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Bota finaliza no gol o dobro de vezes do Flu e fica com mais posse de bola

Time de Oswaldo de Oliveira cria, novamente, diversas chances dentro da área, e aproveitamento baixo permanece. Tricolor faz três faltas a mais

Por André Casado Rio de Janeiro
 


Fluminense e Botafogo fizeram um clássico muito equilibrado até os 15 minutos finais, domingo, no Engenhão. A partir daí, uma chuva de chances desperdiçadas pelo Alvinegro mudou a direção dos números do jogo. Nas estatísticas, são 19 chutes a gol contra 11. Destas, 12 tiveram o gol como alvo certeiro, enquanto o Tricolor teve só seis. E três foram de fora da área. Ou seja, como nas últimas partidas, o time de Oswaldo de Oliveira cria e conclui de perto, mas o aproveitamento é baixo. Duas bolas bateram na trave direita de Diego Cavalieri, em tentativas do argentino Herrera, que tem oito gols no Campeonato Carioca.

Quanto à posse, vantagem do Glorioso por 55% a 45%. Em escanteios, mais superioridade: nove a cinco. As faltas foram parecidas, mas o Flu bateu um pouco mais: 23 a 20. Apesar disso, Oswaldo reclamou da suposta inversão de infrações pelos critérios da arbitragem. A condição física do campeão da Taça Guanabara foi um dos motivos apontados para a pressão no fim. Jefferson fez três defesas, ao todo, e Cavalieri praticou quatro.

- O Fluminense é uma excelente equipe, mesmo não estando 100% fisicamente. Eles têm vários caras que com a bola no pé são brincadeira. Tivemos oportunidades, aproveitamos o cansaço deles, fomos melhores, mas a bola bateu na trave. Paciência - avaliou o volante Marcelo Mattos.

wellington nem fluminense x botafogo (Foto: Ivo Gonzalez /Globo) 
 
Nem tenta o gol em conclusão do Flu, e Márcio Azevedo se estica para impedir (Foto: Ivo Gonzalez /Globo)

Confira os resultados deste domingo nos estaduais de todo o Brasil

Figueirense e Avaí empatam em clássico de muita emoção no Scarpelli. Atual campeão paraense, Independente é rebaixado para Segunda Divisão

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
Campeonato Paulista 2012 (Primeira fase - 17ª rodada)
Oeste 0 x 3 Corinthians
Portuguesa 0 x 2 Santos
Ituano 2 x 4 São Paulo
Guaratinguetá 2 x 1 Ponte Preta
Linense 1 x 3 Botafogo-SP
Bragantino 2 x 0 São Caetano
Catanduvense 1 x 2 Guarani

Campeonato Paulista Série A2 2012 (Primeira fase - 19ª e última rodada)
São José 1 x 0 Penapolense
RB Brasil 1 x 1 Ferroviária
Santo André 1 x 0 União Barbarense
Noroeste 0 x 1 União São João
Atlético Sorocaba x São Carlos
Monte Azul 1 x 1 América-SP
São Bernardo 4 x 0 Palmeiras B
Rio Preto 0 x 4 Velo Clube

Audax São Paulo 1 x 2 Santacruzense
Grêmio Barueri 1 x 3 Rio Claro

Obs: Atlético Sorocaba, São Bernardo, RB Brasil, Audax São Paulo, Ferroviária, Penapolense, Noroeste e União Barbarense estão classificados para a segunda fase. Palmeiras B, Rio Preto, União São João e América-SP estão rebaixados para a Série A3.


Campeonato Paulista Série A3 2012 (Primeira fase - 18ª rodada)
Batatais 0 x 0 Sertãozinho
Inter de Bebedouro 1 x 0 Juventus-SP
Osvaldo Cruz 0 x 3 Taubaté
Independente-SP 2 x 0 XV de Jaú
Guaçuano 1 x 2 Rio Branco
Barretos 2 x 0 Grêmio Osasco

Obs: Osvaldo Cruz e Taboão da Serra estão rebaixados.


Campeonato Carioca 2012 (Taça Rio - 6ª rodada)
Flamengo 2 x 1 Bangu
Friburguense 1 x 1 Madureira
Duque de Caxias 2 x 1 Bonsucesso

Fluminense 1 x 1 Botafogo

Campeonato Carioca Série B 2012 (Primeira fase - 14ª rodada)
Mesquita 2 x 2 Barra Mansa

Campeonato Mineiro 2012 (Primeira fase - 9ª rodada)
Uberaba 0 x 3 Atlético-MG
Villa Nova 1 x 2 Democrata-GV
Guarani-MG 1 x 1 Caldense

Campeonato Mineiro Módulo 2 2012 (Primeira fase - 8ª rodada)
Tricordiano 0 x 1 Ipatinga
Tombense 2 x 0 Formiga

Campeonato Gaúcho 2012 (Taça Farroupilha - 6ª rodada)
Internacional 1 x 0 Canoas
Ypiranga-RS 1 x 0 São Luiz
Pelotas 1 x 0 Grêmio
Caxias-RS 0 x 0 Cerâmica
Veranópolis 2 x 2 Cruzeiro-RS
Novo Hamburgo 2 x 1 Avenida

Campeonato Gaúcho Segunda Divisão 2012 (Primeira fase - 9ª rodada)
Riograndense 0 x 1 Farroupilha
Riopardense 2 x 0 Inter-SM
Juventus-RS 1 x 3 Santo Ângelo
Milan-RS 1 x 3 Glória
Passo Fundo 2 x 1 Esportivo
Guarani-VA 1 x 4 Guarany de Camaquã
Rio Grande 4 x 1 14 de Julho

Campeonato Paranaense 2012 (Segundo turno - 7ª rodada)
Londrina 1 x 1 Toledo
Roma-PR 1 x 1 Corinthians-PR
Cianorte 0 x 0 Paranavaí
Operário-PR 0 x 1 Arapongas
Rio Branco-PR 1 x 2 Coritiba

Campeonato Catarinense 2012 (Segundo turno - 7ª rodada)
Joinville 3 x 0 Criciúma
Metropolitano-SC 0 x 2 Chapecoense

Atlético Ibirama 2 x 1 Camboriú
Figueirense 2 x 2 Avaí


Campeonato Baiano 2012 (Primeira fase - 19ª rodada)
Bahia 3 x 2 Serrano-BA
Juazeiro-BA 2 x 2 Camaçari
Vitória da Conquista 4 x 2 Bahia de Feira
Fluminense de Feira 1 x 1 Atlético-BA
Feirense 4 x 0 Juazeirense

