Foto:Alexandre Cassiano/Agência O Globo)
 
O futebol carioca vai parar para reverenciar Ronaldinho Gaúcho nesta quarta-feira. Quando entrar em campo com a camisa do Flamengo às 22h, horário (de Brasília) da partida contra o Nova Iguaçu, no Engenhão, pela quinta rodada do Grupo A da Taça Guanabara, ele será o foco. E até mesmo quem hoje se encontra na posição de rival, caso do técnico do Botafogo Joel Santana, já aguarda pela estreia do craque.

- O Ronaldinho é ótimo, faz parte da nossa festa. Ele vai ver no dia a dia porque esta é a Cidade Maravilhosa. Vai ser bom para todo mundo. Espero que faça uma boa estreia – disse o treinador.

Joel aproveitou para lembrar outros nomes de jogadores que atuam no Rio de Janeiro e também têm peso significativo em seus clubes.

- Ele (Ronaldinho) tem que provar em campo. Ele, o Fred, o Conca, o Abreu, por exemplo, têm pesos diferentes dentro do marketing de qualquer clube. Esses jogadores enriquecem o futebol carioca.

Porém, o encontro entre Ronaldinho e Joel Santana pode acontecer apenas em abril. Se as equipes não se enfrentarem na semifinal ou na final da Taça Guanabara, o próximo confronto acontece dia 9 de abril, pela sétima rodada da Taça Rio.

Após três jogos como titular, Herrera garante estar bem fisicamente

Problema no ombro esquerdo afastou jogador dos gramados no fim de 2010. Atacante espera fazer sucesso ao lado de Loco Abreu novamente

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Herrera no treino do Botafogo 
Herrera no treino desta terça: atleta fez um gol em
2011 (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
 
Foram quase quatro meses afastado dos gramados. Uma luxação no ombro esquerdo impediu que o atacante Herrera defendesse o Botafogo na reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Porém, ele voltou a ter uma sequência de jogos neste início de ano. Após ficar fora da estreia do Carioca para cumprir suspensão, o argentino atuou nas três rodadas posteriores da Taça Guanabara e começa a readquirir o ritmo de jogo.

Autor de um gol (na vitória por 4 a 1 sobre o Madureira) nas últimas três partidas, Herrera deve ser titular novamente diante do Bangu, quarta-feira, em Volta Redonda, às 19h30m (horário de Brasília).

- Estou bem (fisicamente). Preciso é de jogos para render mais e recuperar o ritmo de jogo. Mas o importante é entrar e funcionar bem com a equipe – disse o atacante.

Para voltar a render, não custa contar com a ajuda de um companheiro estrangeiro. No ataque Mercosul do Botafogo, ele entende que a parceria com o uruguaio Loco Abreu, que fez sucesso no Estadual de 2010, pode facilitar.

- A gente se entende bastante. O sistema de jogo funciona, estamos fazendo gols. É o que precisamos para cumprir objetivos.

Alessandro e Fahel ganham chance e carinho do Papai Joel

Treinador aposta nos dois atletas, constantemente criticados pela torcida, diante do Bangu

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Joel Santana no treino do Botafogo 
Joel Santana: 'Futebol não se fala, se joga'
(Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
 
Eles estão longe de ter dos torcedores do Botafogo a admiração pelo futebol exibido nos gramados. Mas a importância do lateral-direito Alessandro e do volante Fahel não deixa de ser exaltada pelo técnico Joel Santana. Sempre muito criticados, os dois provavelmente serão titulares na próxima quarta-feira, contra o Bangu, às 19h30m (de Brasília), no Raulino de Oliveira, pela quinta rodada da Taça Guanabara.

- São jogadores que sabem a minha maneira de trabalhar, fiéis, não se preocuparam quando os tirei do time. Coloco a responsabilidade da minha parte. Mas eles têm que provar que podem continuar no Botafogo. Já foram campeões e não posso jogar fora. A oportunidade está sendo dada. Tudo é questão de jogar bem. Futebol não se fala, se joga – defendeu o treinador.

Alessandro, inclusive, completará 200 jogos com a camisa alvinegra contra o Bangu. Reserva no início da temporada, deve entrar na vaga de Lucas, contratado no início do ano. Autor de um dos gols da vitória sobre o Madureira por 4 a 1, pela terceira rodada da Taça Guanabara, ele ainda deu o passe para Loco Abreu balançar a rede no triunfo de sábado, por 3 a 1, contra o Olaria.

