Wellington experimenta a sensação de ser goleiro, mas admite que será a última vez (Crédito: Paulo Sérgio)
Neste fim de ano, o preparo físico dos jogadores do Botafogo chega ao seu limite extremo. Para não ficar carente em determinadas posições, Estevam Soares é obrigado a improvisar em alguns momentos e a solução desse problema pode estar no próprio elenco alvinegro. Wellington Júnior afirmou que, até hoje, só não atuou no gol.
Na verdade, a posição dele é segundo volante. No entanto, Wellington subiu para o profissional do Botafogo jogando como lateral-esquerdo. Nos juniores, no ano passado, ele atuou como meia-atacante e até mesmo homem de frente. Por sua boa fase, foi convocado para o Mundial Sub-20, no Egito... Como lateral-direito.
O fato de ser ambidestro ajuda nessa sua versatilidade. O que Wellington quer é apenas uma oportunidade para mostrar seu futebol.
– Houve um treino nos juniores que um zagueiro teve um problema e fui recuado para jogar na zaga. Por mim, não tem problema. Só quero jogar – afirmou o polivalente jogador.
Até se firmar no Botafogo, Wellington Júnior penou. Passou pela categoria de base de diversos clubes do Rio de Janeiro. Em sua coleção particular, uniformes de diversas equipes e até mesmo uma camisa de goleiro. Mas esta Wellington garante que nunca usou.
– Meu pai não deixava. Falava para eu jogar na linha sempre. Eu também nunca tive essa vocação. Meu negócio mesmo é jogar na linha – afirmou Wellington.
Seu primeiro jogo pelos profissionais do Botafogo aconteceu este ano. Contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Estadual, ele deu um passe para um dos gols e ainda deixou o dele. Detalhe: nessa partida, Wellington Júnior jogou em sua posição, como segundo volante.
Com Estevam Soares, a revelação alvinegra ainda não teve uma oportunidade. Se precisar, ele joga na posição que for.
– Já conversei muito com o Estevam e ele me dá muitas dicas. A decisão é dele. Quando precisar, ele sabe que estou pronto – finalizou.