Itabuna 0 x 2 Vitória

Campeonato Pernambucano 2012 (Primeira fase - 20ª rodada)
Santa Cruz 1 x 0 Náutico
Petrolina 4 x 3 PortoSalgueiro 2 x 2 Belo Jardim
Central 2 x 2 América-PE
Araripina 0 x 1 Ypiranga-PE


Campeonato Cearense 2012 (Primeira fase - 20ª rodada)
Guarany de Sobral 3 x 2 Tiradentes
Itapipoca 0 x 3 Ceará
Guarani de Juazeiro  2 x 2 Crato
Fortaleza 2 x 0 Icasa

Campeonato Goiano 2012 (Primeira fase - 16ª rodada)
Aparecidense 2 x 1 Anapolina
Itumbiara 1 x 2 Rio Verde
Morrinhos 3 x 2 CRAC-GO
Vila Nova 3 x 2 Goiás

Campeonato Brasiliense 2012 (Taça Mané Garrincha - 1ª rodada)
Formosa 1 x 0 Brazlândia
Gama 0 x 1 Atlético Ceilandense

Campeonato Capixaba 2012 (Primeira fase - 17ª rodada)
Serra 1 x 3 Linhares
Rio Branco-ES 1 x 0 Real Noroeste

Campeonato Mato-Grossense 2012 (Primeira fase - 17ª rodada)
Rondonópolis 2 x 4 Luverdense

Campeonato Sul-Mato-Grossense 2012 (Primeira fase - 12ª rodada)
Urso 1 x 3 Águia Negra
Chapadão 3 x 0 Saad
Colorado-MS 0 x 1 Ivinhema
Campeonato Amazonense 2012 (Taça Cidade de Manaus - 4ª rodada)
Penarol 2 x 0 Operário-AM
Iranduba 2 x 2 Nacional-AM
Princesa do Solimões 1 x 4 Fast

Campeonato Paraibano 2012 (Primeira fase - 14ª rodada)
Auto Esporte 2 x 1 Botafogo-PB
Campinense 2 x 1 Treze
Esporte 2 x 3 Nacional-PB
Paraíba 0 x 0 Sousa

Campeonato Sergipano 2012 (Taça Estado do Sergipe - 2ª rodada)
São Domingos 2 x 0 Itabaiana
Guarany-SE 0 x 1 Sergipe
Olímpico 0 x 0 Socorrense
River Plate-SE 0 x 0 Sete de Junho

Campeonato Potiguar 2012 (Segundo turno - 7ª rodada)
Palmeira-RN 0 x 1 ABC
Caicó 2 x 1 Potiguar de Mossoró
Assu 2 x 1 Corintians-RN
Baraúnas 2 x 1 Alecrim

Campeonato Alagoano 2012 (Segundo turno - 6ª rodada)
Sport Atalaia 4 x 2 CEO
CSE 2 x 2 ASA
Murici 2 x 2 Corinthians-AL

Campeonato Paraense 2012 (Taça Estado do Pará - 7ª e última rodada)
São Raimundo-PA 0 x 1 Paysandu
Remo 3 x 1 São Francisco-PA
Cametá 1 x 1 Tuna Luso
Independente-PA 1 x 1 Águia

Obs: Remo x São Francisco e Paysandu x Águia serão os confrontos da semifinal da Taça Estado do Pará. O Independente-PA, atual campeão, está rebaixado.

Campeonato Maranhense 2012 (Segundo turno - 1ª rodada)
Santa Quitéria 1 x 1 Sampaio Corrêa
São José-MA 2 x 2 Cordino
Viana 2 x 0 Imperatriz-MA
Maranhão 2 x 1 Sabiá

Campeonato Rondoniense 2012 (Primeira fase - 2ª rodada)
União Cacoalense 0 x 5 Espigão
Vilhena 2 x 1 Rolim de Moura
Moto 1 x 2 Ariquemes
Ji-Paraná 2 x 4 Genus

Campeonato Acreano 2012 (Primeira fase - 6ª rodada
)
Andirá 0 x 1 Náuas
Juventus-AC 3 x 3 Rio Branco-AC

Oswaldo trocaria invencibilidade por mais vitórias

Apesar de ressaltar a importância do período invicto, treinador alvinegor diz que preferia ter perdido uma partida e vencido mais


Fluminense x Botafogo - Campeonato Carioca - Oswaldo de Oliveira (Foto: Bruno de Lima)  
Oswaldo de Oliveira queria mais vitórias e menos empates 
mesmo que isso custasse a invencibilidade (Foto: Bruno de Lima)
 
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Rio de Janeiro (RJ) 
 
Depois do empate em 1 a 1 com o Fluminense, neste domingo, no Engenhão, o Botafogo continua invicto na temporada. Porém, o treinador Oswaldo de Oliveira acredita que a equipe alvinegra merecia sorte melhor nos jogos, já que seu time empatou sete vezes.

- Eu trocaria alguns destes sete empates por uma derrota e algumas vitórias. Seria mais justo pelo que a nossa equipe tem feito - disse.

O comandante não comemorou o fato de a equipe permanecer invicta, mas disse que isso tem sua importância.

- Não é que não signifique nada, estamos trabalhando para não perdermos os jogos. Vamos seguir nesta linha. Se nós conseguirmos... - disse.

O Glorioso tem oito vitórias e cinco empates no Carioca. O time ainda empatou por duas vezes na Copa do Brasil.

Treino do Flu no Engenhão após clássico revolta o Bota

Engenheiro-agrônomo responsável pelo gramado reclama da atitude e Ferj precisa intervir para evitar confusão maior


  Digão, Edinho e Klever treinam no Engenhão após o clássico Fluminense x Botafogo
 (Foto: Alexandre Loureiro)
 
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Rio de Janeiro (RJ)
 
Após o empate em 1 a 1 entre Botafogo e Fluminense, neste domingo, no Engenhão, os jogadores reservas do Tricolor, liderados por Edinho, Rafael Sobis e Rafael Moura, acompanhados do preparador físico do clube, Cristiano Nunes, resolveram realizar um treino físico no gramado do Engenhão, logo após o apito final. A atitude gerou a revolta e uma pequena discórdia entre o engenheiro-agrônomo do estádio, Arthur Mello, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e os suplentes tricolores.