Já Fahel deve entrar na vaga do pendurado Márcio Rosário. O volante, que faz também a função de terceiro zagueiro, é um dos mais perseguidos pela torcida alvinegra, mas conta com o apoio de Joel Santana.

Para esta quarta-feira o time deve ser formado com: Jefferson, Antônio Carlos, Fahel, e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália (Bruno Thiago), Renato Cajá e Márcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu.

União pelo Beach Soccer

Botafogo recebe presidente da FBSERJ e lidera conversas para o Estadual

 Site Oficial do Botafogo




Site Oficial do Botafogo

O presidente Mauricio Assumpção recebeu na tarde desta segunda-feira a visita do presidente de Federação de Beach Soccer do Estado do Rio de Janeiro (FBSERJ), Luiz Henrique Salgado, com quem estreitou laços visando a realização do Campeonato Carioca de Beach Soccer deste ano.

Celeiro de craques, o Rio de Janeiro pode contar na próxima edição do Estadual com a participação de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, além dos tradicionais times do futebol de praia, como Juventus, Areia, Copacabana e o Colorado.

"O Botafogo é referência nos Esportes de Praia e o nosso objetivo principal é estreitar esse relacionamento. A FBSERJ está com uma nova gestão e, nessa fase inicial, está conversando com os seus afiliados. A reunião como foi bastante produtiva", afirmou Luiz Henrique Salgado, que participou da reunião acompanhado do seu Diretor Jurídico, Alan Belaciano, e do Coordenador de Comunicação, Gabriel Badaró.

No final de dezembro, a equipe alvinegra de Beach Soccer, patrocinada pela Guaraviton, participou do Torneio Rio-São Paulo, e contou no seu elenco com craques da Seleção Brasileira como Betinho e Daniel.


Júlio Gracco

Sem Marcelo Mattos, machucado, Abreu pode ganhar faixa de capitão

Escolha por uruguaio pode selar, de vez, 'reconciliação' entre atacante e treinador. Alessandro também é cotado para usar braçadeira

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Depois de ficar fora do treino desta terça-feira devido a um pisão no pé sofrido na última segunda, o capitão do Botafogo, Marcelo Mattos, é dúvida para o jogo desta quarta-feira contra o Bangu às 19h30m (de Brasília) no Raulino de Oliveira. Caso não possa contar com o jogador em Volta Redonda, o técnico Joel Santana terá que optar por outro atleta para usar a braçadeira. Perguntado sobre a possibilidade de Loco Abreu ganhar o posto, o treinador preferiu não revelar sua escolha.

- Ainda não pensei nisso, mas tem grandes chances. Tem também o Alessandro que completa 200 jogos e é um dos mais experientes do grupo. Vou pensar com calma - disse.

Caso passe a faixa de capitão para o uruguaio, Joel pode encerrar de vez os boatos de que sua relação com o atleta anda abalada.

O técnico alvinegro também foi questionado sobre uma possível sondagem do Vasco para levá-lo ao comando do time de São Januário.

- Não quero falar sobre isso - respondeu sem querer se aprofundar no assunto.

Joel confirma Arévalo no lugar de Marcelo Mattos contra o Bangu

Diretoria dá como certa a inscrição do uruguaio até o jogo desta quarta; capitão alvinegro sente dores no pé direito

Por Diego Rodrigues Rio de Janeiro
Arévalo no treino do Botafogo 
Arévalo: seriedade no meio de campo alvinegro
(Foto: Satiro Sodré / Ag. Estado)
 
O técnico Joel Santana já dá como certa a estreia de Arévalo contra o Bangu, nesta quarta-feira, às 19h30m, no Raulino de Oliveira. O nome do volante uruguaio ainda não aparece nos registros da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), mas toda documentação já foi entregue. Para os dirigentes, a regularização deve sair ainda nesta terça. Arévalo entraria no lugar de Marcelo Mattos, machucado.

O capitão alvinegro sofreu  um pisão no pé direito na última segunda e não participou do treino da manhã desta terça. Loco Abreu e Somália também ficaram apenas na academia, mas não preocupam a comissão técnica.

Joel aposta em um bom começo de Arévalo com a camisa alvinegra

- É um jogador experiente, está preparado e tem o espírito uruguaio - elogiou o comandante.

