Domingo, 8/Novembro, no Estádio Olímpico João Havelange, foi distribuído um pedaço de papel, sem assinatura, assumido como sendo de “nós (?), do Movimento Carlito Rocha”, mas repetimos, sem assinatura, e repleto de erros e mentiras, com raríssimos acertos.
O “movimento” se caracteriza por fazer muitos panfletos, mas não produz nada. Tal “movimento” esteve presente muito recentemente na administração do clube nos últimos seis anos, período em que:
· O clube foi entregue com mais de 4 meses de salários atrasados para funcionários e atletas.
· Não foram honrados vários compromissos, culminando com ações que o clube até hoje sofre. Um exemplo apenas: a quase perda de 6 pontos no campeonato brasileiro de 2009, pelo não pagamento de compromissos relativos à contratação do jogador Zé Roberto em 2007 ao Kashima do Japão, que apelou à FIFA. A administração atual, com sacrifício do Botafogo, quitou o débito, evitando que o clube sofresse penalidades.
· Abandono total das divisões de base no futebol.
· Entregaram o clube com o Engenhão deficitário em mais de R$ 1 milhão por ano.
· Um representante desse “movimento”, participante da administração do clube no período citado, deixou de pagar a mensalidade como sócio por cerca de 3 anos.
Dito o mínimo acima, porque infelizmente a lista é maior, vamos aos pontos que mostram o total desconhecimento de administração desse “movimento”:
A informação do panfleto do “movimento” é mentirosa, equivocada e leviana, no que se refere à contratação da empresa Pepira (que o “movimento” erradamente chama de In Mont, empresa que por sinal já prestou bons serviços ao clube), e ratifica o mais elementar desconhecimento administrativo do “movimento”.
Primeiro, a contratação foi feita dentro das obrigações, outorgas e delegações administrativas do Conselho Diretor e em respeito ao Estatuto do Clube.
Segundo, o contrato foi apresentado sim ao Conselho Deliberativo do Clube, tendo sido debatido e inclusive votado e aprovado pelo mesmo na reunião de 29/Setembro/2009.
Terceiro, ela não foi contratada para explorar o Engenhão, cuja responsabilidade é do Botafogo. Ela foi contratada para administrar a exploração comercial do Engenhão, e os resultados já estão aparecendo, e estão sendo reportados aos órgãos competentes do clube, não ao “movimento”. O contrato para desenvolvimento da exploração comercial do Engenhão foi celebrado com uma empresa que age em nome e sob comando do Botafogo.Trata-se de prática comercial e administrativa normal. Atua como um Departamento Comercial do Botafogo, e tem uma remuneração condizente com as práticas de mercado. Pela exclusividade, a empresa toma diversos riscos, tomando providências que o “movimento” enquanto foi parte da administração do clube não soube fazer e nunca fez, e que transformaram o Engenhão num sorvedouro de recursos sem previsão nenhuma de receitas.
O “movimento” diz que o Botafogo não vai cobrar aluguel do Estádio. Mais uma aleivosia. Claro que os custos serão pagos pelos clubes que atuarem no Engenhão. Existe uma cobrança pela cessão do estádio, em todos os jogos, e continuará a acontecer.
· Não existe nenhuma “preocupação excessiva com os torcedores rivais em detrimento do torcedor BOTAFOGUENSE”. Na verdade, a preocupação é de proteger o Botafogo, pois como mandantes dos jogos no Engenhão, temos responsabilidades. E definir torcedores de outros times como “torcedores rivais” demonstra claramente o nível baixo e beligerante de quem redige esse panfleto, o tal “movimento”.
· O “movimento” que não tem nome de quem escreve diz que não foi dada divulgação do resultado do leilão (e não “licitação”) dos camarotes. A divulgação é dada sim, mas aos órgãos competentes do clube.
Certamente, em nome da honestidade de princípios, pode-se reconhecer que algumas declarações de algumas pessoas citadas pelo “movimento” devam ser mais cuidadosas, e isso está sendo cuidado pela administração do clube. Reconhecemos isso, e nesse ponto a crítica é procedente.
Não pretendemos que todos concordem com 100% do que temos tentado fazer. Certamente nossa tentativa é de fazer as coisas em benefício do Botafogo. Certamente podemos melhorar, e críticas serão sempre bem vindas. Estamos buscando fazer uma administração aberta e transparente, desde o início, e nesse sentido temos tido o cuidado de reportar aos órgãos competentes do Clube (Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal) todos os atos praticados.
É possível que tenhamos errado, mas jamais pecaremos pela omissão.
Continuamos abertos a críticas: são normais e a elas temos de responder com trabalho, que é o que está sendo feito. Não acertaremos sempre, infelizmente, mas temos acertado bastante, embora precisemos acertar sempre muito mais.
Salve o Botafogo.
Maurício Assumpção
Presidente