Ao avistar os jogadores do Fluminense realizando piques no gramado, Arthur Mello se dirigiu até o preparador físico do Flu e pediu para que o treino fosse encerrado imediatamente:

- Isso não pode. O jogo acabou, isso não é campo de treino para ficar brincando. Não é questão de Botafogo ou Fluminense. Acabou, sai de campo. Os reservas agora vão ficar treinando até que horas? Isso é falta de respeito, é um absurdo. Recebemos todos bem aqui. Isso aqui não é brincadeira de criança, foi uma falta de responsabilidade. Isso não existe - disparou o engenheiro à "Rádio Manchete".

Como o Fluminense não comunicou sobre a tal atividade extra, representantes da Ferj tiveram que intervir para não haver um início de confusão. Após alguns minutos de discussão, os jogadores do Fluminense resolveram se retirar do gramado e realizar a atividade na parte exterior do campo, próximo as pistas de atletismo, onde permaneceram por cerca de 15 minutos.

Já o técnico Abel Braga, alheio à polêmica, e sem conhecimento de tal assunto, afirmou que a ideia do treino físico, após a partida, partiu dos próprios suplentes:

- Isso partiu deles, não partiu da gente, partiu deles mesmos, principalmente do Edinho. Esse é o grupo que está ganahndo. Todos unidos e querendo trabalhar - afirmou.

O Engenhão foi palco na última quinta-feira do show do cantor inglês Roger Waters e, no dia seguinte ao espetáculo, foi possível observar diversas marcas no gramado. No clássico deste domingo, as marcas continuaram lá, apesar de terem sido suavizadas. Temendo o desgaste do gramado, o Botafogo costuma utilizar o campo anexo do estádio nos treinos.

Jogadores do Botafogo lamentam empate no clássico

Botafoguenses ressaltam o maior volume de jogo da equipe, porém elogiam a qualidade do elenco adversário


Deco e Renato - Fluminense x Botafogo (Foto: Bruno de Lima)  
 
Renato ressalta a luta da equipe alvinegra no empate contra 
o Fluminense (Foto: Bruno de Lima)
 
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Rio de Janeiro (RJ) 
 
Os jogadores do Botafogo saíram do Engenhão, neste domingo, com a sensação de que poderiam ter conseguido a vitória no jogo contra o Fluminense - que terminou empatado em 1 a 1. Porém, Marcelo Mattos elogiou o time do Fluminense e acredita que muita coisa ainda pode acontecer no Estadual.

- O Fluminense tem uma excelente equipe, que não esteve 100% fisicamente, mas que com a bola no pé é brincadeira. A bola infelizmente bateu na trave algumas vezes. Falta muita coisa ainda no Carioca.

O objetivo alvinegro, agora, é retomar a liderança do Grupo A, perdida para o Flamengo - que venceu o Bangu.

Pensamento no Guarani

O meia Felllype Gabriel lamentou o empate e disse que agora é pensar na Copa do Brasil, na próxima quarta-feira.

- O volume de jogo do Botafogo foi bom, mas não conseguimos a vitória, infelizmente. Agora é pensar no Guarani, pois vai ser um jogo difícil - disse.

Ainda com dores nas costas, Loco Abreu terá dia D nesta segunda-feira

Atacante uruguaio não se recuperou da pancada e pode ser desfalque mais uma vez, desta vez contra o Guarani, quarta-feira, pela Copa do Brasil

Por André Casado Rio de Janeiro
 
As dores na altura das costelas ainda não deixaram Loco Abreu em paz. O atacante voltaria à equipe neste domingo, contra o Fluminense, mas foi vetado e também pode ficar fora da viagem a Campinas, onde o Botafogo enfrenta o Guarani, pela segunda fase da Copa do Brasil. Tudo vai depender de sua evolução nesta segunda-feira, após o tratamento no treino da tarde.

O departamento médico do clube não tem previsão para a melhora, principalmente pelo fato de a área ser delicada. A contusão aconteceu no treino da última sexta-feira, em choque no ar com o goleiro reserva Renan. O uruguaio ainda caiu de mau jeito, piorando a situação.

Renan e Loco Abreu no treino do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / Agif ) 
 
Momento da disputa entre Renan e Loco Abreu no treino de sexta-feira (Foto: Fernando Soutello / Agif )
 
- Ele ainda sente muita dor, é uma região bastante enervada. Vamos ver nesta segunda para ter uma ideia mais expressiva e sugerir o aproveitamento dele ou não - avaliou Oswaldo de Oliveira.

O técnico comentou sobre a situação de Andrezinho, que foi substituído com cãimbras.

- Acho que não vai ser problema. É cedo para avaliar, mas acredito que possamos viajar com os jogadores que já estão à disposição - revelou.

Depois do Bugre, quarta-feira, o Alvinegro tem o Friburguense pela frente, no domingo, pela sétima e penúltima rodada da Taça Rio, na qual é vice-líder do Grupo A, com 14 pontos.

Oswaldo reclama dos critérios dos árbitros, mas não fica desapontado

Técnico acredita em inversão de faltas no clássico contra o Flu e vê equilíbrio no duelo até o os minutos finais, quando seu time pressionou

Por André Casado Rio de Janeiro

 


Após o empate em 1 a 1 com o Fluminense, neste domingo, no Engenhão, pela sexta rodada da Taça Rio, o que mais irritou o técnico Oswaldo de Oliveira não foram as chances perdidas no fim do jogo (duas bolas bateram na trave) ou a perda da liderança do Grupo A. E sim, os critérios da arbitragem. Para o comandante do Botafogo, houve inversão de faltas e um pênalti não marcado no lateral Márcio Azevedo. Ele pediu mais padrão no Carioca (confira no vídeo ao lado os melhores momentos do clássico).

- Antes de falar do jogo, eu esperava mesmo era que o árbitro mantivesse um padrão que eu entendo ser o correto. Márcio Azevedo levou um chute no rosto dentro da área. Outro dia, deram pênalti para o Vasco quando ele tirou a bola. Isso aconteceu contra o Flamengo também. As inversões da falta vêm acontecendo o campeonato inteiro. Os jogadores do Fluminense caíram à toa algumas vezes e foram marcadas as infrações. Se tende para um lado, fica difícil, num jogo equilibrado e contra um rival desta capacidade e qualidade, conseguir a vitória - lamentou.

Houve muita reclamação também sobre uma entrada dura do meia Deco no atacante Caio, na qual o árbitro não aplicou cartão. Na jogada, o volante Marcelo Mattos encarou o tricolor e quase não houve uma confusão entre os dois times, no segundo tempo.