Se a situação de Arévalos está adiantada, o mesmo não pode ser dito sobre Everton. O clube ainda espera documentos do meia para regularizá-lo.

Com Arévalo, o time será formado por: Jefferson, Antônio Carlos, Fahel, e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália (Bruno Thiago), Renato Cajá e Márcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu.

Para instituto alemão, Brasileirão é o mais forte do continente na déca

Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) coloca o campeonato como o mais importante no período

Por Agência de notícias Rio de Janeiro
O Campeonato Brasileiro foi o mais forte na América do Sul na primeira década do século 21, como contabilizou a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).

De acordo com essa estatística, o Brasil lidera com folga a classificação, com 9.367 pontos, seguida da Argentina, com 8.753. A estatística é feita com base nos resultados dos cinco clubes com melhores resultados de cada uma das competições nos dez países da Conmebol.

O organismo constata o impulso registrado nos últimos anos da década no futebol do Equador, assim como a progressiva queda dos campeonatos no Paraguai e no Uruguai.

A lista de classificação por país:

1 - Brasil: 9.367 pontos.
2 - Argentina: 8.753.
3 - Colômbia: 6.011,5.
4 - Chile: 5.741.
5 - Peru: 5.363,5.
6 - Uruguai: 5.046,5.
7 - Paraguai: 5.017,5.
8 - Equador: 4.544,5.
9 - Bolívia: 3.406.
10 - Venezuela: 2.864,5.

Finalmente regularizado, Márcio Azevedo pega o Bangu nesta quarta

Nome aparece sem pendências na Federação do Rio, e lateral fará sua estreia em partidas oficiais pelo Botafogo
 
Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Márcio Azevedo no treino do Botafogo 
Márcio Azevedo em treino desta segunda-feira
(Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
 
Joel Santana poderá finalmente escalar seu lateral-esquerdo titular. No início da noite desta segunda-feira o nome de Márcio Azevedo apareceu no Boletim Informativo de Registro de Atletas (Bira) da Federação de Futebol do Rio de Janeiro sem qualquer tipo de pendência. Assim, o jogador ganhou condições para enfrentar o Bangu, nesta quarta-feira, e disputar sua primeira partida oficial pelo Alvinegro.

Márcio Azevedo, de 24 anos, foi contratado em janeiro para ser titular da lateral esquerda do Botafogo, no lugar de Marcelo Cordeiro. Deixou boa impressão ao marcar um gol na vitória alvinegra por 5 a 1 em amistoso contra o Democrata, mas não pôde atuar no Campeonato Carioca por causa de problemas burocráticos. As pendências foram encerradas na última sexta, após o expediente da Federação do Rio de Janeiro. Assim, nesta segunda a regularização do jogador foi completada.

Na última sexta o Botafogo já havia garantido a condição de jogo de Rodrigo Mancha, que deve ser relacionado por Joel Santana para o jogo contra o Bangu. A expectativa é que o mesmo aconteça com o meia Everton, que ainda depende da documentação proveniente do México. Já o uruguaio Arévalo está com o visto de trabalho providenciado, mas sua regularização ainda carece de alguns acertos nos documentos de transferência. Dessa forma, pode ser utilizado apenas a partir do clássico contra o Fluminense, no próximo domingo.

Cajá aparece mas prefere discrição: 'Não quero ser destaque em jornal'

Novo camisa 10 do Botafogo garante estar mais confiante, muito por conta da ajuda piscológica antes das partidas

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro



Ele não se destaca como Loco Abreu na área, Joel Santana à beira do campo ou Caio no banco de reservas. Mas atualmente é o camisa 10 do Botafogo e tem como principal função municiar os atacantes. Renato Cajá soma dois gols e três assistências no Campeonato Carioca e é peça importante da equipe no início de temporada. Mas não estão sobre ele os holofotes do time de melhor campanha na Taça Guanabara.

No entanto, nada que incomode o jogador de 26 anos, que teve o contrato renovado no início de 2011. Para o autor de um gol relâmpago na vitória por 3 a 1 sobre o Olaria, no último sábado (com 13 segundos de partida), o mais importante é se destacar sob os olhos de Joel Santana e do grupo.

- Realmente nunca é ruim aparecer, mas não quero ser destaque em jornal. Quem pensa quer muito ser destaque individual não ajuda o grupo. Por exemplo, se eu não ajudasse o Loco, ele não seria destaque. E se ele não estivesse tão bem, o Botafogo não seria o líder. Então, não adianta buscar esse reconhecimento por fora. Ele precisa acontecer aqui dentro. O principal é aparecer para o treinador e para o grupo - explicou.