A respeito da partida, Oswaldo enalteceu o rival e disse que o empate não muda os planos.

oswaldo oliveira botafogo x vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência Globo) 
 
 (Foto: Cezar Loureiro / Agência Globo)
 
- As equipes dividiram as ações no primeiro tempo, aproveitaram os erros e marcaram os gols com muito oportunismo. O Fluminense é perigosíssimo na velocidade do Nem e no oportunismo do Fred. Já se sabia disso, às vezes não dá para evitar. 
Mas, no segundo tempo, merecíamos ter vencido, independentemente da arbitragem. Tivemos chances cruciais nos cinco minutos finais, inclusive com duas bolas na trave. É um clássico, um tenta travar o outro. Não fica o sentimento de desapontamento. Não jogamos contra qualquer equipe, e sim contra um grande rival - completou.

Com 14 pontos, o Glorioso está atrás do Flamengo na chave e enfrenta o Friburguense, no próximo domingo, pela penúltima rodada da fase de classificação. Na quarta, pela Copa do Brasil, o adversário é o Guarani, em Campinas. A delegação viaja na terça, após o treino.

Herrera brinca com bolas na trave: ‘Cavalieri tem que dar beijo nela'

Argentino esbarra na baliza em duas finalizações no segundo tempo, e Botafogo empata com o Fluminense no Engenhão

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

VEJA O VÍDEO
 


Escalado na última hora após o corte de Loco Abreu, Herrera não teve sorte na noite deste domingo. No segundo tempo do jogo com o Fluminense, no Engenhão, o argentino criou duas grandes chances para marcar o gol da vitória alvinegra, mas esbarrou na trave direita de Diego Cavalieri e o clássico terminou empatado em 1 a 1.

Aos 17 e aos 45 minutos da etapa final (veja vídeos acima e abaixo), o atacante primeiro chutou e depois cabeceou para o gol, mas a trave estava lá para impedir a comemoração do Botafogo. Depois da partida, na saída de campo, ele até sorriu ao lembrar as chances desperdiçadas.

- Cavalieri tem que dar beijinho na trave (risos). A bola bateu duas vezes, sorte deles. Não conseguimos os três pontos, mas o mais importante é que tivemos chances e criamos - disse Herrera à reportagem do PFC, falando também sobre o próprio rendimento:

VEJA O VÍDEO



- Me sinto bem, sempre me senti bem. Sou um cara que pensa muito mais no grupo do que no pessoal. Trabalho em função da equipe.

Renato também comentou as chances perdidas pelo Botafogo. Segundo ele, há dias em que a bola não quer entrar de jeito nenhum.

- Criamos, mas infelizmente a bola bateu na trave duas vezes, e o Diego (Cavalieri) fez uma grande defesa. A bola não entrou, mas é assim mesmo. Quando a bola não quer entrar, não tem jeito - lamentou.

O Botafogo volta a entrar em campo nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), para enfrentar o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, no jogo de ida pela segunda fase da Copa do Brasil.

Clique e veja vídeos do Botafogo

Ninguém comemora: Botafogo e Flu empatam em jogo de pouco público

Diante de apenas oito mil pagantes, Alvinegro bota duas bolas na trave e vê a liderança ir embora. Tricolor não consegue entrar na zona de classificação

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
Faltou um algo a mais no Clássico Vovô deste domingo, no Engenhão. Diante de apenas 8.020 pagantes (11.340 presentes), Botafogo e Fluminense empataram em 1 a 1, gols de Elkeson e Fred, resultado que não foi bom para ambos. O Alvinegro, que mandou duas bolas na trave com Herrera, vai aos 14 pontos e perde a liderança do Grupo A para o Flamengo, que tem 15. O Fluminense não consegue entrar na zona de classificação, fica em terceiro no Grupo B, com sete pontos, a dois do segundo colocado, o Bangu.
Faltando duas rodadas para o fim da Taça Rio, o Botafogo só depende duas suas forças. Já o Flu precisa torcer por pelo menos um tropeço do Bangu, que enfrenta Macaé e Resende, além de vencer seus dois últimos jogos.

O próximo compromisso tricolor é sábado, contra o Madureira, em Conselheiro Galvão. O Alvinegro tem pela frente o Friburguense, domingo, no Engenhão. Antes, o Botafogo enfrenta o Guarani, quarta-feira, em Campinas, pela Copa do Brasil. O Tricolor não joga pela Libertadores.

Gols na etapa inicial

O primeiro tempo pode ser dividido em duas partes. O Botafogo teve o domínio do jogo no início, abriu o placar e poderia ampliar, mas acabou recuando. Com isso, o Flu cresceu, deixou tudo igual e quase virou. Mais veloz, o Botafogo começou tinha volume maior. O Fluminense encontrava dificuldades para ficar com a bola. Fred teve boa chance no início quando Jefferson saiu mal do gol, mas o goleiro conseguiu defender a cabeçada.

elkeson deco marcelo mattos valencia fluminense x botafogo (Foto: Fernando Soutello/AGIF) 
 
Clássico Vovô foi bastante disputado no meio de campo  (Foto: Fernando Soutello/AGIF)
 
Depois do nervosismo inicial, o Alvinegro se organizou e não demorou a balançar a rede. Aos 17 minutos, Elkeson ganhou de Bruno, tabelou com Andrezinho e recebeu livre do lado esquerdo da área. Diego Cavalieri saiu do gol, mas o meia bateu de canhota, sem chances de defesa para fazer 1 a 0.

O Botafogo quase fez o segundo em bela trama de Renato e Fellype Gabriel. Cavalieri fez boa defesa. Mas, inexplicavelmente, o time de Oswaldo de Oliveira recuou e passou a dar muitos espaços para o Flu, que cresceu. Os laterais Carlinhos e Bruno se lançaram ao ataque, mas os cruzamentos nunca eram bons.

elkeson gol fluminense x botafogo (Foto: Fernando Soutello/AGIF) 
Elkeson e Fellype Gabriel comemoram o gol
(Foto: Fernando Soutello/AGIF)
 
O Flu carecia de mais qualidade, e tal característica sobra a Deco, que passou a jogar. O primeiro ato foi colocar a bola no peito de Fred. O atacante dominou, mas, desequilibrado, mandou para fora. A jogada do gol do empate nasceu dos pés de Deco, aos 34. Wellington Nem foi lançado, deixou Márcio Azevedo para trás e cruzou rasteiro para Fred tocar e deixar tudo igual: 1 a 1.

Empolgado com o empate, o Flu foi para cima e quase virou. Numa boa arrancada de Bruno, o cruzamento não foi dos melhores. Mas Deco aproveitou a espirrada da zaga alvinegra para tocar para Nem, na entrada da área, bater com muito perigo. O Fluminense perdeu Valencia, machucado. Edinho entrou.

Fred deixa o campo com a mão na virilha. Herrera acerta a trave duas vezes

Os dois times voltaram para a segunda etapa errando muito. A criação tricolor já não era mais a mesma. Chamava a atenção a atuação ruim de Thiago Neves, apagado. No Botafogo, Herrera sofria com o isolamento.

fred gol fluminense x botafogo (Foto: Wallace Teixeira/Photocamera) 
Jogadores do Flu festejam o gol de Fred
(Foto: Wallace Teixeira/Photocamera)
 
O Fluminense teve uma baixa importante aos 15 minutos. Fred, com a mão na virilha esquerda, deixou o gramado para a entrada de Rafael Moura. E o Botafogo ficou muito perto de fazer o segundo na sequência, quando Herrera bateu de fora da área e mandou na trave. Para deixar o time mais ofensivo, Oswaldo trocou Andrezinho por Jobson.

O Flu deu a resposta em chute de Jean. Mas, aos poucos, o jogo ficou muito ruim, com inúmeros erros de passe. As chances eram cada vez mais raras. As últimas cartadas foram Rafael Sobis, pelo Flu, e Caio, pelo Botafogo. O Tricolor parou em campo, e o Alvinegro cresceu.

Em lance polêmico, os alvinegros pediram pênalti de Wellington Nem em Marcio Azevedo, numa disputa em que o atacante tricolor levantou demais a perna e acabou atingindo o alvinegro. O árbitro Leonardo Cavaleiro ainda errou ao não expulsar Deco aos 37, em entrada dura em Caio. O meia já tinha cartão amarelo, mas não foi punido. A cobrança de falta de Elkeson, mais uma vez, parou na barreira. O Flu chegou bem com Sobis na sequência, mas Jefferson espalmou. E o Botafogo só não desempatou no fim porque o chute de Fellype Gabriel parou em Cavalieri, e a cabeçada de Herrera ficou na trave.

Membros de organizada do Botafogo são detidos ao preparar emboscada

Policiais identificam iniciativa de 58 torcedores, que queriam surpreeender tricolores a uma hora do clássico deste domingo, no entorno do Engenhão

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
A uma hora de a bola rolar no clássico contra o Fluminense, neste domingo, 58 torcedores do Botafogo foram detidos nos arredores do Engenhão, por planejar uma emboscada a um grupo grande tricolores, que seguiam em direção ao estádio. Segundo informações da Polícia Militar, trata-se de 46 adultos e 12 menores e não houve confronto. Todos foram encaminhados ao Jecrim (Juízado Especial Criminal) e estão sendo interrogados pelo delegado Orlando Zaconi.

Torcedores Botafogo detidos Engenhão (Foto: André Casado / GLOBOESPORTE.COM) 
 
Ônibus que abriga os torcedores do Bota que foram detidos (Foto: André Casado/GLOBOESPORTE.COM)

A expectativa é de que haja advertências, mas a definição do caso só deve sair por volta das 21h. Os alvinegros são membros da principal organizada do clube, a Fúria Jovem, como confirmou uma das autoridades que praticou a intervenção. Alguns familiares presentes, porém, alegam que há vascaínos envolvidos, e que apenas se juntaram para assistir ao jogo.

Os acusados foram encaminhados ao Jecrim, dentro do Engenhão, em um ônibus da PM e aguardam para depor. O clássico recebe pouco público, mais uma vez, uma tônica da fase de classificação do Carioca. Inclusive, dois setores do Engenhão - Norte e Sul - estão fechados.

O GEPE (Grupamento Especial de Policiamento em Estádio) ressalta que houve um sério descumprimento do acordo entre as torcidas organizadas e será pedido formalmente, nesta segunda-feira, ao Ministério Público que puna a Fúria Jovem. Bandeiras, faixas e instrumentos de percussão já fazem parte da lista de proibições de uso a esta torcida.

Torcedores Botafogo detidos Engenhão (Foto: André Casado / GLOBOESPORTE.COM) 
 
Líderes da organizada tentam argumentar com autoridades (Foto: André Casado / GLOBOESPORTE.COM)

As muralhas do Engenhão: Diego Cavalieri e Jefferson

Inspirados no show de Roger Waters, no Engenhão, no álbum dele 'The Wall', paredões podem ser decisivos

Diego Cavalieri e Jefferson (Fotos: Paulo Sergio)  
Diego Cavalieri e Jefferson farão duelo à parte no Engenhão, neste domingo (Fotos: Paulo Sergio)
 
Guilherme Abrahão
Tiago Pereira

Rio de Janeiro (RJ)
 
O show de Roger Waters, ex-integrante da banda inglesa Pink Floyd, levantou o Engenhão na última quinta-feira. No repertório musical, os principais sucessos do álbum “The Wall” (em português, O Muro), o mais famoso do conjunto. Inspirados no título do famoso disco, Diego Cavalieri, do Fluminense, e Jefferson, do Botafogo travam neste domingo, às 18h30,  com transmissão em tempo real pelo LANCENET! , o duelo das muralhas, no mesmo palco em que Waters se apresentou. Em jogo, a disputa de dois dos maiores pegadores de pênaltis do Brasil. Tremei, cobradores! Os muros estarão lá.

No último confronto, pelas semifinais da Taça Guanabara, o arqueiro do Fluminense acabou levando a melhor. Com dois pênaltis defendidos na disputa, o Muro foi Diego Cavalieri. Show para até o próprio Waters aplaudir de pé.

Mas engana-se quem pensa que Jefferson também não dança conforme a música. No Botafogo, o camisa 1 se mostrou ser um especialista em penalidades. Contra o Vasco, pegou um de Juninho e ajudou na vitória. Mais uma vez, o criador do The Wall teria de se render.

Mais qual o segredo para ser um verdadeiro muro? A explicação está na ponta da língua:

– Procuro esperar até o último instante antes de pular. Estou tendo felicidade nos últimos anos nas cobranças de pênalti e vou continuar treinando forte para melhorar ainda mais – contou Jefferson.

– Nessas horas, é preciso ter muita tranquilidade. Os pênaltis são um momento de definição, tem de manter a calma. Se o goleiro sai antes da cobrança, pode acabar errando – revelou Cavalieri.