O grupo, aliás, tem sido, para Renato Cajá, um importante ponto de apoio. Quando acertou sua permanência no clube, o meia colocou na cabeça o objetivo de mostrar um futebol ousado e assumir algumas responsabilidades em campo. Segundo ele, sua meta tem sido cumprida graças à confiança transmitida pelos companheiros.
Renato Cajá gol BotafogoRenato Cajá comemora um de seus gols pelo Botafogo 2011: feliz pelo reconhecimento interno (Foto: Ag. Estado)

- No ano passado, entrava no segundo tempo e queria mostrar de qualquer maneira, mas acabava não fazendo nada. Agora estou mais confiante e mais firme. Também percebo que os companheiros me respeitam mais, querem que eu pegue na bola e faça uma jogada. Observam que estou buscando espaço e ajudando - disse.

O encontro com a autoconfiança se deve, segundo ele, muito em função das frequentes conversas com a psicóloga do Botafogo, Maíra Ruas. Renato Cajá afirma que com este tipo de trabalho antes das partidas, vem conseguindo passar por cima de vaias ou críticas ainda ouvidas da arquibancada do Engenhão.

- Costumo conversar com ela na véspera ou no dia das partidas, e tem sido muito bom. Além da importância de fazer uma análise, ela pede para que eu crie uma espécie de bolha para isolar tudo o que é negativo, pois às vezes você escuta uma vaia aqui e outra ali. Assim, consigo entrar em campo com a cabeça tranquila, sem que nenhum fator externo me atrapalhe.

Top 5: os gols mais curiosos da carreira de Túlio Maravilha

Veterano atacante lembra calcanhar contra chilenos, mão contra argentinos e italianos, e até um 'coice de mula' com a camisa do Vila Nova

Por Rodrigo Sirico Rio de Janeiro

Top 5 - Tulio MaravilhaTúlio escolhe seus gols curiosos (Foto: Ag. Estado)

Segundo suas próprias contas, Túlio Maravilha tem 946 gols na carreira. O mais recente foi marcado neste fim de semana, em jogo de seu Botafogo-DF com o Ceilândia. Convidado pelo GLOBOESPORTE.COM, o atacante de 41 anos topou colocar a memória para funcionar e elegeu os cinco gols mais curiosos, inusitados ou mesmo esquisitos de sua longa carreira profissional (mais de 20 anos).

O resultado foi uma viagem divertida. Eclético, Túlio lembrou de gols importantes, outros nem tanto, mas todos com um quê de fora do comum. São dois com a camisa do Botafogo, um com a da Seleção Brasileira e, fechando a lista, gols pelos arquirrivais goianos Vila Nova e Goiás. Vale a pena conferiri.

O calcanhar abusado - Botafogo 4 x 1 Universidad Católica - Libertadores - 26/03/1996


"A gente já estava ganhando o jogo, perto do fim, e de repente a bola surgiu na minha frente, gol vazio. Eu sempre tive aquele sonho de criança, de parar perto do gol e levantar a bola, dar de calcanhar ou meio de chaleira, como foi. Aí fui lá e fiz. Depois houve quem falasse que foi desrespeito ao adversário, mas não me arrependi de ter feito, não. Só não joguei a partida de volta contra o Universidad Católica, no Chile, porque me machuquei no clássico contra o Flamengo, que jogamos no fim de semana anterior. Se não, tinha ido jogar. Sou fominha, quero sempre estar em campo e não tinha medo de sofrer represálias, não".

O soco que quase ninguém viu - Botafogo 4 x 4 Juventus - Teresa Herrera - 10/08/1996


"Teve um gol esquisito também naquele grande jogo do Botafogo contra o Juventus, aquele mesmo que tivemos de jogar com a camisa do La Coruña (por conta dos uniformes parecidos), pelo Teresa Herrera. Estava na prorrogação, não lembro bem quem chutou a bola e houve um rebote. Eu só vi aqueles caras grandões da zaga do Juventus indo como loucos para cima da bola e pensei que ia ser difícil enfiar a cabeça ali. Então peguei e resolvi dar um soco na bola, que foi parar dentro do gol. Árbitro, bandeira, ninguém viu, e eu saí comemorando com meus companheiros. Só alguns jogadores do Juventus reclamaram, mas o gol foi dado". (Nota: o Botafogo foi campeão do torneio após vencer a disputa de pênaltis).