Os discursos são parecidos. Calma e tranquilidade. Transparentes como um muro de vidro, mas fortes como concreto. Roger Waters parece prever o futuro quando ajudou a criar o álbum ‘The Wall’. Nas entrelinhas, seria mais fácil ler Diego Cavalieri e Jefferson.

LOCO E BOTAFOGO: PRINCIPAIS VÍTIMAS DE CAVALIERI
O Botafogo tem sido a principal vítima de Diego Cavalieri nas defesas de pênaltis e, em especial, Loco Abreu. Famoso por suas cobranças, o atacante uruguaio parece não ter sorte quando embaixo das traves está o arqueiro do Fluminense.

No ano passado, pelo Campeonato Carioca, o goleiro pegou uma cobrança do atacante, no seu melhor estilo, a cavadinha. Neste ano, pegou nas semifinais da Taça Guanabara, assim como pegou o do lateral-direito Lucas.

Mesmo assim, o goleiro garante que independente do rival, a concentração é a mesma:

– Procuro treinar muito, estudar a forma como os principais batedores cobram e manter a frieza e concentração na hora da batida – disse ao LANCENET!

MANGA BEM ATRÁS EM DEFESAS DE PÊNALTIS
Jefferson pode se considerar um privilegiado. Quando o assunto é defesa de pênaltis, ele tem números bem mais expressivos que Manga, considerado o maior goleiro da História do Botafogo. O atual dono da camisa 1 já defendeu dez penalidades (sete após seu retorno, em 2010), enquanto o ídolo do passado pegou quatro.

Curiosamente, três times sofreram duas vezes com suas defesas na marca da cal: Flamengo, Vasco e Santa Cruz. Além desses, o Bangu também parou no goleiro do Botafogo uma vez.

Os quatro pênaltis defendidos por Manga foram contra Bangu, América, Remo e São Paulo e em todas elas o Alvinegro venceu. As informações são do historiador Pedro Varanda e a contagem não engloba decisões por pênaltis.

BATE-BOLA
Diego Cavalieri
Goleiro do Fluminense

É mais difícil pegar pênalti em clássico?Pegar pênalti nunca é fácil, ainda mais em clássico, quando sempre há grandes cobradores, experientes. Temos que treinar muito e estar concentrados no momento para tentar defender.

Qual o momento certo para pular na bola?Depende de cada situação. Depende do cobrador e do nosso momento pessoal no jogo. E também não vou dar todas as minhas dicas, senão fico manjado (risos).

Acredita que está entre os maiores pegadores de pênaltis do Brasil ou do Mundo?Não posso fazer esse tipo de avaliação. Quem sou eu... E nem penso nisso. Só busco trabalhar sempre e me aperfeiçoar em cada fundamento para ajudar o time que eu defendo.

BATE-BOLA
 
Jefferson
Goleiro do Botafogo

Existe dificuldade maior em pegar pênalti em clássicos?
Geralmente a responsabilidade é ainda maior nesses jogos, mas sempre digo que ela é dividida entre o batedor e o goleiro. Acabou aquela história de que pênalti é loteria e que o goleiro fica em uma situação cômoda.

Contra o Vasco, você apontou um canto para Juninho. Atrapalhar o batedor é importante?
Naquele momento que apontei para o canto não foi nada pensado. Mas estes pequenos detalhes podem tirar a atenção do jogador que vai bater os pênaltis.

Você acredita que esteja entre os maiores pegadores de pênaltis do Brasil ou do mundo?
Trabalho para melhorar cada vez mais. Não gosto de ficar me julgando, prefiro deixar isso para os torcedores e jornalistas.

Vetado, Loco Abreu desfalca o Botafogo contra o FluminenseVetado, Loco Abreu desfalca o Botafogo contra o Fluminense

Atacante chega a tomar medicamentos, mas, com dores nas costas, é preservado para o jogo da Copa do Brasil

Por André Casado Rio de Janeiro
 
Confirmado. Loco Abreu vai mesmo desfalcar o Botafogo no duelo com o Fluminense, neste domingo, no Engenhão. Com dores nas costas após uma pancada no treino de sexta-feira, o uruguaio foi cortado da delegação alvinegra. O atacante chegou a tomar remédios, mas os médicos resolveram preservá-lo, uma vez que o Botafogo entra em campo novamente na quarta-feira, para enfrentar o Guarani, pela Copa do Brasil.

Sem Loco Abreu, Herrera, que seria barrado, segue no ataque alvinegro. Assim, o time deve entrar em campo com: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel e Elkeson; Herrera.

Depois de parar Fred, Antônio Carlos decifra estilo do ex-parceiro He-ManDepois de parar Fred, Antônio Carlos decifra estilo do ex-parceiro He-Man

Zagueiro brilhou contra o Flu, na semi da Taça GB, e agora tem a missão de conter Rafael Moura. Retrospecto contra o rival pelo Bota é positivo

Por André Casado Rio de Janeiro
 
Apesar de serem atacantes de área, teoricamente com características similares, Fred e Rafael Moura têm diferenças em seus estilos e exigem um posicionamento diferente do zagueiro, avalia Antônio Carlos. Com nova missão de parar o ataque do Fluminense, neste domingo, às 18h30m, no Engenhão, o camisa 3 do Botafogo decifrou o que precisa mudar para evitar que He-Man, provável titular no clássico, não passe pelo bloqueio alvinegro, assim como o artilheiro tricolor, que também pode estar em campo, não conseguiu no último encontro entre ambos.

Na ocasião, o empate e a posterior eliminação nos pênaltis ofuscaram a participação do capitão - na ausência de Loco Abreu - que contribuiu para que Fred visse pouco a cor da bola.

Antônio Carlos e Oswaldo de Oliveira no treino do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo) 
 
Antônio Carlos, capitão na asuência de Loco, conversa com Oswaldo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
 
- Rafael gosta mais do contato, já joguei muito contra ele também e fomos companheiros no Atlético-PR. É um grande parceiro, somos amigos mesmo. Precisamos evitar que ele venha com força e trombe, porque é o que ele gosta. Tem de ser acompanhado de uma maneira diferente da do Fred, que gira mais com a bola no pé. Mas não temos essa preocupação individual sobre quem marcar, depende do setor em que cair. O Fábio (Ferreira, companheiro de zaga) o conhece e sabe esses caminhos para tentar pará-lo - afirmou Antônio Carlos, cujo retrospecto diante do clube que o revelou, especialmente, pelo Glorioso, é muito positivo.

- Ganhei bem mais do que perdi (risos), e empatamos bastante - recorda-se.

Foram, na verdade, três vitórias e três empates em sete confrontos com ele campo.