A mão (ou braço) de Deus - Brasil 2 x 2 Argentina - Copa América - 17/07/1995


"Jogo contra a Argentina, aquela ajeitada no braço... Foi demais! Eu tinha entrado no segundo tempo, a gente perdia por 2 a 1. Faltavam uns 15 minutos quando aconteceu o lance. Dominei no braço, bati e corri para comemorar, como se nada errado tivesse acontecido. Só olhei de lado e vi os argentinos loucos, reclamando, e o árbitro apontando para o peito, dizendo que matei no peito. Para completar aquela noite, a decisão foi para os pênaltis, e nós ganhamos. Lembro que fui bater o meu e chutei muito mais grama do que bola, mas ela entrou assim mesmo. Acho que estava iluminado naquela noite".

Coice de mula - Vila Nova 1 x 0 Grêmio Inhumense - Campeonato Goiano - 28/04/2001


"Este foi numa jogada em que a bola veio cruzada para a área, o goleiro tentou cortar mas não conseguiu, e a bola sobrou ali perto da pequena área. Como eu havia passado por ela, tive que improvisar uma espécie de chaleira, meio que um coice mesmo, um coice de mula, e consegui fazer o gol. O legal é que a reportagem da TV foi no treino do Vila Nova, no dia seguinte, e pediu para eu tentar repetir o que tinha feito no jogo. Não consegui (risos)".

Sem querer querendo - Anápolis 0 x 2 Goiás - Campeonato Goiano - 15/09/1991

"Não me lembro quem foi que chutou, do meu time, para o gol. Foi uma bomba e tudo o que eu fiz foi tentar ao máximo sair da frente para escapar da bolada. Não consegui, e a bola acabou batendo nas minhas costas e indo para dentro do gol. Foi o gol mais sem querer que fiz na minha carreira, mas foi meu".

Promessas retornam ao clube, mas podem voltar ao futebol europeu

Recém-chegado da Inglaterra, Luis Guilherme deve se juntar ao Lyon, e Willian tem chance de ser negociado com o CSKA

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Luis Guilherme no treino do Botafogo 
Luis Guilherme pode treinar com o time do Lyon
(Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
Duas revelações foram reintegradas ao elenco do Botafogo. Mas, ao que parece, por pouco tempo. O atacante Willian, de 20 anos, treinou com o grupo alvinegro na manhã desta segunda-feira, mas segue na mira do CSKA, da Rússia. Já o goleiro Luis Guilherme, de 18 anos, retornou da Inglaterra. No entanto, deve estar de malas prontas para mais um período de experiência fora do Brasil.

Luis Guilherme passou os últimos 15 dias treinando no Manchester City. O Botafogo, entretanto, recentemente autorizou que o goleiro aceitasse o convite para uma temporada de trabalho no Lyon. Assim, o goleiro deve brevemente rumar para a França.

Em relação a Willian, a expectativa é de que o jogador seja negociado em definitivo com o CSKA. O atacante recentemente participou da pré-temporada do time russo, atuou em algumas partidas da equipe e agradou. Agora, o Botafogo aguarda uma proposta pelo jogador, que em 2011 foi oficialmente integrado ao elenco profissional do Alvinegro.

Willian tem contrato com o Botafogo até 31 de março de 2015, e Luis Guilherme assinou vínculo com o clube até 4 de junho de 2015.
Após reclamação em post de Caio, Botafogo veta comentários no Twitter

Gerente de futebol repreende jogadores antes de treinamento desta segunda-feira, no Engenhão

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro


Caio reclamação no TwitterCaio reclamação no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)

A semana que poderia ter começado tranquila depois da vitória por 3 a 1 sobre o Olaria teve uma séria repreensão ao elenco. Em reunião que durou cerca de 30 minutos, na manhã desta segunda-feira, no gramado do campo anexo do Engenhão, o gerente de futebol Anderson Barros avisou aos jogadores que estão vetados quaisquer comentários em redes sociais no que se refere ao ambiente de trabalho do clube.

O fato foi motivado por um post de Caio em seu perfil no Twitter, na noite do último sábado. Após a partida contra o Olaria, o atacante, que entrou no segundo tempo, reclamou: “É f... Um sol pra cada um hoje, e eu tendo que acompanhar lateral... Chateado demais... m...!!”

- O Twitter é algo pessoal. Tivemos um início de temporada turbulento, mas conseguimos contornar os problemas e conquistar resultados irrepreensíveis dentro de campo. Então, não existe mais espaço para esse tipo de coisa aqui dentro - afirmou Anderson Barros.

Em pouco menos de um mês desde a reapresentação do elenco, o Botafogo viveu algumas questões que deixaram o ambiente conturbado. Somália sofreu processo por falsa comunicação de um sequestro-relâmpago, o grupo precisou cancelar a pré-temporada em Teresópolis por causa das fortes chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro, e Loco Abreu e Joel Santana protagonizaram uma polêmica depois que o uruguaio fez críticas ao comportamento do time em campo. Além disso, o clube garantiu reforços com negociações complicadas, como João Filipe, Antônio Carlos, Márcio Azevedo e Everton.

De volta, Fahel avisa à concorrência: ‘Os titulares que se cuidem’

Após atuar como zagueiro em coletivo, volante afirma não ver banco de reservas como vergonha

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro




Ainda preocupado em ajustar o sistema defensivo, Joel Santana mais uma vez recorreu a Fahel. Lançado como zagueiro titular no coletivo realizado na manhã desta segunda-feira, o volante mostrou que o desânimo passa longe. Até então integrante do banco de reservas, ele garantiu não ter perdido a motivação.

- O futebol é assim, o treinador procura a melhor equipe no momento. Não é vergonha nenhuma ficar no banco. Na Europa, todos esperam a sua oportunidade, mas no Brasil existe a cultura de que o reserva não presta. Sei que o Joel tem planos para mim. E os titulares que se cuidem, porque o Fahel vai continuar trabalhando forte. Pretendo dar uma dor de cabeça ao treinador - disse ele, que, em Portugal, defendeu Marítimo e Beira-Mar.
Quem não gosta de elogios? Tenho a expectativa
de ser reconhecido"
Fahel

Fahel nesta segunda-feira voltou ao time titular ao lado de Alessandro, outro jogador que costuma sofrer críticas da torcida. Mas assim como o companheiro da lateral direita, que nas duas últimas partidas foi aplaudido, o volante sonha com uma boa atuação diante do Bangu e, assim, conquistar o reconhecimento.

- Quem não gosta de elogios? Adoro a torcida do Botafogo e não tenho do que reclamar. Ninguém gosta de ser vaiado ou criticado, mas acontece. Acho injusto, porque tive dois anos bem proveitosos aqui e, assim como a torcida, eu quero mais. As críticas são de meia-dúzia. Se o nosso time vencer, eles vão apoiar, assim como foi com o Alessandro. Tenho essa expectativa de ser reconhecido - destacou.

Mesmo sendo chamado para ajudar a consertar a defesa, Fahel saiu em defesa do setor, que sofreu três gols nas quatro partidas oficiais disputadas. Mesmo assim, o volante garantiu o máximo de empenho e fidelidade às instruções de Joel Santana.

- Não acho que a defesa esteja mal. Somos os líderes da Taça Guanabara e levamos poucos gols. Não vejo motivo para essa preocupação com a zaga, mas cabe a mim fazer o melhor na partida e buscar novamente o meu espaço.

Joel Santana escala três novidades em coletivo do Botafogo

Fahel, Alessandro e Márcio Azevedo aparecem na equipe titular em primeiro treino antes da partida contra o Bangu

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Loco Abreu no treino do Botafogo 
Loco Abreu no treino do Botafogo (Foto:
Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
 
A semana começou com trabalho intenso para o Botafogo. Na manhã desta segunda-feira, o técnico Joel Santana comandou um coletivo apresentando novidades na equipe titular. Alessandro, Fahel e Márcio Azevedo foram escalados, numa provável formação que enfrenta o Bangu, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, pela quinta rodada da Taça Guanabara.

Os titulares venceram por 3 a 0, com dois gols de Herrera e um de Renato Cajá. Marcelo Mattos e Loco Abreu iniciaram o coletivo atuando no time principal, mas foram poupados durante a atividade, que durou cerca de 40 minutos.

Assim, Somália voltou ao meio-campo, com Lucas, Bruno e Márcio Rosário atuando na equipe reserva. A escalação do Botafogo foi a seguinte: Jefferson, Fahel, João Filipe e Antônio Carlos; Alessandro, Marcelo Mattos (Arévalo), Somália, Renato Cajá e Márcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu (Alex).