Líder do Grupo A, com 13 pontos, o Botafogo quer adiantar sua classificação e manter-se invicto. Tem o Flamengo e o Macaé, que já jogou na rodada, com 12 em sua cola. Já o Flu soma apenas seis pontos, mas, pelo baixo do aproveitamento de sua chave, ainda respira em terceiro. O time será misto no clássico, pelo cansaço da viagem à Venezuela, pela Libertadores, mas um triunfo muda o panorama na Taça Rio e o recoloca na briga para evitar a decisão do estadual.

Carlos Alberto e Jairzinho, craques do Clássico Vovô se encontram no EE

Narrador Luis Roberto entrevistou os dois ex-jogadores de Bota, Flu e Seleção; Papo teve Neymar, Messi e as diferenças do jogo de ontem e hoje

Por Rafael Honório Rio de Janeiro

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Um lindo cenário. Um encontro de três craques: dois dos pés e um da voz. Inúmeras histórias do mundo da bola. Uma partida que resume a história de tudo isso: o Clássico Vovô, entre Botafogo e Fluminense. E para contar um pouco dessa história o Esporte Espetacular juntou Carlos Alberto Torres - o capitão do tricampeonato mundial -, Jairzinho - o Furacão da Copa de 70 - e o locutor Luis Roberto - uma das principais vozes das transmissões da TV Globo. Na praia do Leme, zona sul do Rio de Janeiro, os três falaram um pouco sobre as diferenças entre o futebol antigo e o atual, sobre Neymar e Messi.

- O Clássico Vovô é um clássico muito emotivo. Ele mexe com o coração dos torcedores. Na minha primeira partida contra o Flu no profissional tinha umas 170, 180 mil pessoas no Maracanã. A festa das duas torcidas é maravilhosa - comentou o Furacão.

- Joguei poucas vezes contra o Jairzinho em Clássicos Vovô, porque fui revelado no Flu, mas logo fui para o Santos. Eu nunca tive que marcar ele em um inteiro, porque ele era esperto e eu também. Eu jogava do meu ladinho e ele ficava lá do outro lado do campo - brincou o Capita.

Além disso, os jogadores ainda tiveram que "analisar" o melhor jogador do mundo nas últimas três temporadas, o craque argentino Lionel Messi. O camisa 10 do Barcelona, da Espanha, ganhou um elogio no mínimo curioso do ex-atacante canarinho.

Jairzinho, Luis Roberto e Carlos Alberto Torres (Foto: Rafael Honório (Globoesporte.com))Jairzinho, Luis Roberto e Carlos Alberto Torres se encontram no Rio (Foto: Rafael Honório (Globoesporte.com)


- O Messi é um extraterrestre. Eu acho que vai ser difícil encontrar outro desse. Ele vai ficar se perpetuando. Porque ele é um acidente. Isso não acontece com facilidade - brincou Jairzinho.

Já o Capitão do Tri ficou com a "responsabilidade" de comentar sobre o atual momento de Neymar, craque do Santos e da Seleção Brasileira. Mas se a maioria da torcida brasileira está satisfeita com o camisa 11 do Peixe, o ex-lateral direito do Fluminense e o Botafogo optou pela cobrança ao jovem.

- Eu acho que ele tem tudo para ser o cara do Brasil na Copa e 2014. Mas eu acho que ele tem o efeito de ficar se jogando toda hora. Se a gente olhar na câmera lenta, quando ele recebe a bola, já vai se jogando. Um jogador que tem a capacidade do Neymar não pode se contentar em jogar em uma só posição. Você tem que se movimentar e criar dificuldades para o adversário - comentou.
Tricampeões no México e destaques na final contra a Itália (Jairzinho marcou o terceiro gol e Carlos Alberto o quarto nos 4 a 1), eles também relembraram jogadas históricas aquele Mundial.

- Antes da Copa, eu pedi uma benção para que eu ficasse protegido das entradas violentas dos adversários. Porque eu tinha tido uma série de lesões no Brasil. Então, naquele momento o gol, eu só poderia agradecer ao meu Divino - revelou Jair.

- Carlos Alberto, eu acho que aquele gol seu na final de 70 é o gol mais coletivo da história das Copas - afirmou Luis Roberto.

- Aquilo ali foi uma jogada que o Zagallo nos alertou que poderia acontecer em algum momento do jogo. A gente poderia ter só tocado a bola, porque faltavam três minutos para acabar o jogo. Eu podia ficar lá conversando com o Félix, batendo papo... Mas eu prestei atenção e fui para a frente, porque eu sabia que a bola vinha para mim - lembrou o Capita.

Jairzinho jogou 413 partidas e marcou 186 gols com a camisa do Botafogo. Enquanto isso, Carlos Alberto Torres passou pelo Fluminense por duas vezes. Mesmo assim, os dois optaram pelo mesmo lado no clássico deste domingo.

- Para mim o Botafogo é o favorito. Palpite? Que o Botafogo ganhe - brincou Jair.

- Eu acho que vai ser 2 a 0 Botafogo. A final do Carioca será entre Flu e Bota, com toda certeza - complementou Torres.

Estrela no primeiro clássico, Fellype Gabriel vai sem pressão contra o Flu

Meia marcou três gols sobre o Vasco, há duas semanas, mas elenco faz questão de dividir responsabilidades e não brinca sobre possível repetição

O ditato diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas a superstição do Botafogo prefere crer que é possível no caso de Fellype Gabriel, que joga, às 18h30m deste domingo, contra o Fluminese, seu segundo clássico pelo clube em duas semanas e pode repetir o feito histórico alcançado diante do Vasco: três gols. Entre os jogadores, porém, a tarefa é vista como uma responsabilidade geral e ninguém admite chamar a responsabilidade desta forma.

Fellype Gabriel entrevista coletiva (Foto: André Casado / Globoesporte.com) 
Fellype Gabriel acredita que grande fase é recompensa do trabalho (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
- A cobrança é para todos, Fellype já nos ajuda bastante para ter esse peso. Que possa até ser outro a decidir para dividirmos a responsabilidade, como o Herrera, o Elkeson

.. Mais do que nunca, aqui, quando ganha, ganha todo mundo. Quando perde, também é assim. Nem brincamos com ele, porque sabemos da dificuldade - frisou o zagueiro Antônio Carlos.

O técnico Oswaldo de Oliveira também não vê a pressão como positiva, apesar da esperança de que seu jogador mais tático faça a diferença. Segundo o meia, que assumiu a posição tão logo teve sua chance, não haverá repetição de algum ritual, apenas oração e esforço desepejado em campo. Mais preocupado com o coletivo, Fellype é outro que não explora o assunto talismã.