Depois de quatro rodadas à espera de sua regularização, Márcio Azevedo deve finalmente ganhar condição de jogo para fazer nesta quarta-feira sua estreia em partidas oficiais pelo Botafogo. Arévalo ainda tem algumas documentações pendentes, e Everton tem alguma chance de estar pronto para ser relacionado por Joel Santana. Rodrigo Mancha deve ser relacionado para o jogo contra o Bangu.

Vinte quilos mais gordo, presidente enfrenta a realidade do futebol

Após parada forçada para descansar, Maurício Assumpção diz em entrevista que foge de blogs e comunidades do Botafogo na internet para não se irritar

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
mauricio assumpção botafogo 
Maurício Assumpção em seu gabinete no Botafogo
(Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
 
Até assumir a presidência do Botafogo, em janeiro de 2009, a experiência de Maurício Assumpção com o futebol de campo se resumia à atuação nas divisões de base do Anápolis-GO e a testes no Goiás, no Atlético-GO e no próprio Alvinegro. Mas bastaram dois anos no comando de um dos maiores clubes do Brasil para que o cirurgião dentista de 48 anos sofresse o estresse que acarreta o lado nem tão mágico da política. Por recomendação médica, se afastou de General Severiano por dez dias, no início de 2011. Além da busca pela saúde, ainda se vê às voltas com a conciliação entre rotina de trabalho, vida pessoal e o mundo do futebol.

Embora garanta que transferiu para o campo muito da filosofia adotada na administração e prática do futebol de praia, Maurício Assumpção reconhece que, nos últimos dois anos, ganhou alguns truques necessários para viver num mundo que, muitos dizem, está cheio de "raposas". Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM em seu gabinete, em General Severiano, o presidente do Botafogo afirma ainda não ter decidido sobre se candidatar novamente, ou não, para as eleições de novembro e revela considerar algumas alternativas, seja em 2011 ou num futuro mais distante.

- Até oferta para entrar na política eu já tive, e era algo que nunca havia passado pela minha cabeça. Depende de qual é o objetivo - disse.

No início de janeiro o senhor se afastou do Botafogo por dez dias por recomendação médica. O que aconteceu?

Depois que entrei no Botafogo, engordei 20 quilos e cheguei a 103. Para uma pessoa de 1,70m, alguma coisa está errada. Passei a ter uma vida sedentária, sem fazer muitos exercícios. Sempre joguei bola e andei na praia. Estava estressado, me irritando com facilidade, sem dormir direito e senti que não estava funcionando direito. Fui ao médico, e o hemograma e o teste de esforço não deram bons resultados. Além disso, no Natal perdi um amigo de 47 anos, vítima de um infarto fulminante. Então, comecei a ligar alguns sinais de alerta.

E o que o senhor fez neste período de recesso forçado?

Viajei para tirar férias com meu filho de 18 anos e com a família da minha irmã. Realmente descansei. Estava num hotel e aproveitei para fazer uma reeducação alimentar, o que é muito complicado, pois há sempre reuniões com almoços e jantares. Desde então perdi seis quilos e venho caminhando na praia três ou quatro vezes por semana. Foi bom para entender que preciso de um tempo para mim. Ou fazia isso ou meu trabalho não renderia mais. Além disso, meu estresse vai todo para a comida. Quando estou nervoso, ataco a geladeira.

E o que mudou em sua vida desde que entrou no Botafogo? Pensou que seria mais simples?

Sabia que seria duro, não sabia se conseguiria conciliar a presidência do Botafogo com minha atividade profissional. No início, o consultório foi bem complicado. Hoje conto com uma outra profissional que faz plantão para mim nas sextas-feiras, enquanto eu atendo outros dias. Em breve vou fechar uma sociedade com um colega, o que vai me dar uma tranquilidade financeira muito grande. Continuo dando aulas numa universidade do Rio e em outra de Nova Friburgo. Precisei reduzir minha atividade em quase 50%, mas não posso abrir mão.

Há dois anos, no início do seu mandato, o senhor disse que nunca comparecia a uma reunião sozinho. Continua adotando essa prática? Sente-se mais seguro?

Continuo sem ir sozinho a uma reunião. Estou mais seguro, mas quero estar perto de pessoas que saibam mais do que eu em áreas específicas, porque estou falando em nome da instituição. Por isso, não posso me dar o direito de cometer erros ou de deixar de fazer um negócio melhor para o Botafogo. Quando me ligam para propor um negócio, logo encaminho para o setor responsável. Também não trato de assuntos ligados ao futebol. Não sou quem fecha um negócio.

Muito se fala que o futebol tem negócios por baixo dos panos, que dirigentes ganham dinheiro na negociação de alguns jogadores. Já chegou até o senhor uma proposta desse tipo?

Nunca conversei com empresário e nem tratei de negociações do futebol. O clube conta com funcionários designados para isso. Quando você mostra ao mercado a sua forma de atuar, as pessoas falam de outra forma. Não existe abertura para esse tipo de proposta. Isso vale para a negociação de placas no Estádio Olímpico João Havelange, entre outras coisas.

Desde que surgiu como candidato, no fim de 2008, muito se falou do fato de o senhor ser um novato no mundo do futebol. Sentiu muitas dificuldades de adaptação?

Existe o mundo mágico do futebol, que é correr atrás, batalhar e montar um time. Mas há as chateações e a realidade."
Maurício Assumpção
 
Algumas pessoas desdenham do meu histórico no esporte, mas ele ainda me serve muito. Desde 1983 tenho uma ligação com o futebol de praia. Joguei e fui presidente de liga. Naquele ambiente, saí do nada para ser vencedor e fiz isso com parceiros que entendiam daquilo e que me diziam o que estava errado. O universo de onde vim é menor, mas tem situações semelhantes às do futebol profissional. Os princípios da praia me norteiam ainda hoje. Por isso, estou ao lado de pessoas capacitadas e que não dizem amém para tudo o que eu falo. Cada departamento tem uma atuação autônoma integrada a um contexto filosófico. Todos têm a mesma importância.

E que a habilidades criou neste novo universo?

O princípio básico é a honestidade. É preciso dizer a que veio, o que quer e saber o que o clube precisa. Não dá para mentir, porque no dia seguinte se descobre tudo. O importante é ter sinceridade.

É fácil viver no mundo do futebol e manter a rotina?

É uma realidade social e financeira muito diferente da minha. São números astronômicos. É preciso ter pessoas críticas ao lado, principalmente a família, para segurar a onda. Tenho uma vida social simples e não perdi isso. Continuo indo à praia, ao cinema e ao teatro. De vez em quando coloco uma bermuda e vou ao bar jogar conversa fora. Existe o mundo mágico do futebol, que é correr atrás, batalhar e montar um time. Mas há as chateações e a realidade. Falta dinheiro, o time perde de goleada e a torcida quer te matar, luta contra o rebaixamento...

E as críticas?

Tive que arrumar defesas para isso. Por exemplo, não entro mais em blogs e comunidades (do Botafogo na internet), porque publicam opiniões agressivas à sua pessoa e ao seu caráter. Depois de ler, dá vontade de dar um tiro na cabeça. São pessoas que se colocam atrás de logins e escrevem atrocidades. Pouco antes de iniciar o mandato, me mandavam e-mails dizendo que eu poderia ser preso se não honrasse os compromissos do Botafogo. Gente ligada ao clube apostou que eu não aguentaria três meses na presidência. Dos amigos, ouvi que me ajudariam no que eu precisasse.

Qual a sua maior conquista até o momento?

Se tivesse que apontar um feito do qual me orgulho, seria o de reaproximar do clube pessoas que ajudam simplesmente pela paixão. São parceiros de situação excelente que amam o Botafogo. É um orgulho para mim, não como pessoa, mas como instituição. Sei que se esse trabalho continuar, independentemente de eu estar aqui, ou não, eles vão seguir ajudando.

O Botafogo terá eleições para presidente em novembro. Vai se candidatar à reeleição?

A decisão ainda não está tomada. Há mais um ano pela frente, e o futebol é dinâmico. Por exemplo, até o início do Mundial de Clubes, ninguém questionava a gestão do Vitório Piffero. Foi só o Internacional perder para o Mazembe... O futebol é ingrato. Existem ainda questões pessoais que vou avaliar.

Seja como presidente ou não, pretende seguir carreira no futebol?

Vai depender das propostas que eu tiver. Até oferta para entrar na política eu já tive, e era algo que nunca havia passado pela minha cabeça. Depende de qual é o objetivo. Por enquanto, quero pensar no que estou fazendo, pois ainda tem muito trabalho pela frente.