- É a recompensa do trabalho feito nas últimas semanas. Felizmente, tudo tem dado certo. Foi um dia especial, mas é difícil repetir. E nada do que a gente consegue, ocorre individualmente. É o time que pode vencer mais um clássico, independentemente de quem fizer o gol - pontuou o camisa 11.

O duelo entre alvinegros e tricolores será no Engenhão, com expectativa de público menor do que 15 mil pessoas. Com um time misto, o Flu ainda precisa voltar à zona de classificação da Taça Rio, enquando o Glorioso reassumiu a liderança do Grupo A, com 13 pontos.

Time misto do Flu enfrenta o invicto Botafogo em reencontro no Estadual

Tricolor, que eliminou o rival na semifinal da Taça GB, precisa da vitória para se reabilitar, enquanto o Alvinegro joga para manter sua liderança

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
Fluminense e Botafogo cruzam seus caminhos pela segunda vez no Campeonato Carioca, às 18h30m deste domingo, no Engenhão. A situação, no entanto, é bem distinta daquela vivida na semifinal da Taça Guanabara. Com a corda no pescoço desta vez, o Tricolor precisa da reabilitação após três derrotas, mas, por conta do desgaste da viagem à Venezuela, pela Libertadores, vai com um time misto, tônica do returno até aqui. Enquanto isso, líder de seu grupo e invicto na temporada, o Alvinegro carrega o favoritismo e busca se vingar do rival, que o eliminou nos pênaltis na ocasião e aumentou a pressão em General Severiano.
Para evitar ter que decidir o Estadual, no fim de abril, a equipe de Abel Braga ainda sonha com a Taça Rio e, com isso, o título direto. Como sua chave vem com aproveitamento menor em relação à outra, as chances ainda são grandes. E, com a classificação às oitavas da competição continental por antecipação, o foco pode passar a ser o Carioca nas próximas semanas.
O Glorioso espera repetir a atuação consistente do último clássico, quando derrotou o Vasco por 3 a 1. São quatro clássicos sem derrota, e a confiança é a palavra da ordem no clube. Pela primeira vez em março, o Botafogo conseguiu uma semana inteira para treinar.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes em tempo real, com vídeos exclusivos, já meia hora antes de a bola rolar. O Premiere FC transmite ao vivo no sistema pay-per-view.

header as escalações 2
Fluminense: preocupado com o desgaste após a maratona que foi a viagem até Barinas, o técnico Abel Braga preferiu poupar alguns jogadores. Bruno, Deco, Thiago Neves e Wellington Nem devem começar entre os reservas. Com isso, o Flu terá uma nova dupla de apoiadores e também de ataque. O time deve entrar em campo com: Diego Cavalieri, Jean, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Valencia, Lanzini e Wagner; Rafael Moura e Fred.

Botafogo:
com a iminência de perder Loco Abreu mais uma vez, com dores nas costas após uma pancada no treino de sexta-feira, Herrera, que seria barrado, deve ser mantido. O esquema 4-2-3-1 segue, e Oswaldo poderia repetir a escalação depois de um mês e meio. Eis a formação: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel e Elkeson; Herrera (Loco Abreu).

quem esta fora (Foto: arte esporte)
Fluminense: Anderson e Diguinho estão suspensos após terem recebido o terceiro cartão amarelo. Já Araújo segue se recuperando de uma lesão muscular na coxa esquerda.
Botafogo: o meia Maicosuel está em fase final de recuperação de seu segundo estiramento na coxa direita e só deve estar à disposição de dez a 15 dias. O meia-atacante Vitinho fraturou o pé esquerdo e ainda retoma as atividades. Além deles, Loco é dúvida pelo problema nas costas.

header fique de olho 2

Fluminense:
Lanzini é um jogador querido pela torcida tricolor. O argentino entrou no decorrer da partida contra o Zamora na última quinta-feira e sofreu a falta que originou o gol marcado por Rafael Sobis. Agora, ele irá receber mais uma oportunidade entre os titulares para poder brilhar e corresponder ao que se espera dele. Ao lado de Wagner, terá a missão de abastecer a dupla de ataque formada por Fred e Rafael Moura.
Botafogo: são cinco gols em cinco partidas e, sobretudo, um histórico polpudo em clássicos. Fellype Gabriel entra como um dos protagonistas no Engenhão, e a torcida espera os três gols sobre o Vasco voltem a fazer a diferença desta vez. Adaptado ao esquema e trabalhando duro, garante que está pronto para tentar de novo.

header o que eles disseram

Jean, volante do Fluminense: "Clássico é sempre diferente. A semana é mais intensa, a preparação também... Por mais que a gente queira e lute para dar o melhor em todos os jogos, o clássico tem um gosto especial. Estou muito feliz de poder participar de mais um em minha carreira. Sabemos da qualidade do Botafogo e precisamos estar atentos aos detalhes, que sempre definem uma partida como essa".
Antônio Carlos, zagueiro do Botafogo: "Vários jogadores do Fluminense vieram para jogar e nem são relacionados são às vezes. Só podem jogar dez na linha. Isso prova a qualidade do elenco deles, temos que ter atenção a todo momento. Mas nossa cabeça está voltada para a classificação. Não queremos saber se vamos pegar titulares ou reservas".


header números e curiosidades

* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia.
* Computando todas as competições, o Fluminense não vence o Botafogo há mais de dois anos (ou sete jogos). A última vitória do Flu aconteceu no dia 7 de março de 2010, quando o time venceu no Maracanã por 2 a 1. São três triunfos alvinegras e quatro empates.

* O último empate sem gols entre Fluminense e Botafogo pelo Campeonato Carioca aconteceu há oito anos (ou 12 jogos):

* Fluminense e Botafogo se enfrentaram apenas oito vezes na história do Engenhão, com três vitórias do Bota e cinco empates. Foi um confronto entre os dois clubes que marcou a inauguração do estádio.

header último confronto v2


O último confronto entre Fluminense e Botafogo foi justamente a semifinal da Taça Guanabara, em fevereiro. Na ocasião, o Botafogo abriu o placar com Elkeson, mas cedeu o empate ao Tricolor logo depois, que marcou com Leandro Euzébio. A decisão foi para os pênaltis e o Flu levou a melhor quando Loco Abreu desperdiçou a última cobrança do Botafogo. Jean e Lucas também perderam.